Mostrar mensagens com a etiqueta Bailes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bailes. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 25 de julho de 2019

VELHAS CANÇÕES


Nunca houve uma mulher como Gilda.
Gilda era Rita Hayworth num tempo em que havia filmes.
Uma canção «Amado Mio», muitos anos depois revisitada por Pink Martini, uma orquestra que me foi revelada pelo meu filho Mário, que nos levou a vê-los ao vivo na   Aula Magna, 11 de Novembro de 2005, Como éramos tão novos!...


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O CARNAVAL VEM AÍ!


O Carnaval está a bater à porta.
Um olhar sereno pelos meus velhos bailes.
Alguém que me guarde a última dança.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

POSTAIS SEM SELO


Sou já em alguns crepúsculos de verão, na praia, vendo o sol desaparecer na água e a minha vida com ele, sobretudo a saudosa fracção da minha existência em que, aos dezoito anos, era o pavor das mães e o regalo das filhas nos bailes de sábado dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, me murmurava, durante os boleros
- Tem os olhos tão azuis, seu fofo
isto as filhas claro, o que as mães murmuravam quando me aproximava para uma nova dança era mais no género
-Desapareça antes que chame o meu marido que é estivador e lhe dá um murro no alto da cabeça que fica oito dias a cuspir brilhantina

António Lobo Antunes em Quarto Livro de Crónicas.

Legenda: fotografia de Janine Niépce

sábado, 7 de julho de 2018

POSTAIS SEM SELO


O Sebastião também não gosta de dançar e eu gosto imenso. Por isso não frequentamos boites. Não se riam, mas até sou capaz de dançar sòzinha!

Isabel da Nóbrega em Viver com os Outros

Legenda: pintura de Connie Chadwell

sábado, 2 de junho de 2018

BAILES



Regressar a este espaço com um baile-bossa-nova-mandado com o rei Elvis, o senhor Fred Astaire e a Rita Hayworth.
Junho é mês grande festas e bailes.

domingo, 22 de abril de 2018

sábado, 18 de março de 2017

POSTAIS SEM SELO


Resta só dizer que me fez lembrar, quando imitava o inglês das letras que não sabia, aqueles vocalistas das sociedades recreativas dos anos 50, ao som dos quais apanhei tampas, aprendi a dançar e bebia dois de branco no bufete. E agora, senhoras e senhores, variedades!...

José Duarte


Legenda: fotografia encontrada no blogue Conta-me Como Era

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

TELEFONIA III


Esta música leve e valsitante
Ondula-me a monotonia
Como vejo passar aos sábados
As raparigas da fábrica para o baile.
É doce esta melodia fácil
Simplifica a minha incerteza
E na resolução prevista pela teoria
Deixa-me a poesia simples
Das quadraturas, sete sílabas,
Em que dor se salva rimando com amor.
Esta música leve e valsitante
Leva ao baile fim de semana
Os meus desejos duma vida burguesa
E areja, ou procura fazê-lo,
A minha ciência inútil.


Legenda: fotograma de Elena e os Homens de Jean Renoir

SAUDADES DA RÁDIO


A rádio está associada à minha vida.

Quando havia programas de autor e a ditadura das «play-list» não tinha entrado portas adentro.

Nos primeiros meses de 1980, joâo David Nunes ainda podia dizer:

Acho que alguma da Rádio que já se vai fazendo, neste momento, em Portugal, não nos deixa muito envergonhados em relação à Rádio que se faz lá fora.

Há dias, morreu Jaime Fernandes, um dos homens dessa rádio de autor.

Numa entrevista ao Jornal de Notícias, Janeiro de 2011, José Duarte falava de um dos seus programas de assinalável êxito na rádio: A Menina Dança?

Fui convidado por Jaime Fernandes. Trabalhávamos na Rádio Comercial. Tinha eu escrito um texto para "O Jornal" sobre Irving Berlin, grande compositor norte-americano". Jaime Fernandes gostou e ficou admirado de meu saber sobre aquela música. Convidou-me para fazer um programa sobre "standards". Inventei então "a menina dança?" que é um programa semanal dedicado a grandes nomes vocais da música norte-americana e a grandes compositores do "American Song Book".

O texto que se segue julgo pertencer a uma qualquer crítica ou sinopse do programa:

Tudo acontece num salão de uma sociedade recreativa. É um baile ao som de canções. Como as canções devem ser: cheias de «swing», a puxar o pé para a dança. Ouvem-se os «crooners» ou  - Bing Crosby, Dean Martin, Tony Bennett – uns mais apaixonados, outros menos, ouvem-se outras vozes que fizeram as músicas da América. Ouve-se Sinatra e as suas histórias. Aos domingos à noite, quando a Menina encontra o seu par, são as grandes orquestras que se vocam, num qualquer baile de despedida; e são as histórias à margem do tempo que se relatam. O programa realizado por José Duarte podia ser o cenário para os «Dias da Rádio» de Woody Allen. Mas não é. No que diz respeito a rádio, vai mais longe.


«A Menina Dança» oferece um dos mais eficazes exercícios do uso da linguagem radiofónica: diálogos a uma voz definem cenários; afastam e atraem. Informam. E fzem com que a menina, de facto, exista. Ela é a personagem que ganha forma, a cada instante. Do desconhecimento da música passa ao espanto; e deste, ao saborear da descoberta. Mas isso não lhe basta: a Menina «trova s voltas», comanda o jogo e, às vezes, transforma num inferno a vida do seu par: a Menina torce um pé, a Menina pinta o cabelo de louro. A Menina é a Gata Borralheira que parte à meia-noite, abandonando o seu par.

A menina, mais as suas danças, deixaram-nos a 30 de Dezembro de 2012.

Não vivíamos para ouvir rádio. Somente para melhorar essa vida.

sábado, 8 de outubro de 2016

OLHARES


No nº 1 da Rua Particular, à Rua Frei Manuel Cenáculo, e fundado em Novembro de 1949, situava-se o Sport Lisboa e Oriental.
Não confundir com o COL - Clube Oriental de Lisboa.
Era um velho clube de bairro.

Aos sábados à noite, nas tardes de domingo, pelo fim do ano, pelo Carnaval, os bailaricos. 


A trupe habitual da casa era Jacinto e os seus Gaúchos, violas e banjos.
Boleros, slows, músicas de amarrotar corações.
Grandes bailaricos que, como dizia a avó do António Lobo Antunes, eram uma antecâmara do Inferno.
O Sport Lisboa e Oriental chegou a ter uma equipa de Hóquei em Patins.
O meu primo Bernardino jogava a guarda-redes,
Na porta das instalações um letreiro: PARA ALUGAR.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS

Quase finais dos anos 60.
Ficava ali para os lados da Praça das Águas Livres.
Não sei se ainda existe.
Era uma boite-restaurante.
A comida não era grande espingarda mas também não ia lá pela comida.
Jantávamos e depois havia dança.
Assim um poucochinho como nos filmes americanos.
Só que nos filme havia orquestras e na Lareira eram discos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

DANÇAR FORA DA DANÇA


Nunca dancei. Vi os outros dançarem, em terraços voltados para o mar, no chão de areia de África ou do Brasil, em clandestinos infernos de bares de marinheiros ou em inflamadas discotecas de praia turísticas, vi-os e julguei-os felizes, esquecidos e voláteis, perdidos e enovelados numa bola de fogo, mesmo se às vezes os pares se rompiam e ela vinha sentar-se a chorar, e então eu pensava que ainda havia palavras que podiam funcionar como carícias, que eu sabia dizê-las, palavras redondas, encostadas à face magoada e triste. Também dancei sem que os outros soubessem que eu dançava, mas dancei fora da dança, porque dançava para mostrar que também dançava, e lembrava-me disso em cada passo, e nunca esquecia que era o meu próprio corpo que dançava, e nunca soube dançar sobre o esquecimento do corpo, nunca ninguém dançou sobre o meu corpo como se fosse a areia da praia ou um terraço voltado para o mar, nunca ninguém que eu sentisse os dois esquecidos de mim.
Pouco a pouco, aprendi a olhar a arte da dança, e passei noites inteiras no deslumbramento de os ver, sem palavras úteis que me explicassem o que ali se passava à minha frente. Era apenas ficar sentado com os olhos colados ao vidro de um mundo outro em que os corpos se multiplicavam como estrelas no momento preciso em que ainda não se tinham tocado, mas já começavam a precipitar-se uns para dentro dos outros. Eles dançavam, esplêndidos, gloriosos, e eu ao vê-los sei que nunca dancei.


Eduardo Prado Coelho em Tudo o Que Não Escrevi, Volume II

Legenda: pintura de Di Cavalcanti

terça-feira, 15 de março de 2016

OLHARES


Marilyn Monroe a rockar com o actor Eli Wallach, perante o olhar divertido de Clark Gable.

Fotografia tirada no intervalo das filmagens de Os Inadaptados.

domingo, 10 de janeiro de 2016

PORQUE HOJE É DOMINGO


À procura de uma outra coisa fui dar a esta capa.
Ela apareceu por outros motivos mas recordo-me perfeitamente deste disco.
São dos meus primeiros tempos na Mestre António Martins.
E a história remete para os Bailes de Carnaval.
A canção Faustina, um baião, estava sempre a tocar. 
Era a canção mais utilizada para o «passa-passa».
O disco tocava e alguém gritava: «é  o passa-passa» e mudava-se de par.
A canção permitia que a dado momento todos cantássemos em coro: «Faustina»
e lá vinha o «Passa-passa»
Resolvi colocá-la aqui.
A outra canção de Juanita Cuenca é «Mis Manos», um bolero também com lugar cativo nos bailes.
E podem gozar à vontade. Eram assim aqueles saudosos tempos,
Bom domingo!


terça-feira, 21 de julho de 2015

BAILE DE BOMBEIROS


Encontrei este anúncio dos Bailes nos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, recorte do Diário Popular de 13 de Maio de 1967.
Tempos de «A menina dança», das damas ao bufete.
Coisas do outro século para «Maiores de 15 anos».

sábado, 11 de julho de 2015

QUOTIDIANOS


Não se riam, mas eu até sou capaz de dançar sozinha!

sábado, 27 de junho de 2015

QUOTIDIANOS


Volto, hei-de voltar muitas vezes, à frase «Não se riam, mas até sou capaz de dançar sozinha».
Hoje, uma fabulosa cena de Al Pacino em Perfume de Mulher.

terça-feira, 26 de maio de 2015

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


Anúncio publicado no Diário Popular de 13 de Maio de 1967.
Baile do Twist e o inevitável «Damas ao Bufete».
Saudades.

domingo, 8 de março de 2015

PORQUE HOJE É DOMINGO




Desculpem mas hoje acordei assim, com o pezinho a saltar-me para o bailarico.
Se pudesse escolher, morria a dançar.
Acreditem.
Bom domingo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O VERÃO A DESPEDIR-SE


Quão longe vão os tempos em que as férias de Verão eram mesmo Férias Grandes.

As escolas e os liceus acabavam pelo findar de Junho e só voltávamos, consoante fosse liceu ou primária, a 1 e 7 de Outubro.

Os Bailes dos Bombeiros, nas noites escaldantes do Verão dos anos 60,damas ao bufete, garrafas de vinho branco Camilo Alves metidas em gelo dentro de um enorme alguidar de alumínio, cada taça vinte e cinco tostões, Victor Gomes e os seus Gatos Negros a tocarem Honeymoon, não em arranjo Marino Marini, mas num arranjo muito deles.


É Joni Mitchel que, hoje, nos traz a versão de Summertime e ao piano está o Sr. Herbie Hancock


Legenda: não foi possível identificar o autor/origem da fotografia.