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sábado, 16 de setembro de 2017

OLHARES


Não me canso de olhar a passagem do «28» na Rua da Graça.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

OLHARES


O 28 na Rua da Graça, junto a Sapadores.

sábado, 5 de agosto de 2017

domingo, 29 de janeiro de 2017

DO BAÚ DOS POSTAIS


O célebre  eléctrico 28 nas Portas do Sol.
Aproveito a boleia para o colocar na etiqueta dos candeeiros.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

DO BAÚ DOS POSTAIS


Lisboa.
O 28 nas Escolas Gerais a caminho das Portas do Sol.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

OLHARES


É sempre bonito um olhar pelo Eléctrico 28.
Passa pelas Portas do Sol a caminho da Graça.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

OLHAR AS CAPAS


28 Crónica de um Percurso

José-Augusto França
Fotografias: Pedro Soares
Capa; Carlos Nogueira
Livros Horizonte, Lisboa, Junho de 1999

De cada eléctrico ficou só o guarda-freio cobrador, de “pull-over” desportivo, a quem se deu assento e um mostrador complexo de botões e luzes, para além do manípulo simples de ligar e desligar a corrente e acelerar até aos nove pontos, quando podia “ir a nove”, e de um ou dois travões niquelados, verticais, que se rodavam nas descidas, a propósito, e agora jazem, pendurados e inúteis. Amarelos que eram, na cor movente de cidades e carros recebem hoje em dia camuflagem de reclamos para vãs cobiças. Há muito perderam os salva-vidas de baixar e levantar, e já não os há abertos, para o Lumiar, para Benfica, para o futebol ou para a praia do Dafundo, em tempo caldo. Guardam ainda as janelas de puxar para cima e fixar a várias alturas, e madeiras no interior, envernizadas, mas a palhinha dos assentos de virara (que não viram mais) nem recordação já é, e não serve mais o corrimão vertical, de pau, que se agarrava saltando para o estribo, lá ficando pendurados os cachos de gente. Como não há atrelados nem grandes articuladas, de lagarto, para abrir e fechar, à entrada, consoante o sentido da marcha. E um silvo estridente esguicha agora para abrir passagem, que outrora era o caso de pedal pisado com variada fúria. E mesmo as paragens já não são o que eram…
O trajecto faz-se, só impedido e atrasado, aqui e ali, por automóveis a mais, no seu trânsito sem lei nem roque – e o 28 leva sempre turistas para o Castelo e muitas vezes carteiristas conhecidos no ofício e impunes pelo pitoresco; e também gente normal, de ir à Baixa e voltar para casa, como existe ainda, mas cada vez menos, em Lisboa… E foi também este o eléctrico que o Tanner tomou, filmando ruas, fora e dentro da carruagem, na sua fascinada demanda “dans la ville blanche” de há quinze anos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

sábado, 1 de novembro de 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

QUOTIDIANOS


Uma dezena de carteiristas foi acusada pelo Ministério Público. Em alguns casos depois de tirarem o dinheiro das bolsas entregavam-nas às vítimas.
Terá sido com agrado que Don Arden Diehl, um turista que desfrutava do passeio no elétrico 28, que faz a ligação entre o Martim Moniz e Campo de Ourique, em Lisboa, viu Rúben entregar-lhe a carteira, que terá caído durante a viagem. O que o turista não percebeu é que, momentos antes, Rúben se colou à sua frente, de forma a impedi-lo de caminhar pelo corredor do elétrico, criando uma barreira para que João retirasse do bolso traseiro das calças de Don Arden a carteira e lhe retirasse 120 euros. À primeira paragem, os dois abandonaram o elétrico.
Nesta semana, juntamente com mais oito pessoas, foram acusados de furto qualificado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.

Do Diário de Notícias

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

DO BAÚ DOS POSTAIS


Lisboa e o eléctrico 28.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

sábado, 7 de junho de 2014

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

POR COMBOIOS...


Por comboios, pelo cinema, pelas intermitências da morte: um dia, o dia, aquele que sempre chega.
Patrice Chéreau morreu, em Paris, no dia 7 de Outubro,
Antes de morrer, um artista famoso expressa dois desejos: ser enterrado num cemitério em Limoges e, para assistir ao funeral, os amigos e familiares irão de comboio.
Uma história bem contada, uma banda sonora de bom gosto.



Os que de mim gostam irão no 28.
Beberão gin-tonic.

quinta-feira, 7 de março de 2013

DO BAÚ DOS POSTAIS

Lisboa à noite.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A GRAÇA DOS PRAZERES


Prazeres que não de cemitério. Prazer, no outro lado da linha da carreira 28 – a Graça. Gozo da viagem tranquila, compassada, escolhendo horas fora de ponta. Conviver – se possível com a cordial botelha de que falava o outro. Fazer do trajecto uma festa para os olhos que miram a cidade à escala humana, também para o espírito que nela procura encontrar sentido – o lugar humanizado.

Graça do eléctrico que ainda não roubaram ao convívio. Deseje feito de paixão, destas coisas bem alfacinhas, como os corvos nas carvoarias; o balcão das tabernas; algumas mesas de mármore onde se bate com força o dominó; pátios, vilas, escadinhas.

Prazeres, pequenos que sejam, no deixar correr o sentimento no teclado, para dizer ao leitor que o eléctrico é uma das últimas aventuras permitidas no nosso dia-a-dia. A corrida e o salto para o estribo; a suavidade doce do cobre e do latão: o verniz nas madeiras; o que resta de um amarelo-limão a lembrar canários.

Graça, ali tão perto, feminina, namoradeira, deixando-se cair, redonda nos outeiros, para carris de fantasia que a levam às viagens mais loucas dos sentidos. Luzinhas que piscam nos palácios; claraboias a arder; mirantes de outros santos que não vêm no calendário.

Prazeres, leitor, no colorido das aldeias dentro do cinzento da metrópole; a sardinheira na varanda da vizinha: o rinhaunhau do gato no telhado ali defronte; o sapateiro naquele vão de escada; o amolador de tesouras e navalhas, quando chegam as primeiras chuvas.

Graça, em diminutivo, dos prazeres. Não nos tirem esta graça.

Eduardo Guerra Carneiro, crónica no Diário Popular s/d.