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sábado, 19 de outubro de 2013

NOTÍCIAS DO CIRCO


Aproveito para repetir, pela enésima vez: Cavaco Silva está há sete anos no cargo de Presidente da República e nunca teve uma palavra de censura sobre o roubo do BPN.

João Marcelino no Diário de Notícias.

sábado, 10 de agosto de 2013

NOTÍCIAS DO CIRCO


UMA OUTRA SEMANA, com mais do mesmo.

O PEDRO interrompeu as férias na Manta Rota para vir presidir ao conselho de ministros em que foram tomadas mais medidas para nos darem cabo da saúde.
De uma já se sabe: a partir de Janeiro, corte naspensões de reforma, sobrevivência e invalidez dos funcionários públicos, ainda não se sabe o valor mas poderá chegar aos 10%. De fora ficam políticos, magistrados militares, coisas assim

ENTRETANTO, a meio da semana, Joaquim Pais Jorge, que não tinha condições para continuar como secretário de Estado do Tesouro, demitiu-se não deixando de invocar – mais um!  - que a política é uma podridão.

A minha disponibilidade para servir o país sempre foi total. Não tenho, no entanto, grande tolerância para a baixeza que foi evidenciada.

SEGUNDO O EXPRESSO, Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros, comprou acções do BPN a metade do preço da Fundação Luso-Americana, instituição a que presidia na altura.
Segundo o semanário, o governante, que fez uma mais-valia de 83,2 mil euros, diz que não tinha conhecimento de qualquer situação de favor e que não pediu nem lhe foram dispostas condições na transacção.
Dizem que, na operação não há qualquer ilegalidade, mas não deixa de ser estranho para não dizer que é uma autêntica pouca vergonha, isto, obviamente, utilizando uma linguagem português suave.

PORTUGAL SÓ conseguiu criar emprego nos salários abaixo dos 310 euros.

A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA  contratou um perito em ciência da legislação para dar apoio durante seis meses ao recém-criado grupo para consolidar leis, por 18 mil euros. Na contratação, feita por ajuste directo, o parlamento diz não dispor de meios próprios para satisfação desta necessidade.

JOAQUIM PAIS JORGE, que não tinha condições para continuar como secretário de Estado do Tesouro, demitiu-se não deixando de invocar – mais um! – a podridão da política.
Maria Luís, até ver, acumula a pasta deixada vaga por Pais Jorge.

POR FIM, foi notícia o facto da socialite Lili Caneças ter sido roubada em Barcelona, quando se preparava pra embarcar num cruzeiro - uma mala Louis Vuitton que tinha as suas joias, óculos da Gucci, da Prada e da Ray-Ban, documentos, cartões de crédito.
Ah! mas o pior de tudo foi terem-lhe roubado o  Iphone.


Legenda: imagem do Expresso: há quem prefira estar preso a ser refém do desemprego.

terça-feira, 30 de julho de 2013

BPN: UM RESUMO.


No início da década passada, a administração do BPN entrou em gestão fraudulenta.

Os reguladores, o Banco de Portugal a CMVM não detectaram, o que se passava na instituição.

Como isso pôde acontecer, é um mistério que ainda ninguém explicou.

Houve que injectar fundos públicos para salvar o banco e daí resultou a nacionalização do BPN.

A gestão e negociatas do BPN, envolvem vários dirigentes do PSD, ex-governantes cavaquistas, a maior parte com papéis determinantes da vida da instituição.

 Estes são alguns dos personagens:

José Oliveira Costa, Dias Loureiro, Rui Machete, Daniel Sanches, Duarte Lima, Ângelo Correia, Arlindo Carvalho, Joaquim Coimbra.

Antes de chegar a Belém, Aníbal Cavaco Silva e a filha, sabiamente aconselhados por José Oliveira Costa, venderam acções do banco que lhes proporcionaram um encaixe de 350 mil euros.

O grupo luso-angolano, que pagou 40 milhões de euros pelo BPN, já enviou para o Tesouro facturas no valor de 100 milhões de euros ao abrigo do contrato de execução, assinado por Maria Luís Albuquerque, actual ministra das finanças.

O Estado já deve ao BIC mais do dobro do que esta instituição financeira pagou pela compra do BPN.

O caso BPN é uma procissão que ainda não saiu do adro.

Já em Maio de 1986, Miguel Torga escrevia no seu Diário, que a corrupção é o cancro que rói o corpo e ameaça contaminar a alma de Portugal.

sábado, 27 de julho de 2013

NOTÍCIAS DO CIRCO


PROVAVELMENTE, nesta altura do campeonato, não interesse muito saber se a Maria Luís mentiu, ou não, nos depoimentos que fez na Assembleia da República sobre o caso das swaps que, muito honestamente não sei o que são, e estou acompanhado pela esmagadora maioria dos portugueses.

O que há a destacar é que a senhora não tem condições para ocupar lugar no governo. Não é bem ser incompetente, é outra coisa: ânsia de poder a todo o custo, uma inqualificável falta de ética e de escrúpulos, desonestidade pura e dura.

Nos tempos que correm quem vá para a pasta de finanças de um governo, seja como ministro, seja como secretário de estado, tem a obrigação de saber que as swaps são  uma bomba atómica.

Não havia que esperar por, por parte da anterior governação, que chegassem os dossiers, a informação detalhada
.
Era, de imediato, começar a tratar do assunto, pegar o boi pelos cornos
.
Acresce que Maria Luís não tem ponta de desculpa porque, enquanto membro da direcção da REFER, lidou com swaps e sabe muitíssimo bem o perigo de que o assunto se reveste.

O que estamos a pagar, continuaremos a pagar, por incompetências e irresponsabili- dades deste tipo, é um caso de polícia.

Caso houvesse justiça neste país.

O APARECIMENTO DE RUI MACHETE  no governo, como ministro dos negócios estrangeiros, é um mistério.

De há algum tempo se sabia quem era a pessoa escolhida para essa pasta mas, de repente, eis que tudo muda e surge o homem.

Diz que recebeu um telefonema e só necessitou de três horas para se decidir.

Quem lhe telefonou, ou mandou telefonar?

Não é difícil adivinhar.
O inquilino de Belém entendeu que era altura de colocar no governo alguém de confiança para que aquele bando de garotos não continuasse com as brincadeiras sem rei nem roque.

Havia que recorrer ao polvo.

Um está preso, outros andam por aí, não se sabe bem onde, mas com a certeza que andam a tratar da vidinha.

A escolha recaiu em Machete que, tal como Vitor Constãncio, nunca vislumbrou que algo de anormal acontecia no BPN.

 No momento em que as fraudes do BPN e da SLN pesam tanto nas contas públicas e no bolso de cada contribuinte, julgo tratar-se de uma escolha de muito mau gosto, afirmou o deputado João Semedo do Bloco de Esquerda.

Mas Machete diz-se de consciência tranquila… há muitos anos…

Também de bolsos cheios… há muitos anos… diz que e foi o imperativo de servir o país que o levou a sair do remanso em que vive, das negociatas em que se movimenta.

Os portugueses olham para tudo isto com uma indiferença, um deixa andar, que causa medo.

JOSÉ PACHECO PEREIRA no Abrupto:

Os principais controleiros do aparelho, os que distribuem empregos, benesses, subsídios, pelos “seus”, estão no governo, junto com alguns outros de uma incompetência e ignorância abissal. E quando digo abissal é mesmo abissal. Seria bom começar a dar umas aulas a explicar que Tonga não é na África do Sul, que a Turquia não é um país asiático e que Putin não é o presidente de Bielorrússia.

domingo, 10 de março de 2013

NOTÍCIAS DO CIRCO


A LUXUOSA clique cavaquista no BPN continua a sua saga.
Arlindo de Carvalho, ex-ministro da saúde de Cavaco Silva é um dos nove acusados no processo. Desta vez a burla ascende a um montante global superior a 160 milhões de euros
Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva, e José Neto, seu sócio e antigo governante, são acusados pelo Ministério Público de terem recebido ilegitimamente mais de 80 milhões de euros do BPN.

O BEM-INSTALADO-NA-VIDA-JOÃO-SALGUEIRO saíu-se com mais uma:

Se não sabem o que fazer, ponham metade dos desempregados a abrir buracos e a outra metade a tapá-los. O que interessa é que estejam ocupados

OUTRO BEM-INSTALADO-NA-VIDA-ANTÒNIO-BORGES, não contente com as atoardas infames que tem bolsado, defende agora que o ideal era que os salários descessem como aconteceu noutros países como solução imediata para resolver o problema do desemprego.

AINDA UM OUTRO BEM-INSTALADO-NA-VIDA-FILIPE PINHAL, antigo presidente do BCP, saído da instituição bancária por causa de alguns escândalos relacionados com off-shores e manipulação de ações em bolsa, que recebe uma pensão de 70 mil euros, criou a Associação dos Reformados Indignados.

O ZIGUE-ZAGUEANTE-ISALTINO-MORAIS, viu o recurso, apresentado ao Tribunal de Relação de Lisboa, rejeitado e vai agora recorrer para o Tribunal Constitucional.

COMO NEM TODA A JUSTIÇA É IGUAL, uma mulher foi detida e vai responder num processo judicial por alegadamente ter furtado uma embalagem de polvo congelado num hipermercado de Bragança, divulgou a PSP.
Entretanto O DIAP de Coimbra teve de abrir um inquérito sobre o furto de 77 cêntimos de feijão-verde, num supermercado Lidl. Uma procuradora-adjunta arquivou o caso, por se tratar de bagatela, mas o supermercado reclamou e, agora, o caso ocupa uma procuradora da República.
O caso tinha os ingredientes para ser julgado em processo sumário, o que dispensaria a abertura de inquérito, mas o Lidl inviabilizou essa possibilidade: era preciso que apresentasse queixa, logo que o seu segurança apanhou o ladrão e chamou a PSP, e não o fez.

O ESTRELAR-PRESIDENTE-CAVACO-SILVA, já afirmou por aí que não pensem que é pelos baixos salários baixos que se garante a competitividade da economia e acaba de divulgar o prefácio do novo livro Roteiros VII, onde garante que, mesmo em silêncio, nas sombras das paredes de Belém, tem travado um duro combate com a troika para evitar (?) a crise que se instalou na sociedade portuguesa.

COM TUDO A CORRER TÃO MAL, pior ficou quando se soube que a socialite Lili Caneças, vai emigrar para Los Angeles.

Estou um bocadinho farta desta pobreza, desta desgraça, de tanta miséria.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

UM ESCÂNDALO SEM FIM À VISTA


Sabemos que, até agora, o BPN, custou aos contribuintes 8000 milhões de euros.

Irá custar mais.

Muito mais.
A maior fraude financeira do Portugal pós-25 de Abril, é um caso de polícia que envolve centenas de barões do PSD.

E não só!

Conhecem-se alguns nomes, mas a procissão tem muitos mais figurantes.

Por norma, as autoridades competentes investigam mal, os tribunais são lentos, os juízes têm interpretações que roçam a esquizofrenia.

No final deste caso, se é que vai haver um final, ninguém sairá culpado.~, mas sairá dos nossos bolsos o custo desta fraude.

Mas pouco há a dizer quando fomos nós que colocámos esta gente nas cadeiras do poder.

O bailado mandado do centrão continuará.

Ora agora danço, ora agora danças tu.

Segundo uma sondagem, encomendada pelo Expresso/Sic, se as eleições fossem hoje, o Partido Socialista venceria com 34,1% dos votos.

Depois, voltaremos às lamentações, voltaremos a chamar nomes àquelas gentes, voltaremos a pagar todas as facturas que nos apresentarem, mas nada fazemos para lhes dar, de uma vez por todas, um pontapé no cú.

Que adianta dizer-se que é um país de sacanas?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

À LUPA


O negócio da banca é duro e complexo. Trata-se de comprar dinheiro barato e vendê-lo mais caro. Pensando bem, talvez não seja assim tão complexo. Estamos a falar da comercialização de um produto que toda a gente aprecia. O risco não é muito grande. E, além disso, é um bem que não se estraga. Ninguém diz, ao levantar um cheque: "Olhe, desculpe, estas notas são da semana passada."

Ainda assim, um número bastante elevado de banqueiros consegue reunir a mistura de talento e obstinação necessária para levar muitas destas instituições à completa ruína. Não deve ser fácil.

O jornalista Nicolau Santos fez, há dias, uma lista não exaustiva de banqueiros portugueses envolvidos em escândalos financeiros e consequentes processos judiciais. São cerca de dezena e meia. E acrescentou uma lista de bancos que o Estado português já ajudou, com avultadas injecções de capital. Contando com o BPP e o BPN, são cinco. Num país com a dimensão de Portugal, 15 banqueiros e cinco bancos parece muito. Não sei se é o suficiente para estabelecer uma regra, mas são números um tanto alarmantes.

Qualquer dia, banqueiro detido passa a ser um pleonasmo. Talvez fosse bom remodelar os testes psicotécnicos na admissão de candidatos ao lugar de banqueiro. Aparentemente, saber de finanças não habilita ninguém a gerir instituições financeiras.

Ricardo Araújo Pereira na Visão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

UM ESTRANHO E LONGO SILÊNCIO


Após um estranho e longo silencio, em que o que aparecia relativo às malfeitorias bancárias se resumia ao BPN, BPP e em menor grau ao BCP, a imprensa começa timidamente a falar dos banqueiros de topo, aqueles que fazem e desfazem governos e que estão sempre ao lado do poder, de Salazar a Passos Coelho, passando pelos socialistas. Não me refiro ao que é ilegal, porque disso deve cuidar a justiça, mas dos "esquecimentos" que levam milhões lá para fora sem serem declarados ao fisco, para depois a memória melhorar, ou ser melhorada e o dinheiro regressar cá dentro com um pequeno imposto para pagar de bónus.

Mas há um silêncio muito esquisito, se não fosse verdadeiramente pouco esquisito, no modo como as coisas estão: estando o governo envolvido numa luta épica para que os portugueses paguem impostos, nunca condenou estes "esquecimentos"? Insisto, condenar do ponto de vista da moral cívica, já que a lei é suposto ter outro andamento e outras consequências. É verdade que mesmo com a lei em curso, o governo às vezes fala à vontade, como a nossa ministra da justiça fez recentemente, dizendo que "a partir de agora deixou de haver impunidade". Mas era para o PS de Paris e não para a banca. Aqui é só silêncios e gentilezas. Para a banca faltosa, não há mesmo nenhuma palavrinha zangada, vindo do mesmo ministro e primeiro-ministro e dos vários secretários de estado que incham o peito contra as cabeleireiras, os mecânicos de automóveis, e os donos de café e restaurantes? Aí sim, há palavras duras e mostras de robusta firmeza.

Não deviam os governantes dizer alguma coisa? Dever, deviam. Dizer, não dizem.

José Pacheco Pereira no Abrupto.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

À LUPA


O banco BPN representará um encargo líquido de 3405 milhões de euros para os contribuintes portugueses. Este valor consta da proposta de conclusões finais da Comissão Parlamentar de Inquérito ao processo de nacionalização, gestão e alienação do banco que acabou por ser vendido por 40 milhões de euros aos angolanos do banco BIC.

A falência do BPN foi provocada por uma megafraude que teve repercussões políticas, pois o banco tinha políticos no activo, nomeadamente da esfera do PSD, entre os seus clientes, accionistas ou nos seus órgãos sociais.

 Os casos mais emblemáticos são os de Oliveira Costa e do ex-ministro de Cavaco Silva e ex-conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro. Até à privatização, o banco era detido pela holding SLN, da qual era o activo mais importante. Após o escândalo do BPN, a SLN, que envolvia também nomes do cavaquismo, mudou de nome, para Galilei.

Público de hoje