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sexta-feira, 31 de maio de 2019

DO BAÚ DOS POSTAIS


Continuação dos postais da Cristina e do Miguel.
«Finalmente na casa do Elvis! Mas chegámos muito tarde, os bilhetes são um roubo (120 euros...!) e optámos por não entrar e ver apenas de fora. Mas não nos esquecemos de umas lembrançazinhas para ti.»

domingo, 30 de dezembro de 2018

PEACE IN THE VALLEY




Já várias vezes o tenho dito: não frequento a FNAC.
Motivos vários e inultrapassáveis.
Hoje, por via de uma troca de presente natalício, tive de lá ir.
Agoniado, muito agoniado, mesmo.
Valeu ter encontrado a uma esquina da sala de música clássica ter um escaparate com discos de vinil, mais concretamente discos de Natal.
Valeu o sacrifício…




quarta-feira, 12 de setembro de 2018

ELVIS SEMPRE!


Continuo a apresentar as recordações que a Cristina e o Miguel me trouxeram da América.
Esta é a Carta de Condução de Elvis Presley.

sábado, 2 de junho de 2018

BAILES



Regressar a este espaço com um baile-bossa-nova-mandado com o rei Elvis, o senhor Fred Astaire e a Rita Hayworth.
Junho é mês grande festas e bailes.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

40 ANOS


Quarenta anos sem o Rei.
Lido hoje no Diário de Notícias:

Desde 1977 até hoje, foram publicadas 94 compilações discográficas de Presley. O que permite dizer que, 40 anos depois de falecer, ele ainda figura entre os artistas musicais mais rentáveis do mundo. 


domingo, 16 de abril de 2017

APENAS ROCK AND ROLL



Duas fotografias de Elvis Presley com o grupo The Jordanaires.

OS CROMOS DO BOTECO


Uma capa do Elvis em Domingo de Páscoa.

Elvis acompanhado pelos The Jordanaires.

Returno to Sender - I Don't Wanna Be Tied - Girls! Girls! Girls!- I Don't Want To

Tenham um Bom Domingo de Páscoa.


quinta-feira, 13 de abril de 2017

APENAS ROCK AND ROLL


Fotografia tirada da revista «Elvis 100%».

segunda-feira, 27 de março de 2017

ELVIS & FRIENDS


Realizou-se, ontem, o habitual almoço «Elvis & Friends» e, como, habitualmente foi um sucesso.
O repasto foi no Restaurante «Os Severianos» em Torres Vedras.

Pena não ter havido tempo nem espaço para um passinho de rock.

sexta-feira, 24 de março de 2017

APENAS ROCK AND ROLL


Elvis Presley com Priscilla.

sábado, 21 de janeiro de 2017

«MEU, NÃO ACREDITO NISTO»


Orbison, na verdade, transcendia todos os géneros – folk, country, rock-and-roll, e quase tudo o mais. As suas músicas misturavam todos os estilos e até alguns que ainda não tinham sido inventados. Ele podia soar mal e desagradável num verso e depois, no verso seguinte, cantar numa voz de falsete como a do Frankie Valli. Com o Roy não se sabia se estávamos a ouvir mariachi ou ópera. Ficávamos com pele de galinha. Tudo nele era oito ou oitenta. Soava como se estivéssemos no cimo do monte Olimpo e soubesse o que andava a fazer. Uma das suas primeiras canções, «Ooby Dooby» tinha sido bastante popular mas a sua nova canção não era nada assim. «Ooby Dooby» era decepcionantemente simples, mas Roy tinha progredido. Estava agora a cantar as suas composições em três ou quatro oitavas, o que nos dava vontade de atirar com o carro por uma ravina abaixo. Cantava como um criminosos profissional. Começava por um nível baixo, quase inaudível, mantinha-se por lá e depois, surpreendentemente, lançava-se para entoações exageradas. A sua voz podia enlouquecer um cadáver e fazia-nos resmungar coisas do género «Meu, não acredito nisto». As canções dele tinham canções dentro de canções. Alternavam de tonalidade maior para menor sem qualquer lógica. Orbison não brincava em serviço – não era nem um amador nem um principiante. Não havia nada como ele na rádio. Ficava na esperança de ouvir outras canções boas mas comparado com Roy, o que passava na rádio era uma chatice… sem coragem e sem energia. Tratavam-nos como se não tivéssemos cérebro. À excepção do George Jones, não gostava da música country. Elvis Presley. Já ninguém o ouvia. Há anos que ele tinha feito aquelas coisas com as ancas e levado as canções a outros planetas. Ainda assim, eu continuava a ligar o rádio, provavelmente mais por hábito do que por qualquer outra razão.

Bob Dylan em Crónicas

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O HOMEM COM A GUITARRA


Nessa noite, quando acabou ao fim de poucos minutos, quando o homem com a guitarra desapareceu envolto em gritos, eu fiquei ali petrificado em frente à televisão, com a cabeça a mil. Tinha dois braços, duas pernas, dois olhos, como ele; era horroroso, mas podia esquecer isso… então o que é que faltava? A GUITARRA! Ele atacava-a, encostava-se a ela, dançava com ela, gritava para ela, apertava-a, acariciava-a, abanava-a sobre as suas ancas e, de vez em quando, até a dedilhava! A chave-mestra, a espada cravada na pedra, o símbolo da retidão, o maior instrumento de sedução que os adolescentes alguma vez tinham visto, a… a… «RESPOSTA» à minha solidão e tristeza. Era uma razão de viver, uma forma de tentar comunicar com as outras almas infelizes presas à mesma condição que a minha. E… estavam à venda no centro da cidade, na Western Auto!
No dia seguinte, convenci a minha mãe a levar-me à Diehl’s Music, em South Street, Freehood. Como não tínhamos dinheiro, alugámos uma guitarra: Levei-a para casa. Abri o estojo. Senti o cheiro da madeira (que continua a ser um dos cheiros mais doces e promissores do mundo), senti a sua magia, apercebi-me do seu poder oculto. Segurei-a nos braços, passei os dedos por cima das cordas, prendi a palheta de tartaruga com os dentes, senti o seu sabor, tive lições de música durante umas semanas… e desisti. Era DIFÍCIL COMO A MERDA! O Mike Diehl, guitarrista e dono da Diehl’s Music, não fazia a menor ideia de como ensinar o que o Elvis andava a fazer a um jovem admirador que queria cantar
blues de escola primária. Apesar do seu acesso incrível àquelas máquinas espantosas, não fazia a menor ideia do verdadeiro poder que elas tinham. Prosaico como todos os americanos da década de 50, só sabia os acordes principais, tratar de papelada e passar horas sem fim com uma técnica brutalmente entediante. Eu QUERIA…. PRECISAVA…. DE ROCK, JÁ! Ainda hoje não sei ler pautas e, nessa altura, os meus dedos de menino de 7 anos nem sequer davam a volta ao braço. Frustrado e envergonhado, disse à minha mãe, ao fim de pouco tempo, que era escusado. Não fazia sentido ele andar a desperdiçar o dinheiro que tanto lhe custava a ganhar.

Brice Springsteen em Born to Run

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

QUANTOS DE NÓS PODEMOS DIZER O MESMO


Foi um «homem» que fez isto. Um «homem» à procura de algo novo. Que conseguiu criar com a sua vontade. O grande gesto de amor de Elvis abanou o país e foi um dos primeiros ecos do movimento pelos direitos civis que viria a nascer. Foi o tipo de novo americano cujos «desejos» transformaram os seus objectivos em algo de que foi possível desfrutar. Era um cantor, um guitarrista que adorava a cultura musical negra, reconhecia a sua beleza artística, a sua preponderância, o seu poder, e que ansiava conhecê-lo profundamente. Serviu o seu país no exército. Fez alguns filmes maus e alguns bons, desperdiçou o seu talento e tornou a reencontrá-lo, teve um regresso em grande e, à boa maneira americana, teve uma morte precoce e estrondosa. Não foi um «ativista», não foi um John Brown, nem um Martin Luther King Jr., nem um Malcolm X. Era um artista, um imaginador de mundos, um sucesso incrível, um falhanço embaraçoso e uma fonte de ações e ideias modernas. Ideias que, em pouco tempo, alteraram a identidade e o futuro da nação. Ideias cujo tempo tinha chegado, que nos desafiaram a decidirmos se queríamos assistir a um funeral de destruição e declínio nacional ou dançar ao ritmo do nascimento de um capítulo novo da história da América.
Não sei o que ele pensava sobre a raça. Não sei se ele pensou nas implicações mais vastas dos seus atos. Sei que foi isto que ele fez; viveu a vida que se sentiu impelido a viver e revelou a verdade que estava dentro dele e as possibilidades que estavam dentro de nós. Quantos de nós podemos dizer o mesmo? Depois de rejeitado, como uma anedota nacional, acreditou no sonho do tipo de país que poderíamos ser, explosões, salvações, preces, lutas, marchas, rezando, cantando, odiando e adorando o que íamos desbravando.

Bruce Springsteen em Born to Run

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

VELHAS CANÇÕES


Eu não lembro se Heartbreak Hotel foi a primeira canção que ouvi do Elvis, mas sei que foi aquela que durante mais tempo ouvi. E ainda ouço.
Os pais dos rapazes do liceu onde John Lennon andava, diziam: «Mantém-te afastado daquele tipo.»
Lennon não sabia o que queria ser, excepto que queria acabar como milionário excêntrico. «Se não conseguisse chegar lá sem ser criminosos, então teria de ser criminoso.»
Mas apareceu Elvis Presley.

«Foi o Elvis que me tornou viciado em música beat. Ouvia Heartbreak Hotel e pensava: «É mesmo isto.»

terça-feira, 20 de setembro de 2016

COISAS EXTINTAS OU EM VIAS DE...


Falei da minha ida ao estaminé do Potes na Feira da Ladra, onde comprei LPs do Elvis ao preço da uva mijona, falei de que para além disso ele me ofereceu uns exemplares da Colecção Cinema dos tempos da minha adolescência, mas não coloquei esses exemplares.

Estão aqui:

Balada Sangrenta, filme de Michael Curtiz, com o Elvis e Sangue Toureiro, filme de Augusto Fraga, com Amália Rodrigues e o toureiro Diamantino Viseu

Através destes livrecos, que custavam 1$50, e saíam às quintas-feiras, eu «vi» todos os filmes que não podia ver nas salas de cinema.

Mas quinze tostões já era uma exorbitância, e então alugava-os, por dois tostões, a velhote que, num vão de escada da Almirante Reis, com estes e outros alugueres, para além da venda de livros em 2ª mão, completava a reforma de miséria.

Levava de casa uma marmita com o almoço e ali passou o resto dos dias da sua vida.

Uma simpatia de velhote, levava de casa marmita com o almoço, e ali passou o resto dos dias da sua pouco feliz vida.

 Lamentavelmente, não consigo lembrar o nome.

A novelização de Balada Sangrenta foi feita por Vasco Santos e termina assim:

A vida seguiu o seu curso. Danny Fisher voltou a entusiasmar os frequentadores do «King Creole» - entre os quais teve a satisfação de ver o reconciliado progenitor… Tornou também a ver a doce Nellie. A essa pediu-lhe para esperar… Ela compreensiva, anuiu. Esperaria o tempo que fosse preciso para cicatrizar a ferida que a trágica morte de Ronnie deixara na alma sensível do seu namorado…
E quem escutava aquele rapaz, que parecia transpirar ritmo por todos os poros – ora dolente ou vibrante, profundo ou superficial, cómico ou sentimental – não podia adivinhar que ele interpretava o ritmo da própria vida, e que, por isso, havia baladas sangrentas no seu reportório…

terça-feira, 24 de maio de 2016

NUNCA CAMINHARÃO SOZINHOS


 Foram os ingleses que inventaram o futebol, têm um enorme respeito por ele e chamam-lhe «The Beautiful Game.»

Vivem o jogo como ninguém.

Deslocam-se, enchem os estádios.

Avós, pais, filhos, netos, bisnetos: a família.

A festa.

Nem em tempo de Natal o dispensam.

Bem pelo contrário: exigem que haja jogos nesses dias.

Nos dias de transmissão do futebol inglês, quando as câmaras focam as bancadas, vêem-se espectadores das mais variadas idades. Por vezes, parece que toda uma família, do mais novo ao mais velho, foi ao futebol.

Uma das claques mais conhecidas, no Reino Unido, é a do Liverpool.

Tomaram como hino You’ll Necer Walk Alone, uma canção composta por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II para o musical da Broadway Carousel, de 1945 e que, em 1956, foi adaptado ao cinema por Henry King.

Mas seria com a versão de Gerry &The Pacemaker, conjunto oriundo da própria cidade, que a canção se tornaria o hino do clube.

Hoje, outros clubes, em outros países, o adoptaram como hino, mas nada como em Anfield Road.

Simplesmente  arrepiante.

Uma visita ao You Tube permite ficarmos a saber dos grandes nomes da música norte-americana, bem como outros, que gravaram You'll Never Walk Alone.

Shirley Jones gravou-a para a banda sonora de Carousel, mas há versões de Ella Fitzgerald, Ray Charles, Aretha Franklin, Mahalia Jackson, Nina Simone, Louis Armstrong, Elvis Presley, Barbra Streisand, Andy Williams, Judy Garland, Frank Sinatra, Johnny Cash, Roy Orbinson, The Rigteous Brothers, Tom Jones.

Também é possível encontrar uma versão dos Beatles.

Estas são as minhas escolhas.

A versão da Nina Simone é tocada ao piano.

Numa entrevista ao Expresso (06.02.2016), por ocasião dos 50 anos dos Cinco Minutos de Jazz, perguntaram-lhe por um episódio destes longuíssimos minutos de jazz, o José Duarte respondeu:

Fui a uma rádio em Los Angeles, que passa jazz 24 horas por dia. O edifício era lindo, alto, todo em vidro. Era o início dos anos 70, o João ainda era vivo. Eu tinha levado comigo uma cassete da Nina Simone a tocar piano. O apresentador fez-me perguntas, estranhou onde era Portugal, expliquei-lhe que se nadasse sempre em frente chegaria a Lisboa. E quando lhe contei que tinha um programa de cinco minutos fechou o microfone, pensava que eu me tinha enganado no inglês! No fim, pôs a minha cassete da Nina Simone e ia caindo da cadeira: nunca a tinha ouvido só a tocar o piano. Saí daquela rádio orgulhoso.

Um orgulho tão grande que, certamente, no regresso a Lisboa, o obrigaram a pagar excesso de bagagem.

                                         

                                          

                                          


                                          

                                          

sexta-feira, 29 de abril de 2016

APENAS ROCK AND ROLL


Mais uma fotografia do Rei tirada da Unseen Archives de Marie Clayton.

sexta-feira, 11 de março de 2016

APENAS ROCK AND ROLL


Elvis Presley e James Brown.
Fotografia do livro Elvis:Unseen Archives Marie Clayton.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

APENAS ROCK AND ROLL


Fotografia de promoção do filme Girl, Girls, Girls, tirada do Unseen Archives de Marie Clayton.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

APENAS ROCK AND ROLL


Mais uma fotografia do rei tirada do Unseen Archives Elvis de Marie Clayton.