Mostrar mensagens com a etiqueta Dean Martin. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dean Martin. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

O VELHO DINO


Não me perguntem porque gosto deste «canastrão» que foi cantor, actor de cinema «entertainer» naquele gang que metia Frank Sinatra e Sammy Davis Jr.
Não me esqueço de O Feitiço da Lua com a lindíssima e insinuante Cher, em que Dean Martin percorre o filme a cantar «That’s Amore»
Morreu no Dia de Natal de 1995.
Para onde foi, transportou., o bucho, milhões de litros de Whisky, nos pulmões toneladas de fumo de cigarros.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

DA MINHA GALERIA


O velho Dino faria hoje 100 anos.
O homem que gostava de ser parceiro, tal como escreve  João Gobern na evocação publicada no Diário de Notícias.

Legenda: fotograma de Rio Bravo, uma das boas passagens de Dean Martin pelo cinema.

terça-feira, 9 de maio de 2017

DA MINHA GALERIA


Uma cambada de rufias: Frank Sinatra, Dean Martin, Peter Lawford, Sammy Davis Jr.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?

O Rio Bravo de Howard Hawks é o mais belo filme do mundo.

Jorge Silva Melo 



sábado, 26 de dezembro de 2015

AS MINHAS CANÇÕES DE NATAL


Chegou a vez de Dean Martin aparecer nas Minhas Canções de Natal: Blue Christmas.

terça-feira, 5 de maio de 2015

OS TESOUROS DE SINATRA



Convite e cartaz de um show de Frank Sinatra e Dean Martin no Golden Nugget em Atalantic City, Setembro de 1983.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

OS TESOUROS DE SINATRA


Com Dean Martin e Sammy Davis Jr., Setembro de 1963
O trio de Dean, Sammy e Sinatra era sempre bem-vindo no palco do Sands. Aqui davam a conhecer uma das suas brincadeiras do momento, desenvolvida à volta da estatura reduzida de Sammy.

Charles Pignone

segunda-feira, 23 de março de 2015

OS TESOUROS DE SINATRA


Com Dean Martin em 1958.

Alguns dos momentos mais felizes de Sinatra eram aquele em que podia combinar o amor pelo trabalho com os amigos e a família que ele adorava. Aqui, vemo-lo a falar com Dean Martin enquanto ambos trabalhavam no álbum «Sleep Warm» de Martin, cuja direcção de orquestra foi de Sinatra.


«É raro eu ouvir as minhas próprias gravações. Uma vez, há muitos anos estive em Catalina Island num lugar chamado Christian+s Hut, e o Duke Wayne estava no bar. De repente, o juke box começou a tocar «One For My Baby, e o John Wayne virou-se para mim e disse: “Que diabo ouves tu quando estás acordado às três da manhã?”»

Frank Sinatra

sábado, 7 de março de 2015

OS TESOUROS DE SINATRA


Quando pediram a Sinatra para aparecer como convidado no programa especial de Garland «The Judy Garland Show», ele aproveitou a oportunidade para actuar com dois dos seus amigos mais queridos. O especial, em anos seguintes, viria a ficar conhecido como Judy, Frank and Dean.


Quando Sinatra celebrou quarenta naos de carreira no mundo do espectáculo, planeou-se uma pequena festança no Caesars Palace em Las Vegas; quando Sinatra entrou, viu-se rodeado por mais de mil amigos e fãs, incluindo muitos dos anos dourados de Hollywood. O espectáculo filmado a 12 de Dezembro de 1979, para um especial da NBC, incluía amigos de Sinatra como Dean Martin, Sammy Davis Jr., Tony Bennett, Lucille Ball, Glen Ford, Milton Berle e Cary Grant.
A participação de de Grant foi especialmente significativa para Sinatra, que escreveu ao amigo, depois de ver o especial emitido em Janeiro de 1980, para lha agradecer mais uma vez. Grant retirara-se das lides cinematográficas nos finais de 1960 e aparecia poucas vezes em público. Vê-lo no palco diante de mil pessoas que o adoravam significou tudo para Sinatra, que o adorava tanto como os outros. Quando a multidão finalmente se juntou para cantar os «Parabéns» a Sinatra, Grant tomou o seu lugar ao lado de Tina Sinatra.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

NATAL EM AGOSTO


Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno, diziam os velhos.

Em 2005, no dia e na hora em que, com senha numerada, aguardava vez para renovar o lugar cativo na Catedral, verifiquei que faltavam perto de 50 números para chegar a minha vez, e a coisa é sempre bem demorada e decidi dar um salto ao Media Market, mesmo ali ao lado, dar uma espreitadela, deixar que o tempo corresse.

Num daqueles cestos de saldos de tudo e mais alguma coisa que a casa coloca à entrada tem á entrada, encontrei Shipping News em DVD, filme que não conseguira gravar enquanto andou a ser passado no Gallery, um tempo em que como milhões de portugueses, vivia acima das minhas possibilidades.

Mas surpresa das surpresas, no amontoado dos CDs descubro Dean Martin: Christmas With Dino.


A capa mostra Dean Martin, com um pullover vermelho, uma lareira pirosa, uma cara de menino bem comportado e nenhum copo de álcool nas imediações, coisa de espantar em Dino, mas decerto exigências da editora…

Sempre gostei de Dean Martin, um dos muitos pielas que cantam maravilhosamente, ou da maneira de que gosto.

Natal em Agosto.

Sim, só um poeta, José Carlos Ary dos Santos, um poeta a servir-se da sua muleta de publicitário, conseguiria a frase tão citada:

Natal é quando um homem quiser!

Quando regressei à secretaria do Glorioso ainda faltavam uns 30 benfiquistas para serem atendidos.
Mas confortavelmente esperei, bem acompanhado por  de Dean Martin, Kevin Spacey, Julianne Moore, Judi Dench, Cate Blanchett e mais uns fininhos bebidos no bar do lado.

Dia glorioso

O ano nem tanto.

O Benfica voltou a não ser campeão.

Coisas… do Calor da Noite...se me faço entender… mas não só!...

quarta-feira, 20 de março de 2013

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


Não tenham qualquer dúvida: Deus Sabe Quanto Amei é um dos mais belos filmes da história do cinema.
Se nunca viram, a Cinemateca, na próxima quinta-feira dia 21 pelas 15,30 ,exibe-o na Sala Dr. Felix Ribeiro.
Claro que o podem ver em DVD, ou em qualquer outra tecnologia, mas acreditem que este é dos tais filmes – não serão todos? – que, pela cor, pelo cinemascope, por tudo, apenas pode ser devidamente desfrutado na sala escura de um cinema.
Não gosto da expressão, mas, Deus Sabe Quanto Amei,  é uma dos filmes da(s) minha(s) vida(s).
João César Monteiro, no seu filme testamento Vai-Vem, não resistiu, e na lateral de um autocarro escreve Some Comming Run em vez do anúncio que viajava no autocarro.
Tenho por hábito que, quando outros dizem as coisas melhor do que eu, não hesitar e passar à transcrição.
É o caso do que João Bénard da Costa escreveu sobre este deslumbrante filme, um filme que ele colocou na gaveta dos filmes da sua vida:
Em Some Came Running, só se corre aparentemente no final, esse final alucinante, das múltiplas montagens paralelas, com Dean Martin e o assassino a tentarem ser mais velozes do que os fados na busca de Shirley MacLaine e Frank Sinatra, recém-casados e engolidos pela multidão que comemora, na feira de todos os carrocéis, o centenário da cidade de província (Parkman, Indian) onde a acção decorre. Só nessa altura descobrimos que o tempo correu todo o tempo, e que todos o perderam.A sensação que temos, quando relembramos este filme, é que houve tempo para tudo e subitamente não há tempo para nada.
Houve tempo para conhecermos a família de Dave (Frank Sinatra), com o irmão pusilânime, a cunhada sinistra e a sobrinha bonita. Houve tempo para conhecermos a professora puritana, essa Miss French (Martha Hyer) que às vezes lembra Eva-Marie Saint e que usava carrapito com medo que lhe soltassem os cabelos, como Sinatra fez naquela única e incrível tarde de amor deles. Houve tempo para muitos batoteiros e muitas pegas, paisagem acidental e essencial para dela emergirem Bama (Dean Martin), o homem que nunca tirava o chapéu, e Ginny (Shirley Maclaine), a mulher que nunca




largava a mala de mão em forma de coelhinho de peluche. Houve tempo, até para uma bela e efémera secretária, Miss Barclay (Nancy Gates), que rima com todo o resto. Só não houve tempo para o tempo do mais belo amor da mais bela mulher, Ginny-Shirley, essa que veio a correr e morreu no fim para salvar Sinatra, que lhe deitou a cabeça em cima da berrante almofada amarela que a pedido dela lhe dera, e que era a coisa de que ela mais gostava no mundo.
«Menina e moça me levaram de casa da minha mãe. Qual fosse a causa daquela minha levada, era pequena não na soube entào.» "Some Came Running" fez-me sempre lembrar o começo da novela de Bernardim. Quando Shirley MacLaine acorda no autocarro onde até aí não a víramos (a câmara só nos mostrara Sinatra a dormir), depois de ler o anúncio da companhia transportadora («and leave the driving to us») ou de ouvir o primeiro diálogo dela com Sinatra («You're a nice kid. I like you. Take care»), sinto essa sensação de «levada», um dia, menina e moça (Shirley MacLaine que o não era, era-o mais do que outra nenhuma), de «casa da minha mãe» (sempre gostei mais dessa variante do texto do que da usual, que diz «de casa de meus pais») por causas que os pequenos nunca sabem, que faz parte de serem pequenos nunca saberem. Há, no filme de Minnelli, uma mesma dupla acentuação da inocência, a mesma saudade por um quente mundo perdido, a mesma viagem, o mesmo lento sublinhar do tempo, do "então". E, mais importante ainda, a mesma equivalência nas cores, no décor e nos olhos de Shirley MacLaine para as labiais de Bernardim, com o corte final (a "dental") do "então", no movimento sublime, duma rapidez feita tanto de reflexo, como da ausência de reflexão, com que a moça menina se atira para cima do corpo de Sinatra, apanhando em cheio nas costas a bala que a ele era destinada.
Centro deste filme prodigioso, o mais bonito personagem que o cinema alguma vez inventou, Ginny é menina e moça perdida na vida e perdida na morte, no sentido em que também se diz "mulher perdida", "mulher da vida", tão belas expressões, E no fim, no enterro dela, percebemos que se Dean Martin nunca tirou o chapéu, foi para o tirar nesse momento, para a única mulher que a esse gesto obrigava.
Metera-se, uma noite, num autocarro e atravessara centenas de quilómetros porque Sinatra, sentimental de mais quando bebia de mais, a convidou a segui-lo. Passada a bebedeira, na manhã da chegada a Parkman, ele já nem se lembrava dela. Mas lembrava-se ela e ficava, numa ida sem volta, apesar da nota de 50 dólares que Sinatra lhe metia na mão.



 E ficava, atrapalhada, atrapalhante, sem perceber de que terra era, sempre com coisas a mais nas mãos (a tal carteira, a tal almofada, as flores artificiais), sempre com os penduricalhos, sempre a pintar os olhos, a pôr rimel nas pestanas, «leaving the drive to others».
E há as duas sequências mais inesquecíveis.
A primeira é quando decide ir até à escola, conhecer a professora por quem Sinatra se apaixonara, para "tirar a limpo" aquela história. A professora ensina literatura e explica aos alunos que as bebedeiras de Poe, as drogas de Quincey, a "neurótica promiscuidade" de Baudelaire não os tornavam menores. «Eram grandes homens, grandes na força, grandes nas fraquezas.» A campainha toca no fim desse parvo discurso. E enquanto os estudantes saem, aparece na frente daquela mulher que sabe tudo e não percebe nada, a mulher que não sabe nada e percebe tudo. Vem nervosíssima, timidíssima, amedrontadíssima. Se a professora gostar tanto de Sinatra quanto Sinatra gosta dela, todos os seus sonhos morrerão ali. Como ela própria diz, na profundidade de campo da aula vazia, contra um quadro onde está escrito um texto de Zola: «You don't know how scared I was. I want him to have whatever he wants. Even if it means you instead of me.» Durante toda a sequência, não disse nem fez uma coisa feia. Só ganhou o campo-contra campo porque a professora era incapaz de olhar para além do campo dela e ver para além das aparências a "rival" que não tinha nada, «not even a reputation».
A segunda sequência é pouco depois, quando Sinatra chega a casa, possesso de dor de corno, porque Miss French lhe dera com os pés («I don't like your life. I don't !ike what you think. I don't like the people you like») na ressaca desse face a face com a «pega».
 Sinatra insulta-a a despropósito. Há uma panorâmica sobre ela e ela a dizer «You gotta remember I'm human. I've feelíngs». Depois, Sinatra arrepende-se. Mas tudo quanto tem para dar àquela mulher que antes tinha dito que era capaz de fazer tudo, tudo quanto ele lhe pedisse (e veio a fazer mais) é perguntar-lhe: «Do you clean that place for me?» E o que a frase podia ter de horrível ou frustrante é salvo pelo sorriso de Shirley e aquele «Oh! Could I?», como se acabasse de receber o mais belo dos presentes.
Corte e Sinatra lê-lhe o romance com que acabara de ganhar um prémio. Sentada no chão, os braços à volta dos joelhos, de calças cor-de-rosa, Shirley está toda nele e nada




no que ele diz. E, quando ele a acusa de não ter percebido uma palavra do que ouvira, ela responde com esta tirada prodigiosa: «No, I don't. But that don't means I don't like the story. I don't understand you, neither, but that don't means I don't like you. I love you, but I don't understand you. What's the matter?» Vira a cara para o lado, amuada. Há uma "pausa côncava de assombro" preenchida apenas pela espantosa partitura de Elmer Bernstein. A câmara fica fixa no rosto de Sinatra, e tudo quanto o filme e a vida até aí acumulara nele (tempo, décor, cidade, néons, família, a loura e frígida professora) sai cá para fora no inesperado pedido de casamento. Segue-se a incredibilidade de Shirley («Não deves brincar com essas coisas») e depois o abraço, abraço incrível de entrega e doação. Há o degrau e a coda volta ao início: «You gotta remember, I'm human.»


Nestas duas sequências – como na sequência final do crime, como em todo o filme – Minnelli atinge o apogeu da sua arte. Há cineastas, como há pessoas, que procedem por silogismos e assim destroem tudo e se destroem a si próprias. Há cineastas, como há pessoas, que estãoa para além de qualquer lógica e transfiguram tudo o que tocam em oração e oblação. Nessa delirante irracionalidade do amor, apanágio de tão raros. Como diria Shirley MacLaine: «Thanks, awfuly, so awfully much.»
João Bénard da Costa em Os Filmes da Minha Vida, os Meus Filmes da Vida, Ass´rio & Alvim, Lisboa Novembro 1990.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

POSTAIS SEM SELO



Se você consegue ficar deitado no chão sem se agarrar, então não está bêbado.
Dean Martin
Legenda: O velho Dino morreu no dia de Natal do ano de 1995.
O postal pertence ao infindável Baú de Postais da Aida.

domingo, 5 de agosto de 2012

MARILYN MONROE 50 ANOS DEPOIS


LOS ANGELES, 5 – Marilyn Monroe apareceu morta nos seus aposentos em Hollywood. Os médicos declararam que a actriz ingeriu forte dose de barbitúricos e o “Coroner” admitiu tratar-se de suicídio.

Foi à meia-noite (hora de Los Angeles) que a srª Murray, governanta de Marilyn Monroe, notou que ainda havia luz no quarto da actriz. Nessa altura não prestou muita atenção, mas três horas mais tarde, como a luz continuasse acesa, bateu à porta e tentou entrar. A porta, porém, estava fechada à chave.

A srª Murray resolveu então chamar o dr. Ralph Greenson, médico assistente da vedeta. Os repetidos apelos não obtinham resposta e a inquietação foi aumentando. O dr. Greenson decidiu, por este motivo, pedir a colaboração de um colega, o dr. Hyman Engelberg, e os dois homens conseguiram finalmente penetrar no quarto, quebrando os vidros de uma janela que dava para o exterior.

A actriz estava deitada de costas e os médicos limitaram-se a verificar o óbito, comunicando depois o sucedido ao “coroner” (funcionário encarregado de investigar as mortes que se afiguram suspeitas).

A morte de Marilyn Monroe foi anunciada pelos serviços do “coroner” às 6 da manhã (hora de Los Angeles).

O sargento da Polícia Joseph Clemens, que foi a primeira autoridade a chegar ao local, informou que junto do cadáver se encontrava uma mesa repleta de garrafas e frascos de medicamentos. Chamou-lhe especialmente a atenção uma garrafa vazia de “Nembutal” que é um perigoso barbitúrico. Não havia qualquer carta.

Recentemente a meca do cinema manifestara a Marilyn, significativamente, a sua amizade: todos os actores convidados pela 20th Century-Fox para retomarem as filmagens de “Something’s Got To Give” recusaram a sua participação no filme enquanto a vedeta não fosse readmitida nos estúdios. Dean Martin, que contracenava com Marilyn, negou-se a prestar a sua colaboração, declarando: “se não houver Monroe também não haverá Martin”.

Durante todo este tempo Marilyn não saía de casa e, como era seu hábito sempre que alguém a contrariava ingeria grande quantidade de pílulas.
Ainda não há muito, Marilyn declarou que se sentia só, deixando assim transparecer a sua amargura e depressão.

Comprara os barbitúricos há três dias, queixando-se de que não conseguia dormir.
Teria Marilyn querido fazer uma última confidência, ou, arrependendo-se do seu gesto, tentou chamar por socorro? Todas as conjecturas são possíveis. Sabe-se apenas que morreu apertando na mão o auscultador de telefone colocado na mesa de cabeceira.

Diário de Notícias, 6 de Agosto de 1962

terça-feira, 27 de setembro de 2011

OS CLÁSSICOS DO MEU PAI



Sempre gostei de Dean Martin, o velho Dino, mesmo quando fazia de canastrão nos filmes com o Jerry Lewis.

Terei comprado este “EP” por volta de 1968.

Para além de “Chapel In The Moonlight, Little Ole Wine Drinker, Me, The Green, Green Grass of Home”, tem “Release Me”.

O meu pai adorava esta canção.
 Não há vez alguma que a Aida a ouça, que de imediato não se lembre do meu pai.

Era um excelente contador de histórias e, nas sessões de audição de música, dita ligeira, aproveitava para as contar.

Umas verídicas, outras imaginadas, outras, enfim, não se sabe bem como.

Esta é uma dessas histórias:

O velho morrera.

A família reunida na biblioteca, ouviu o advogado enumerar a relação dos bens legados.
À medida que a leitura avançava a boca dos familiares ia tomando a aforma e o tamanho de um enorme “Ah!”

-  papel e canetas para os que nunca lhe escreveram;

- tesouras de poda e mangueiras de rega para os que sempre desprezaram as suas rosas e   
  orquídeas;

- fósforos, cinzeiros e caixas de charutos para os que se irritavam e ficavam agoniados
  cada vez que puxava de um dos seus esplêndidos “Cohiba”;

 - o resto, que era tudo, para a governanta que lhe servia conhaque nas noites de Inverno.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


Os dias de piolho deram-me gostos e gentes para toda uma vida.

Filmes de visão garantida eram Charlot, os “Três Estarolas”, “Bucha & Estica”, Abott & Costello" e a dupla Jerry Lewis & Dean Martin. Sei que falta aqui o Pamplinas, mas acontece que os seus filmes rareavam nas matines dos domingos.

O dia em que lá em casa apareceu Dean Martin a cantar “Volare” fiquei com um cantor para sempre. Canastrão qb, enredado em fios mafiosos com Sammt Davis Jr. Frank Sinatra, chamam-lhe todos os nomes, mas o velho Dino é muito cá de casa “That’s Amore”.

De Jerry Lewis só muito mais tarde lhe apanhei o talento. Quando miúdo, Jerry apenas me fazia rir porque não tinha eu artes para lhe alcançar os voos. “Pintores e Raparigas” de Frank Tashlin é um filme que nunca deixo de rever. Porque também por lá anda, em início de carreira uma pequena de que muito gosto: Shirley MacLaine, já antes  deliciosa e bem humorada no seu primeiro filme, não mais que "OTerceiro Tiro” de Alfred Hitchcock.

Poderia falar desse “must” que dá pelo nome de “Rei da Comédia” de Martin Scorsese com Jerry e Robert De Niro, mas só sairiam banalidades.

Jerry Lewis é um dos muitos injustiçados da Academia de Hollywood, mas eu já disse que a Academia é um ninho de vermes que têm pelo cinema  ideias e dentimento que ninguém consegue perceber. Nos últimos anos desatou a resolver a sua ignorância com uns Prémios Honorários, quando actores e realizadores estão quase com os pés para a cova. Jerry Lewis recebeu-o em 2009.

Jerry Lewis, de seu nome Joseph Levitch, faz hoje 85 anos e é um dos últimos moicanos dos tempos do “meu cinema” Jean Luc Goddard com aquela dose de atrevimento que tanto o caracteriza, disse um dia que Jerry é muito melhor que Charles Chaplin e Buster Keaton.

Parabéns, Mr. Jerry Lewis.

Legenda: Fotograma de “Pintores &Raparigas” de Frank Tashlin