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quarta-feira, 20 de março de 2019

OLHAR AS CAPAS


O Gato de Diamantes

Dorothy l. Sayers
Tradução: Mascarenhas Barreto
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 112
Livros do Brasil s/d

Lord Peter Wimsey estirou-se voluptuosamente entre os lençóis do Hotel Meurice. Depois das suas diligências para a solução do mistério de Batterson, seguiu os conselhos de Sir Julian Freke’s e ofereceu-se umas férias.
Sentia-se já farto de tomar, todos os dias, o pequeno almoço, virado para o cenário habitual de Green Park; chegara à conclusão de que andar pelas livrarias em busca de primeiras edições não constituía exercício suficiente para um homem de trinta e três anos. Os crimes de Londres andavam mais do que falsificados.
Resolveu abandonar o tédio e os amigos e escapou-se para a Córsega. Durante três meses, votou ao ostracismo, cartas, jornais e telegramas. Trepou às montanhas, admirou – a uma distância cautelosa – a beleza selvagem das camponesas corsas e estudou a «vendetta» no seu ambiente natural. Nestas condições o crime parecia-lhe não só razoável, mas até louvável.

quarta-feira, 13 de março de 2019

OLHAR AS CAPAS


Intriga e Veneno

Dorothy L. Sayers
Tradução: José da Natividade Gaspar
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 74
Livros do Brasil, Lisboa s/d

Miss Murchison, com o coração a palpitar, bateu à porta do apartamento de Lorde
Peter. Aquele nervosismo não era de modo algum originado pela categoria da personalidade a quem tinha a fortuna de ir visitar, tanto mais que o seu modo de vida a habituara, havia muito, a falar dom solteirões de todos os géneros e sem qualquer pensamento reservado. Mas fora a carta enviada por Lorde Peter que provocara aquela agitação.
Miss Murchison contava trinta e oito anos e fisicamente era vulgar. Durante doze anos seguidos, trabalhara num estabelecimento bancário. Os dez primeiros haviam sido geralmente bons, até à altura em que começou a perceber que o brilhante financeiro, que tão audaciosamente praticava malabarismos com as iniciativas mais sensacionais, jogava na realidade e vida em circunstâncias cada vez mais difíceis, acabando por fugir para o estrangeiro, deixando a firma em maus lençóis e Miss Murchison desempregada e com trinta e sete anos.

domingo, 12 de novembro de 2017

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O Crime Exige Propaganda

Dorothy L. Sayers
Tradução: Elisa  Lopes Ribeiro
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 63
Livros do Brasil, Lisboa s/d

- Quem estava lá mais?
- Ainda não perguntei. É difícil fazer de detective, fingindo que desempenho outras funções. Mas, se alguém soubesse que eu andava a investigar, ainda menos me diriam. Não teria importância, se eu tivesse uma pálida noção do que estou investigando ou a quem devo vigiar. É duro procurara num cento de pessoas o autor de um crime não determinado.

domingo, 20 de agosto de 2017

POSTAIS SEM SELO


Os ingleses são tolerados na Escócia desde que não atirem com o seu orgulho à cara dos outros.

Dorothy L. Sayers em Qual dos Cinco?

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Qual dos Cinco?

Dorothy L. Sayers
Tradução: Almirante Alberto Aprá
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 22
Livros do Brasil, Lisboa s/d

Quem vive em Galloway ou é pintor ou é pescador. Talvez isto não seja rigorosamente assim visto que o pintor, quando não trabalha, passa o tempo a pescar. E quem não faz nem uma coisa nem outra é considerado um excêntrico. O peixe é o assunto de todas as conversas, na loja de bebidas, no correio, na garagem e na rua; e isto aplica-se a todas as pessoas, desde o individuo que aí vai passar a estação e traz canas de pesca e um Rolls-Royce, até aquele que leva uma vida contemplativa e vem ver as redes de salmão em Dezembro. O tempo, que nas outras partes de Inglaterra é avaliado pelas normas do fazendeiro, do jardineiro e do visitante, em Galloway, é avaliado pelo peixe e pela pintura. O pescador-pintor é quem ganha mais com o tempo, porque, se está bom, tem um dilúvio de trutas e os montes e o mar enfeitam-se com cores radiosas; a chuva interrompe a pintura mas enche de água os rios e os lagos, e podem então recorrer à cana de pesca e ao cesto. Quando o tempo está frio e enevoado e não há cor de púrpura nos montes, reúnem-se no bar e conversar e a discutir o modo de dar emprego aos anzóis.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

OLHAR AS CAPAS


Crime Perfeito

Dorothy L. Sayers
Tradução: Almirante Alberto Aprá
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção vampiro nº 28
Livros do Brasil s/d

Partiram para Gray’s Inn, onde foram recebidos pelo Sr. Towkingto com toda a amabilidade. Era ele um homem forte, de ombros largos e voz áspera. Conhecia Wimsey de vista e declarou-se encantado por se encontrar com Parker.
- Estive a pensar no caso enquanto vinham pelo caminho – começou ele. – É para lastimar que estes legisladores não digam o que têm no pensamento quando fazem as leis. Que pensa disto, Lord Peter?
- Penso que a razão está em a lei ter sido feita por advogados – retorquiu Wimsey, a sorrir.
- Para arranjarem trabalho para eles? Creio que tem razão. Os advogados precisam de viver, não lhe parece?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

OLHAR AS CAPAS


O Mistério do Bellona Club

Dorothy L. Sayers
Tradução: Almirante Alberto Aprá
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 35
Livros do Brasil, Lisboa s/d

- O Sr. Murbles, milord.
O velhote que entrou na sala era o protótipo do procurador.
-Não o venho incomodar, Lord Peter?
-Nem pensar nisso. Tenho muito gosto na sua visita, Bunter, um copo para o sr. Murbles. Um copo deste vinho Cockburn 86 tem melhor paladar com uma companhia amiga.
Uma vez conheci um sujeito que estragou esse paladar com um charuto da Índia. Não tornei a convidá-lo e oito meses depois suicidou-se… Não direi que foi por cauda disso; mas ele estava destinado a um mau fim.