O trabalhador em
trânsito, bem acompanhado, na sua pausa de almoço.
Os camaradas
ficaram a tratar da colocação das marmitas, neste tempo, que não consegui saber
qual é, mas é antigo, ainda se levava marmita para o trabalho, a aquecer sobre
as brasas, ele foi buscar os líquidos e sabe, de sabedoria certa, que, como
disse o poeta, a «Cerveja Sagres é uma sede que se deseja».
Legenda:
fotografia tirada do álbum «Alfama», texto de Gerrit Komrij, fotografias
de Hans Roels e Serge Vermeir.
Até 6 de Janeiro ainda está a tempo de olhar as Iluminações de Natal de Lisboa. A Câmara diz-lhe para deixar o trenó em casa e ir ver a s iluminações utilizando os transportes públicos.
Enquanto as grandes emoções vou-me entretendo com bolachas recheadas. Cada caixa tem uma imagem de um jogador do Glorioso. Escolhi o Jonas. Com calma - há cuidados a ter... - irei adquirindo as restantes caixas.
O sacana
continua a vir a Portugal a preços proibitivos.
Toca há mais de
20 anos com a New Orleans Jazz Band e volta a Portugal para mais um
concerto com bilhetes que vão dos 25 euros, galeria de pé, aos 120 euros, cadeira
de orquestra.
A minha ingenuidade leva-me a pensar
que estas performances acontecem por divertimento, puro gozo.
Tenho com Woody
Allen uma velha cumplicidade nascida quando, no outro século, vi no Apolo 70 o Grande Conquistador, tempos-de-ditadura-joe-dimaggio
traduzido-como-Eusébio para que se pudesse entender o que o realizador pretendia.
Não chego ao ponto
de dizer que gosto de todo os seus filmes, mas há sempre qualquer coisa que
permite não dar o tempo por mal empregue.
Nem que seja
pelas bandas sonoras, pérolas do American Song Book e, nos créditos, aquelas
letras brancas sobre fundo negro e muita música.
Woody Allen é
sempre divertido e elegante, mas também, necessariamente, repetitivo e
desigual.
Mas não consigo
passar sem os seus filmes.
Ele sempre
disse: quero apenas fazer um bom filme. Quero que o público saia da sala a
dizer: não gostei do filme mas, pelo menos, não insultou a minha inteligência.
Sean Penn a
fazer de Emmet Ray – um papelaço! - em Sweet and Lowndown: