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sábado, 25 de maio de 2019

AMANHÃ HÁ ELEIÇÕES


Amanhã há eleições.
Eleições para o Parlamento Europeu.
O tempo que faz é de quase Verão e a abstenção será elevada.
Os portugueses pouco ou nada sabem da Europa, também não querem saber.
Durante a campanha eleitoral discutiu-se tudo, menos a Europa.
Sempre que há eleições e, neste dia a que parvamente chamam de reflexão, recordo sempre aquele texto do Manuel Beça Múrias que foi crónica no semanário O Jornal:

«Este domingo, ao declarar o meu nome de cidadão que o 25 de Abril libertou, vou passar em revista, uma a uma, memórias das noites solitárias de Nambuanagongo, quando as hienas vinham ao arame, ao cheiro do coval fresco no cemitério sempre em crescimento.
Este domingo vou poisar com amor a minha mão no ombro do meu filho Pedro e garantir-lhe que o “Vera Cruz” está na sucata.
Este domingo, sim, este domingo, vou limpar na minha mesa o pó do quadrado onde antes esteve instalado o telefone que ditava as ordens do lápis azul, na voz baça do alferes Cirne.
Mas também, claro, este domingo o meu risco azul num quadrado inesperado, (mais “talvez” do que “sim”, mais “cabeça” que “coração”) não é assinatura reconhecida da minha desistência.
Porque, neste domingo, eu estarei de vigília pelas noites em que as Chaimites saíram à rua e as fardas se puseram, por um instante de História, sempre, sempre ao lado do povo.»

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

TEMPOS DIFÍCEIS


Carta de Óscar Lopes, datada do Porto 15 de Janeiro de 1979, para António José Saraiva:

Estamos a caminhar para uma crise grave, de grande desemprego estrutural. Nenhum especialista acredita a sério na integração no Mercado Comum Europeu, com osmose livre do mercado de trabalho e viabilização das potencialidades portuguesas económicas. O MCE é um pretexto para voltar a nova tentativa de acumulação capitalista, em que as multinacionais levam a aperte de leão. Tempos difíceis que nós, os da Esquerda, encaramos como dizem (ou cantam) os negros da América: We shall overcome. Há uma contradição viva entre o teu nacionalismo histórico- cultural e a tua complacência com o neo-capitalismo. A CIP não tem como pátria Portugal, mas a defesa da taxa de supervalia.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO


Ana Gomes, eurodeputada do PS, com base em contactos que tem efectuado em Bruxelas, diz que «há hipóteses muito sérias» de Mário Centeno vir a assumir a presidência do Eurogrupo e que «isso seria bom para Portugal.»
Deviam estar todos muito quietinhos!

E isso de ser bom para Portugal  é uma treta.
Nunca nos poderemos esquecer de um tal de Durão Barroso  - «sigam o cherne» - que teve, ética e moralmente,  um desempenho miserável e se limitou a engrossar a conta bancária.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO

De Gaulle um dia referiu uma «uma Europa do Atlântico aos Urais.»
Jean-Claude Juncker, ou alguém por ele, fala agora de «uma Europa de Vigo, em Espanha, a Varna, na Bulgária.»
Parafraseando Vergílio Ferreira;

quinta-feira, 2 de março de 2017

NÃO HÁ PACHORRA!


Há coisas que ainda achamos possível ouvir nas conversas de café de bairro, em tempo de qualquer laracha, nunca no Parlamento Europeu.
O eurodeputado polaco Janusz Korwin-Mikke disse na quarta-feira à noite que as mulheres «devem ganhar menos» do que os homens, porque são «mais fracas, pequenas e menos inteligentes».
As declarações surgiram num debate em Bruxelas sobre o problema da desigualdade salarial na Europa e de que forma a União Europeia podia contribuir para solucioná-lo. As estimativas indicam que são precisos 70 anos para as mulheres da Europa conseguirem equilibrar o seu vencimento com o dos homens.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

NOTÍCIAS DO CIRCO


Jeroen Dijsselbloem,  presidente do Eurogrupo, afirmou que está desiludido com a decisão da Comissão Europeia de não aplicar sanções a Portugal e Espanha.

É desapontante que não haja seguimento à conclusão de que Espanha e Portugal não adoptaram acções eficazes para consolidaram os seus orçamentos.

Marcelo Revelo de Sousa presidente, jamais perderá os tiques de comentador dominicall da TVI e o seu opinar sobre todo e qualquer acontecimento faz com que amiúde resvale para o deslize. 

Afirmar. como ontem afirmou que quando os portugueses se unem por causas justas vencem sempre, para além de uma banalidade, Marcelo sabe que grande parte da direita já esfregava as mãos de contentamento face às eventuais sanções com que a Comissão Europeia vinha ameaçando Portugal.

Também os Jeroens Dijsselbloems portugueses ficaram muito desiludidos e a azia nãos larga.

sábado, 16 de julho de 2016

POSTAIS SEM SELO


É uma trágica ironia dizer que o fracasso do golpe de Estado e a confirmação de Erdogan no poder configuram uma vitória da democracia.


Francisco Seixas da Costa

DIAS TRÁGICOS NA TURQUIA


O golpe militar na Turquia regista, até agora, 161 mortos, um número não contabilizado de feridos e 2.800 militares detidos.

O presidente Erdogan já disse que a traição dos golpistas constituiu uma "dádiva de Deus e que vai permitir limpar o Exército. Este levantamento, este movimento, é um grande presente de Deus para nós, porque o exército será limpo.

A chanceler alemã Angela Merkel condenou a tentativa falhada de golpe de Estado contra Erdogan, mas pediu-lhe que trate os golpistas respeitando as regras do Estado de direito.

Erdogan não ouvirá Merkel, nem qualquer líder mundial.

Há nele uma sede insaciável de poder e vingança.

Os próximos dias na Turquia serão trágicos.

Por este caminho nunca a Turquia entrará na Comunidade Europeia.

Se nunca foi fácil, muito menos o será agora.

terça-feira, 12 de julho de 2016

NOTÍCIAS DO CIRCO


Hoje de manhã, quando descemos à rua, ficámos a saber que alguém tratou de nos estragar a euforia com que a cidade recebeu os novos campeões europeus.

O Ecofin decidiu que Portugal e Espanha irão ser alvo de sanções por não terem adoptado medidas eficazes para corrigirem os défices excessivos.

De acordo com um estudo recentemente divulgado pelo Instituto de Investigação Económica alemão Ifo, que procedeu aos seus cálculos com base em dados da Comissão Europeia entre 1999 e 2015, a regra europeia de um défice abaixo dos 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB) já foi violada em 114 ocasiões pelos Estados membros.

Entre as 114 violações da regra, a "campeã" das infracções é a França, que ultrapassou o limiar dos 3% por 11 vezes, seguindo-se Grécia, Portugal e Polónia, todos com 10, Reino Unido (9), Itália (8), Hungria (7), Irlanda e Alemanha (5, em ambos os casos).

Como escreveu Manuel António Pina, em Julho de 2004:


quinta-feira, 2 de junho de 2016

A PERGUNTA


Os refugiados que entretanto deixaram de ocupar a fonte das notícias volatizaram-se para onde?

Ana Cristina Leonardo no Expresso

quinta-feira, 26 de maio de 2016

CENÁRIO DE HORROR



Donald Trump, quando ainda faltam, em próximas primárias, escolher 303 delegados já ultrapassou o número de delegados, garantindo assim a noemação republicana para as presidenciais de 8 de Novembro.

A presidente dos republicanos do Oklahoma confirmou a intenção de apoiara Trump:

Ele tocou uma parte do nosso eleitorado que não gosta do rumo que o nosso país tomou, explicou.

A mensagem antisistema e o estilo desbocado de Trump foi bem recebida pelas bases republicanas, cansadas dos políticos profissionais, concluem os comentadores.

A acreditar nas últimas sondagens, Trump está cada vez mais popular, tendo ultrapassado um atraso de dois dígitos em relação a Hillary Clinton, a provável nomeada democrata, nas presidenciais. Segundo a média dos estudos feita pelo site Real Clear Politics, o milionário e Hillary Clinton estão agora empatados nas intenções de votos, com 43% cada.

Há dias, escassos 30.000 votos permitiram que Alexander van der Bellen, candidato independente apoiado pelos Verdes, conseguisse a eleição para a presidência da Áustria em detrimento do candidato de extrema direita.

A extrema-direita, cada dia que passa, galopa mundo fora, com especial incidência em alguns países europeus.

Entretanto a Comissão Europeia preocupa-se com os dígitos dos orçamentos dos países periféricos, e não só!

Quando um dia acordarem será tarde demais.

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde. (1)

(1)  Texto do pastor protestante Martin Niemoller, também atribuído a Bertolt Brecht.

Legenda: imagem Pinterest 

sábado, 23 de abril de 2016

NOTÍCIAS DO CIRCO




Vitor Constâncio foi um péssimo governador do Banco de Portugal.
Fechou os olhos ao muito do que tem vindo a ocorrer na banca portuguesa.
Deu de frosques para a Comunidade Europeia, onde ocupa o lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu, com ordenado e mordomias sumptuosas, e entende que não tem de dar esclarecimentos sobre a novela Banif engendrada pelo BCE de parceria com Maria Luís Albuquerque.

terça-feira, 5 de abril de 2016

UM CRIME!


A União Europeia assinou com a Turquia um acordo para o retorno de migrantes.
Um lavar de mãos.
A Turquia, de nenhum modo, é um país com capacidade, política e religiosa, para receber os refugiados.
Como é possível?

domingo, 21 de fevereiro de 2016

AH!... SIM... A EUROPA!...

A Europa é uma treta, um embuste, um saco de gatos, cada um a arranhar para cada lado.

Faço os meus melhores possíveis para a compreender, mas não consigo.

A Europa que espezinhou a Grécia, obrigou Portugal a uma abjecta austeridade, dá à Grã-Bretanha a possibilidade de fazerem o que bem entenderem.

O Sr. Cameron, após as cedências de Bruxelas disse, em ar jubiloso, que os emigrantes são gente que recebe tudo e não dá nada em troca.

Assim como os emigrantes não pagassem os impostos decretados pelas leis inglesas.

Uma Europa que possibilita, tal como aconteceu, ontem, em Bautzen, no leste da Alemanha, que um hotel destinado a acolher refugiados, ficasse danificado por um incêndio, e os vizinhos viessem para a rua festejar a tragédia.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

NOTÍCIAS DO CIRCO


Como é que, algures pelo caminho dos últimos anos, perdemos a independência?
Como é que permitimos, todos, povo e governantes, o que se está a passar?
E não me venham com a dívida. A dívida ajuda e muito, mas não é a questão central. A questão central é que ao abdicarmos de soberania, abdicamos também de democracia.
E estamos agora governados por uma burocracia anónima, sem legitimidade eleitoral, que responde aos seus donos e nós não somos donos de nada. Nem sequer de nós próprios. 

José Pacheco Pereira