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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

OLHAR AS CAPAS



A Porta das Sete Chaves

Edgar Wallace
Tradução: Pedro Btuno Dischinger
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 88
Livros do Brasil, Lisboa s/d

A última incumbência confiada a Dick Martin – ele assim supunha – era a de capturar Lew Pheeney que a polícia suspeitava estar implicado no assalto ao Banco de Helborough. Dick descobriu Lew num pequeno «café» em Soho, no momento em que ele acabava de tomar uma bebida e se preparava para sair.
- Que há de novo, chefe? – perguntou Lew, esboçando um sorriso, ao mesmo tempo que pegava no chapéu e se dispunha a sair.
- O inspector deseja falar consigo, a respeito daquele «trabalhinho» de Helborough. Acompanhe-me.
Lew franziu o nariz, desdenhosamente.
- Vão para o inferno com essa história de Helborough! – exclamou, em tom de escárnio. – Não tenho nada que ver com esse «negócio» do Banco e julgava que o senhor o soubesse. Mas diga-me, chefe: por que está, ainda, na polícia? Disseram-me que o senhor tinha conseguido juntar algum dinheiro e pedira a demissão…
- Sim, é verdade. Vou retirar-me. E você, Lew, é o protagonista do último caso policial em que a minha actividade se exerce.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

OLHAR AS CAPAS


A Pista do Alfinete

Edgar Wallace
Tradução: E.V.
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 62
Livros do Brasil, Lisboa s/d

Tab sentia-se fascinado por tudo quanto se relacionava com a loucura criminosa. Nos seus primeiros anos de actividade tinha escrito umam monografia a respeito desse tema: esse trabalho, entre outras especulações gratuitas, continha uma longa série de conclusões a que tinham chegado os estudiosos da matéria.
«Muitos actos que se reputam como sinais de insânia (manias de perseguição, etc.) não têm relação com a mania destruidora, embora revelem anormalidade, noutro sentido. O facto de um homem insistir em calçar um par de botinas de cor diferente ou costumar sair para a rua sem calças, é um indício de tendências homicidas.»

domingo, 5 de novembro de 2017

OLHAR AS CAPAS


O Homem Sinistro

Edgar Wallace
Tradução: Erico Veríssimo
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 52
Livros do Brasil, Lisboa s/d

- Sabe com que se parece este lugar, Dame
- Não quero conversas consigo – resmingou o outro.
- Lembra-me a guilhotina. Aquele buraco podia ser um pouco mais largo e mais fundo: um alçpão de madeira, com uma alavanca, um barrrote de carvalho e uma manivela de aço…  É uma impressão horrível que a gente tem ap ser acordado às seis da manhã e receber ordem para vestir as roupas da execução. Tenho visto homens que ficaram loucos – homens melhores que você, Dame. Já leu o poema de Wilde?

             … antes que o algoz, soturno, abrindo a porta,
             - hirto, enluvado, inexorável,
             o ate com três correias, p’ra que nunca
             sofra mais sede, o insaciável.

- Maldito sejas! – gritou Dame, com a face lívida e o olhar assustado.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

OLHAR AS CAPAS


O Círculo Vermelho

Edgar Wallace
Tradução: Darcy Azambuja
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 45
Livros do Brasil, Lisboa s/d

«E ainda bem que ele não me fez a corte» monologou a rapariga, sorrindo. Nem sequer podia imaginar Froyant perseguindo uma mulher. Lembrou-se das longas jornadas durante as quais devia seguir o velho, com o seu cachimbo na mão, enquanto ele ia de sala em sala, verificando as pratas, examinando os tapetes, passando os longos dedos ossudos sobre o mármore polido das «étagères».
Ele media o vinho a ser servido em cada refeição e contava as garrafas vazias e até as rolhas. Gabava-se de poder constatar a ausência de uma flor no grande jardim da sua «villa». Mandava regularmente para o mercado pêssegos e peras dos seus pomares e fazia cenas terríveis com o jardineiro pouco consciencioso que lhe comesse uma maçã, porque o seu instinto o levava infalivelmente a surpreender esses crimes.