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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

NO FIM DE CADA DIA


O sol oferece-nos um adeus sempre assombroso, jamais repete o crepúsculo de ontem nem o de amanhã.
Ele é o único que se afasta de maneira tão prodigiosa.
Seria uma injustiça morrer e deixar de o ver.

Eduardo Galeano em O Caçador de Histórias

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

DIAGNÓSTICO DA CIVILIZAÇÃO


Em algum lugar de uma selva qualquer, alguém comentou: Como são estranhos civilizados. Têm todos relógio e ninguém tem tempo

Eduardo Galeano em O Caçador de Histórias

terça-feira, 17 de setembro de 2019

QUOTIDIANOS


O calor não me favorece a leitura.
Nunca favoreceu.
Sempre gargalhei face a essa história dos livros para férias.
Livros é um hábito de todos os dias.
Mas este calor que Setembro logrou oferecer, faz com que tropece nos livros… não os leia… não os releia…
Em O Caçador de Histórias, Eduardo Galeano tem esta frase: «escrever cansa, mas consola.»
O calor não me permite a leitura, a escrita.
O Cais ressente-se.
Desculpas parvas é o que é, diz o outro.
Que sejam.
E ainda faltam tantos dias para que seja Natal outra vez.

Legenda: fotografia de Roger Schall

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

NO FIM DE CADA DIA


O sol oferece um adeus sempre assombroso, jamais repete o crepúsculo de ontem nem o de amanhã.
Ele é o único que se afasta de maneira tão prodigiosa
Seria uma injustiça morrer e deixar de o ver.

Eduardo Galeano em O Caçador de Histórias

Legenda: fotografia de Luís Calisto

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

OS NÁUFRAGOS


O mundo viaja.
Há mais náufragos do que navegantes.
Em cada viagem, há milhares de desesperados que morrem sem completar a travessia para o paraíso prometido onde até os pobres são ricos e todos vivem em Hollywood.
Não duram muito as ilusões dos poucos que conseguem chegar.

Eduardo Galeano em O Caçador de Histórias

quinta-feira, 27 de junho de 2019

OLHAR AS CAPAS


O Caçador de Histórias

Eduardo Galeano
Tradução: José Colaço Barreiros
Capa: Rui Silva
Antígona Editores, Lisboa, Setembro de 2017

O vento apaga o rasto das gaivotas.
As chuvas apagam o rasto dos passos humanos.
O sol apaga o rasto do tempo.
Os contadores de histórias procuram o rasto da memória perdida, do amor e da dor, que não se vê, mas não se apaga.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

POSTAIS SEM SELO


A utopia está lá no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela afasta-se dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.
Legenda: ilustração de Jonathan Player

quinta-feira, 3 de abril de 2014

AUTOCOLANTES DE ABRIL


Para que serve a utopia?
Serve para que eu não deixe de caminhar.

Eduardo Galeano