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sábado, 12 de novembro de 2016

NOITES EXCITANTES


Após a vitória de Trump, David Duke, um ex-líder dos Ku Klux Klan, disse que aquela era "one of the most exciting nights of my life" - e imaginem o que ele já não deve ter feito de noite. Se, para um "indivíduo" do Ku Klux Klan, a vitória de Trump é razão para festejos, sou tentado a pensar que o que aí vem não vai ser divertido.


João Quadros, Negócios

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

SAUDANDO A ELEIÇÃO DE TRUMP


Simples e claras as palavras de Angela Merkel registando a eleição do novo presidente dos Estados Unidos:
A Alemanha e a América estão ligadas por valores: democracia, liberdade, respeito pela lei e pela dignidade dos seres humanos, independentemente da origem, cor da pele, religião, sexo, orientação sexual ou opiniões políticas.
Com base nesses valores, oferecemos ao futuro presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, uma estreita cooperação.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

POSTAIS SEM SELO


Se o maior dos ignorantes tem um voto idêntico ao do mais sábio dos cidadãos, então há que convir que o valor político das ideias de ambos, por muito diferente que seja a respetiva informação, se equipara democraticamente no momento do sufrágio.

A POSSIBILIDADE EXISTIA...




Certamente que não foram os tradicionalistas religiosos, os activistas de armas, os xenófobos, os racistas, os múltiplos e variados interesses financeiros, os mercados…

O DIA SEGUINTE


…sim, a possibilidade existia…
… mas poucos a quiseram olhar…
… agora estamos face à realidade, dentro da casa dos horrores, como titula o jornal do dia…
…angustiante…
…muitas outras palavras, inúteis palavras, para classificar o que aconteceu à América… ao mundo…
…e há o silêncio…
… ou ir ouvir blues…
… ou reler o humor, ácido e cortante, do Mário-Henrique Leiria nos seus Contos Do Gin-Tonic;

- Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes,
camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os
mesmos direitos.
Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.
Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda
com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer,
era outra coisa.
Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos.
Acho um snobismo.
- Eu sou democrático - rugi entre dentes, como resposta. - Tenho amigos no exílio,
todos democráticos.
Foram para lá por serem democráticos. É um sacrifício que poucos fazem,
ir para o exílio e ser professor universitário exilado e democrático.
Eras capaz de fazer isso?
- Não sou democrático.
Não havia resposta a dar. Nenhuma. Ele não era democrático, não
sabia de democracia.
Eu sim, sou democrático, até já quis ir à América, que me afirmaram que
lá é que é a democracia.
Recusaram-me o visto no passaporte, disseram que eu era comunista!

Viram isto? 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A POSSIBILIDADE EXISTE...


A novidade desta eleição é um candidato como Donald Trump, com todo o seu ódio, toda a sua ignorância, toda a sua rudeza - a níveis nunca vistos - ter feito sonhar mais de 50 milhões de pessoas e só acabar derrotado, se o for, pela força de uma comunicação social que se descredibilizou, cega na sofreguidão de o tentar desacreditar. O rasto deixado pelo sonho funesto daquelas pessoas e pelo suicídio infantil da imprensa dita séria não vai apagar-se hoje, mesmo se Hillary Clinton ganhar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A POSSIBILIDADE EXISTE...


Lendo por aí, sugere-se que os que se interessam pelas presidenciais americanas julgam ir votar amanhã a Des Moines, Iowa. Respondo por mim: sei que não vou lá estar. Mas sei, e é isso que me traz atazanado, que outros o farão por mim. É que, nesse país, os bancos, em 2008, emprestaram a desempregados para comprar vivendas com jacuzzi, causando um bater de asas de borboleta que levou, até hoje, a um tsunami onde moro (Benfica, a 6890 km de Des Moines, se a borboleta vier a direito). É que esse país ocupou o Iraque, acabou-lhe com a polícia e o exército (até um taxista da Amareleja diria "humm, vai dar merda...") e por isso tenho - sou europeu - tantos refugiados nas praias. E é o país que, durante a crise da democracia na Europa, venceu a Depressão sem beliscar a liberdade. É o dos filmes de Frank Capra de louvor aos homens e o dos inventores sem os quais já não posso passar. É o país onde, em 2004, ouvi um debate Bush-Kerry sobre células estaminais que entendi. Se calhar eles falaram do que lhes escreveram para falar - mas fizeram o esforço para os seus eleitores. E esse esforço é um tributo à democracia. Em 2016, Donald Trump foi ignorante ou carroceiro, reduziu a política externa a dólares, mentiu como os políticos mas sem o esconder, prometeu violações à Constituição e humilhou o que lhe deu na gana. É pela força desse país que são minhas estas eleições: a ganhar, não seria só a América que Trump degradava.

Ferreira Fernandes no Diário de Notícias


Legenda: imagem Shorpy

domingo, 6 de novembro de 2016

A POSSIBILIDADE EXISTE...


O presidente Barak Obama, com a sua presença em comícios, está a fazer tudo para que não haja qualquer possibilidade de Donald Trump venha a ser o próximo presidente dos Estados Unidos.
Não é nada comum um presidente participar neste tipo de manifestações.
Mas Obama é um homem responsável, sensível, culto.
É dramático ver um país, como os Estados Unidos, chegar a este grau de quase calamidade.
Não tenho qualquer simpatia, pessoal e política, para com Hillary Clinton.
Mas se fosse americano, o meu voto iria para Hillary.
Há momentos em que o importante é o sabermos para que serve o nosso voto.
Tudo menos, um mais que inclassificável tarado, ficar  à frente dos destinos de um país.
Alguns de nós, há uns bons anos, vivemos uma situação, que em nada se assemelha a esta, mas para que Mário Soares fosse eleito presidente houve que engolir um sapo.

Assim se faz a História. 

Legenda; imagem Shorpy,

sábado, 5 de novembro de 2016

A POSSIBILIDADE EXISTE...



A última sondagem da CNN reforça a vantagem de Hillary Clinton, que conta agora com 268 dos 270 votos eleitorais necessários.

Donald Trump tem apenas 204.

Desde a última sondagem, Trump conseguiu conquistar algum apoio junto dos estados neutros de Ohio, Utah e Maine, que tendem agora para o lado dos Republicanos. Contudo, essa alteração no panorama não é ainda suficiente para assegurar a presidência. Os dados da CNN mostram que, apesar de os últimos dias terem sido mais favoráveis ao candidato, Hillary conseguiu manter uma clara vantagem, reforçando a sua posição eleitoral.

O problema é sempre os votos da América profunda.

Curiosa a decisão da actriz Susan Sarandon ao declarae que não não vai votar nem em Trump nem em Hillary.
Atriz admite que não vai votar na candidata democrata nem no republicano

Não voto com a minha vagina.

Foi esta a resposta de Susan Sarandon em entrevista no programa Newsnight, da BBC, quando questionada sobre a importância de os Estados Unidos elegerem pela primeira vez uma mulher para a presidência.
O medo de Donald Trump não é o suficiente para eu apoiar Clinton.

Susan Sarandon apoiava abertamente o democrata Bernie Sanders.

Legenda: imagem Shorpy

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A POSSIBILIDADE EXISTE...



A citação longa não é da campanha de Clinton. Assinou-a em The Atlantic, revista conservadora, o neoconservador David Frum. Foi ele que inventou o termo "eixo do mal", para um discurso de George W. Bush. Ontem disse que vai votar em Clinton, de quem não gosta, e muito. Porque "Trump é o candidato mais anticonstitucional" da história americana. De facto, não é pessoa para brincar, nem com ela nem sobre ela.


Legenda: fotografia Shorpy

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A POSSIBILIDADE EXISTE...


Barack Obama pretendeu desmontar as mentiras de Trump, filho sem escrúpulos de rico sem escrúpulos, ambos racistas, capitalista que engana quem com ele negoceia, que foge a pagar a quem trabalha, que ganha com as falências das suas empresas, cidadão que se vangloria de fugir aos impostos, aldrabão assumido, sem compaixão pelos fracos, abusador dos próximos, sobretudo quando são próximas - e apresenta-se ele como campeão dos desfavorecidos! "Come on...", exclamou Obama, dando a entender que Trump não enganava ninguém. Pois, pelos vistos, engana. E se enganar a América daqui a oito dias, é uma desgraça para o mundo.