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sábado, 23 de fevereiro de 2019

ESTAS MÚSICAS


No arquivo da Shorty encontrei esta fotografia de Billie Holiday, captada, em Fevereiro de 1947, por William Gottlied no Downbeat Club, em Nova Iorque.
Claro que nem palavras, nem fotografias, alguma vez conseguiram captar a genialidade, a permanente angústia de Bilie Holiday e da raça negra.
Apenas quando lhe ouvimos as canções descobrimos essa angústia e muito mais.
Como escreve José Duarte no prefácio de Lady Sings de Blues:
«Tema que Billie escolhesse, ficava cantada para sempre, esgotado, e até, por vezes, com novo significado e e melhor melodia».
É o caso desta «Strange Fruit», um libelo contra os linchamentos da minoria negra nos Estados Unidos, uma canção de protesto mas, acima de tudo, um gesto de pura arte.
«Árvores do sul produzem uma fruta estranha, sangue nas folhas e sangue nas raízes, corpos negros balançando na brisa do sul».

domingo, 28 de janeiro de 2018

ESTAS MÚSICAS


O crítico e jornalista brasileiro Paulo Frances dizia que «uma das razões por que morrer me incomodava é não ouvir mais as canções de Cole Porter»
Sei, seguramente, que não seria o mesmo se, enquanto miúdo e jovem, não tivesse ouvido no «Pilot» da casa do meu pai, mais tarde num «Blaupunkt», os «crooners» e os «standards» que ainda hoje me deliciam e não há ouvido que se canse.
Gigantes do Swing, gigantes do Fox-trot, gigantes seja do que for, são a música mais maravilhosa que se possa ouvir.
Ah! América, América!...
Este tema, «I’ve Heard That Song Before» conhece diversas versões, Frank Sinatra incluído, mas nada como esta, interpretada pela Orquestra do trompetista Harry James que acompanha a voz celestial de Helen Forrest.
Como se ouve por lá: «para sempre é uma memória.»