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quinta-feira, 11 de julho de 2019

QUOTIDIANOS


As cerejas estão a acabar.
Parece que o Verão chegou a Portugal.
A corrupção alastra nas autarquias.
Não há meio de sabermos o que se passou realmente no roubo de armamento em Tancos.
Vítor Constãncio recebe de reforma do Banco Central Europeu 17 mil euros e 17 mil de Portugal. O que fez na estranja não é público, o que (não) fez em Portugal vai-se sabendo aos poucos, mas perdeu a memória e Joe Berardo continua a rir-se.
Soube-se agora que a campanha de Cavaco Silva á presidência da República beneficiou de dez cheques de 25.000 euros provenientes do saco azul gerido por Ricardo salgado no BES.
Soube-se hoje que somos menos, que estamos mais envelhecidos e que a taxa de pobreza diminuiu um pouco mas continua elevada e que afecta os jovens até aos 18 anos e os adultos com mais de 65 anos.
As televisões, diariamente, ocupam horas e horas e horas e horas de futebol.
Hélia Correia, uma escritora portuguesa, venceu o com o seu livro Um Bailarino na Batalha venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. Talvez alguma televisão tenha gasto 3 segundos com a notícia.
Dizem que a chuva talvez volte amanhã.
A certeza é que quando as cerejas acabarem, só as voltaremos a ver lá para o Natal, vindas do Chile, a preços astronómicos.
No dia 20 de Julho, um sábado, às 21H30 irei rever, na Cinemateca, Belarmino, esse belo filme de Fernando Lopes.
No meio disto tudo, lembrar que Mário de Carvalho começa assim o seu livro Fantasia para Dois Coronéis e uma Piscina:

«Assola o país uma pulsão coloquial que põe toda a gente em estado frenético de tagarelice, numa multiplicação ansiosa de duos, trios, “ensembles”, coros. Desde os píncaros de Castro Laboreiro ao Ilhéu de Monchique fervem rumorejos, conversas, vozeios, brados que abafam e escamoteiam a paciência de alguns, os vagares de muitos e o bom senso de todos. O falatório é causa de inúmeros despautérios, frouxas produtividades e más-criações.
Fala-se, fala-se, fala-se, em todos os sotaques, em todos os tons e decibéis, em todos os azimutes. O país fala, fala, desunha-se a falar, e pouco do que diz tem o menor interesse. O país não tem nada a dizer, a ensinar, a comunicar. O país quer é aturdir-se. E a tagarelice é o meio de aturdimento mais à mão.»

domingo, 20 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS DO CIRCO


A 3 de Dezembro do passado ano, o Público estava convencido que Armando Vara tão cedo não transporia os portões de uma prisão.

Havia uma série de habilidades em curso que possibilitariam que Armando Vara continuasse a passar pelos intervalos da chuva.

Mas um recurso apresentado ao Tribunal Constitucional foi rejeitado e, desde quarta-feira é o recluso 49 do Estabelecimento Prisional de Évora onde cumprirá pena de cinco anos de prisão no âmbito do processo «Face Oculta».

O catequista Marques Mendes disse na SIC:

«Armando Vara é apenas uma ponta do icebergue de uma rede muito poderosa que durante 20 anos, ou mais, existiu em Portugal, uma rede liderada por Sócrates, Vara e Carlos Santos Silva, que começou a operar ainda no tempo de Guterres, nos anos 90 e que foi até ao fim do consulado de Sócrates».

E nos finalmente proferiu:

«Armando Vara, para ajudar a destruir a CGD e o BCP, não teve apenas o aval de Sócrates. Teve também a aprovação do Banco de Portugal».


A Alexandra, personagem do José Cardoso Pires, sempre disse:

«Isto não é um país, é um sítio mal frequentado».

Teremos cadeias suficientes para todos os armandos varas que pululam por aí?

quarta-feira, 7 de junho de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO



Soube-se, ontem, que um desempregado que furtou um saco de morangos foi preso e presente a tribunal.

Rapaziada que destrói bancos, empresários indiciados de corrupção, e que ainda nos vêm contar histórias para os telejornais, passeia-se por aí metendo milhões aos bolsos.

Soube-se, hoje, que o Banco Santander comprou o Banco Popular, por um mero 1 euro, após o Banco Central Europeu ter constatado a inviabilidade da instituição.
Soube-se, também hoje, que a Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas aprovou por unanimidade a audição urgente da presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos sobre essa coisa que dá pelo nome de contratos CMEC - Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual.

Jerónimo de Sousa disse que não seriam necessárias as notícias da constituição em arguidos de António Mexia da EDP e João Manso Neto da EDP Renováveis, além de outros, para considerar um crime contra os interesses nacionais as decisões tomadas por sucessivos governos do PSD, PS e CDS que levaram à segmentação da EDP em EDP produção, EDP comercialização e REN e à sua posterior privatização.

António Mexia é aquele rapaz-gestor-engravatado-e-bem-falante, que há umas semanas bolsou que «a electricidade não é cara, as casas é que estão mal construídas».

sábado, 3 de junho de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO


A Polícia Judiciária realizou buscas nos escritórios da EDP e da REN.
Em consequência dessas buscas, António Mexia da EDP e João Manso Neto da EDP Renováveis, foram constituídos arguidos.
Continua a dança, corrupta e afins, dos nossos banqueiros e empresários.
Dizem-se a nata empresarial e amiúde bolsam que a choldra é que vive acima das suas possibilidades.

terça-feira, 30 de maio de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO


Numa crónica publicada no Expresso de 4 de Junho de 1988, João Carreira Bom chamava a Oliveira e Costa «O Inimigo Público».

Oliveira e Costa era então Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do X Governo Constitucional chefiado por Aníbal Cavaco Silva.

Foi esta semana condenado a 14 anos de prisão por prática de burla qualificada enquanto esteve à frente desse cancro que dá pelo nome de BPN.

A crónica de João Carreira Bom, ver imagem acima, terminava assim:

Os portugueses continuarão a ser os maiores pagadores europeus, embora continuem a ter os piores transportes, as piores estradas, as piores escolas, os piores subsídios de desemprego. Assim, se pagam, não é porque grande vantagem pública no seu sacrifício individual: é porque têm medo, é porque a isso são obrigados, como obrigados são a esvaziara os bolsos, em lugar ermo, face à pistola de um malfeitor.

Das voltas e reviravoltas da nossa justiça, e após conhecimento da condenação de Oliveira e Costa, Carlos Rodrigues Lima escreveu, no Diário de Notícias, um imperdível texto de opinião:


segunda-feira, 3 de abril de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO



O ex-presidente do BES Ricardo Salgado classificou, hoje, a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star:

«Foi uma desgraça, o banco foi entregue gratuitamente e Bruxelas não tem a mais pequena sensibilidade para as necessidades bancárias em Portugal».

Desgraça foi a gestão que Ricardo Salgado, com conivências várias, realizou à frente do BES.

Sabe-se agora que durante 13 anos, o Grupo Espírito Santo suportou a sua actividade económica «em financiamentos obtidos através da emissão de dívida» através de um esquema cujo objectivo foi iludir os «mecanismos de supervisão e controlo da actividade bancária». 

quarta-feira, 29 de março de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO


Podemos não concordar com o que pensa José Pacheco Pereira, mas uma coisa não podemos escamotear: a sua frontalidade

Referente a José Sócrates já escreveu:

 De há muito me apercebi que havia algo de muito errado na sua actuação pública, mesmo naquela que não era susceptível de constituir crime. Desde a história das marquises, passando pelas histórias das ETAR, do Freeport, do currículo académico, das rasuras na ficha biográfica de deputado, do contrato com Figo e muito mais, era-me factualmente evidente que este homem era capaz de tudo, embora eu não soubesse da dimensão do tudo. Como já referi, a ficha biográfica de deputado rasurada em fotocópia foi para mim a epifania, porque eu sabia bem como as coisas funcionavam na Assembleia e tudo aquilo era tão completamente implausível que tinha de haver, numa expressão plebeia, marosca.

Hoje, soube-se pelo Diário de Notícias que o processo da «Operação Marquês» vai ter mais «pessoas distintas»:

É a primeira certidão extraída do processo Operação Marquês: os últimos dados bancários enviados pela Suíça para o Ministério Público revelaram novas suspeitas sobre banqueiros e recebimentos de comissões ilegais. No despacho que ordenou a retirada dos elementos do processo para uma investigação autónoma, o procurador Rosário Teixeira não identifica os suspeitos, dizendo apenas serem "pessoas distintas" das já constituídas arguidas no processo e tratar-se de "cidadãos portugueses" que "tinham responsabilidades em instituições financeiras e na concessão de crédito".

Durante anos e anos a fio fomos metralhados pelo brilhantismo dos nossos empresários e banqueiros,  o dizer que o sucesso das empresas e bancos onde actuavam se devia às suas estrelares qualidades de gestores.

Apenas eles.

Vamos agora sabendo que, a maior parte, não passava de um gang de trapaceiros e corruptos.

Com o chegar de mais gentalha, vai tomando vulto o mega processo «Operação Marquês».

Para além do imenso peixe miúdo que por lá se passeia, já lá estão Ricardo Salgado, José Sócrates, o Zava, o Granadeiro, o Vara.

Continuarão os sucessivos adiamentos dos prazos que têm vindo a ser concedidos, até tudo acabar na maior das impunidades.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

À PARTIDA JÁ TEMOS UMA ALEGRIA!


Tal como, por estes dias, se pode ler na blogosfera:

QUANDO PENSARES QUE ALGO É IMPOSSÍVEL, PENSA NO ANÍBAL.

ELE CHEGOU A PRESIDENTE!

Uma das alegrias certas do ano que aí vem é a de que Cavaco deixará Belém.

Que vá para a Travessa do Possolo, para a urbanização da Coelha, para o raio que o parta.

O homem é um emplastro.

Não gosta de ler, chegou a confundir Thomas Mann com Thomas More, não gosta de futebol, não percebe de números.

Mas percebe de negócios que lhe preencher muito…muito mesmo…, a conta bancária.

E a dos amigos.

Tempo para lembrar que, quando o filho do senhor Teodoro da bomba de gasolina disse aos portugueses que deviam acreditar na banca, nos banqueiros e no Banco de Portugal, dizer-lhe que, não falando no BPN, BANIF, outras miudezas, a bronca BES deverá custar aos portugueses qualquer coisa como 15.000 milhões de euros.

Sim, leram bem.

Mais:

Quarenta mil milhões foi quanto o sistema bancário espatifou, desde 2008, em Portugal.

Dinheiro saído do bolso dos portugueses.

E em que bolsos, em que paraísos fiscais está todo esse o dinheiro?

Por onde andam as centenas de Dias Loureiros do clã Cavaco?

Segundo Nicolau Santos, Dias Loureiro - «Pai: sou ministro!»  - um dos homens fortes do cavaquismo, é arguido desde 2009 por compras de empresas em Porto Rico e Marrocos, suspeita de crimes fiscais e burlas. Mas seis anos depois, o Ministério Público ainda não acusou Dias Loureiro, nem o processo foi arquivado.

Sim, o novo ano poderá não trazer grandes alegrias, mas ver Cavaco desopilar  de Belém, mas esta já ninguém nos tira.

Merece mesmo erguer uma taça de espumante.

 Tchim!Tchim!


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

NOTÍCIAS DO CIRCO


O pântano conhece mais um cenário.

Finalmente foi tornado público que o anterior governo de direita, que nos (des)governou durante quatro anos, varreu para debaixo do tapete o Caso BANIF.

Sobre o assunto as esquerdas não têm dúvidas. O Partido Comunista diz que é um verdadeiro crime, o Bloco de esquerda que é um acto criminoso.

Administradores, gestores, uma pandilha difícil de classificar, durante anos, receberam ordenados chorudos, gordos benefícios, pela administração do Banco.

Segue-se a habitual comissão de inquérito parlamentar.

Os crimes, esses, ficarão sem castigo.

A imprensa desenha o panorama do Caso BANIF:

Diário de Notícias:

Portugueses já deram 13 mil milhões para salvar bancos

Correio da Manhã:

Banif custa 300 euros a cada português

Jornal de Notícias:

Vamos pagar até 84% do que for gasto no Banif

Público:

Factura do Banif para os contribuintes pode chegar a 3825 milhões

terça-feira, 28 de abril de 2015

NOTÍCIAS DO CIRCO


Não é normal que um país tão pequeno tenha detidos, seja já condenados, seja à espera de decisões dos tribunais, um primeiro-ministro, ministros, secretários de Estado, um líder de bancada parlamentar, diretores gerais. Nenhum país europeu tem tantos políticos a contas com a justiça como em Portugal.

Henrique Neto, candidato às eleições presidenciais.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

NOTÍCIAS DO CIRCO


Afinal, as coisas parece que não foram como Miguel Macedo contou e nós quisemos acreditar.

Uma velha, e certeira, frase de Eugénio Lisboa:

A corrupção em Portugal, tem uma característica distintiva: é totalmente descarada e primária.

Legenda: fotografia do Público.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

NOTÍCIAS DO CIRCO


Mais uma semana de sessões na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES.

Para concluir o mesmo: ninguém sabia de nada, confiavam, cegamente, em Ricardo Salgado que era o senhor-todo-poderoso-do-império.

E mais não pode, dizer por causa do segredo de justiça, o sigilo bancário, algo mais que vão inventando.

A novidade da semana que passou, foi, finalmente, alguém dizer que neste caso BES é culpado e tem responsabilidades.

Se voltasse atrás faria diferente. Fiz as coisas em consciência de que estava a fazer o melhor.

Quem tal disse foi Álvaro Sobrinho, ex-presidente do BESA.

Falou ainda de mais um buraco de 3, 3  mil milhões de euros, acrescentando que esse dinheiro que nunca saíu de Portugal.

Mas para onde foi o dinheiro?

Algum dia se saberá o que aconteceu a esse dinheiro?

Duvido!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NOTÍCIAS DO CIRCO


A Procuradoria-Geral da República confirmou hoje o arquivamento do caso dos submarinos, um processo com oito anos e ao qual sempre esteve ligado o nome do então ministro da Defesa e actual vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.
De vergonha em vergonha, cá vamos cantando e rindo.
Até quando?