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sábado, 23 de maio de 2020

ETECETERA


Encontrei estes dois pedacinhos de jornais, um do Público com a  data de 16 de Fevereiro deste ano, outro do Expresso de que não tenho indicação da data de publicação, mas a afirmação de Ana Gomes foi feita à margem da 3ª Conferência sobre Transparência, Corrupção, Boa Governação e Cidadania em Angola, que se realizou em Novembro de 2019, ainda Ana Gomes era eurodeputada.

Não sei quem Alberto João Jardim difamou.

O espírito trauliteiro do ex-autarca deixou imensas imagens de marca.

O que chama a atenção neste título é alguém neste país estar há 26 anos a entupir a Justiça com uma série de habilidades, todas elas, presumo, dentro da lei.

De recurso em recurso o habilidoso madeirense aposta na prescrição.

Chamem-lhe democracia, chamem-lhe justiça portuguesa, chamem-lhe o que quiserem, dêem as voltas que queiram dar, mas isto só tem uma classificação: VERGONHA!


VERGONHA é também, segundo Ana Gomes, não se perceber – porque Ricardo Salgado não está preso e nem sequer sabermos quando começará a ser julgado, se é que isso acontecerá.

Dizem que a justiça tem que seguir os seus caminhos, mas são tão pequeninos os passos que dá!...

1.

Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca reiteram a oposição a "qualquer mutualização de dívida ou aumento significativo do orçamento comunitário". Em suma: recusam o recente plano Merkel/Macron. Alternativa proposta é um veículo de empréstimos e isso da solidariedade europeia é uma miragem cada vez mais longínqua, ou impossível, mesmo.

2.

O mundo não é apenas a tragédia do Corvid-19, as trumpalhadas, as bolsonarices, a recessão que se aproxima a passos larguíssimos.

Pequim irá ter eleições em Setembro, Hong Kong prossegue com as vagas de contestação, o regime chinês decidiu esta semana endurecer as suas leis e avançou com uma lei, que contorna a assembleia legislativa de Hong Kong, e proíbe actos secessionistas, interferência externa e terrorismo. Desde Pequim, Xi Jinping assume o total controlo da situação.

Os tempos não vão ser fáceis na antiga colónia britânica. Martin Lee, fundador do
Partido Democrático de Hong Kong disse: «Estou preparado para morrer, mas nunca me renderei!»

3.

Quase três meses depois, as feiras da Ladra, do Relógio e das Galinheiras vão retomar o seu funcionamento, com um conjunto de novas regras e medidas de segurança para feirantes e clientes, determinou a Câmara Municipal de Lisboa, na sequência da resolução do Conselho de Ministros.

O regresso implica o uso de máscara, distanciamento social e etiqueta respiratória. 


 4.

No dia 26 de Maio assinala-se o centenário do nascimento de Ruben Andresen Leitão, que ficou conhecido como Ruben A.

Ficcionista, dramaturgo, historiador, crítico literário e divulgador cultural, assim dele disse Liberto Cruz.

Reparo que, tendo livros de Ruben A. aqui pela casa, apenas Olhei a Capa do 1º volume de O Mundo à Minha Procura.

Lembro-me que foi uma birra parva. Todas as birras o são.

Comprara os 3 volumes de O Mundo à Minha Procura. Não sei por que artes (não) mágicas o 3º volume desapareceu pelo que coloquei os livros do Ruben A. em tempo de espera, tão de espera, que me esqueci deles.

O facto é que esse volume nunca apareceu.

Agora que a obra de Ruben A. vai ser reeditada, terei que o comprar.

Entretanto darei andamento aos outros livros do autor e (re)começarei  com a Torre da Barbela, um livro delicioso, fantástico, visão pessoal de Ruben A. da evolução de Portugal desde a sua fundação, escrito em forma de romance girando à volta duma torre «aqui estamos em frente da Torre, meus senhores, peço que se descubram e ao mesmo tempo um minuto de silêncio pela alminha dos senhores que lá estão, uma torre triangular, com trinta e dois metros de altura e os degraus contam-se em oitenta e nove, com patamares de descanso. A vista lá de cima é grandiosa.»

Neste breve assinalar talvez não fique desajustado citar a sinopse que a Assírio e Alvim fez da obra:

«Todas as tardes, ao cair do crepúsculo, no momento em que termina a visita dos turistas à Torre da Barbela, edificada por Dom Raymundo da Barbela, com trinta e dois metros de altura e classificada como monumento nacional por ser a única torre triangular da Península, os Barbela ressuscitam, trazendo consigo ódios e amores de outras épocas.
Em volta da Torre transfigurada reúnem-se os parentes modernos e antigos da família, "primos vestidos em séculos diferentes e com bigodes conforme a época". Entre eles contam-se Dom Raymundo, poeta e primo de Dom Afonso Henriques, ao lado de quem combateu contra os leoneses; o Cavaleiro de aventuras, que percorre os montes com Vilancete, grande garrano da Ribeira de Lima, e seguido por Abelardo, o falcão que o auxilia na caça; a linda D. Mafalda, cujo formato dos vestidos copia os modelos de Watteau e Fragonard e se corresponde com Beckford; a princesa Brites, célebre no século XIX; Madeleine, "prima que veio de Paris cheia de cores.» 

5.

Ana Sá Lopes, em editorial no Público, (não lido) escreve que Ana Gomes deve (e vais ser) candidata à Presidência da República e Helena Roseta saúda a eventual candidatura de Ana Gomes à presidência aproveitando para dizer que é importante que haja mais mulheres candidatas ao lugar.

6.

Boas notícias… apesar de tudo…

A partir 1 de Julho, o cinema volta à Cinemateca.

As sessões terão números de lugares limitados e serão repartidas entre a esplanada e uma das salas.

Para mais tarde fica o retomar dos ciclos de cinema que foram interrompidos a 13 de Março.

7.

Manuel Monteiro elevou-se das cinzas e está de volta à política e ao CDS mas já garantiu que não é hipótese para presidenciais. Diz ainda que se perdeu a vergonha e a decência na política, e que o CDS tem mais espaço do que nunca para se afirmar.

 8.

Segundo o Jornal de Notícias duas mil máscaras falsificadas são apreendidas por dia.

Quem pensava que a pandemia iria tornar as pessoas diferentes nos seus procedimentos, faça por esquecer.

9.

Há já veraneantes a reservar toldos de praia para o Verão no Algarve.

10.

Tratar a Corvid-19 com hidroxicloroquina, que Donald Trump diz tomar e aconselhou os norte-americanos a fazerem o mesmo, pode ser prejudicial e até aumentar risco de morte.

11.

Bolsonaro diz que jamais entregará o seu telemóvel  à Justiça.

12.

A obesidade, segundo John Preto, director do Centro Integrado de Obesidade, é um factor de risco no Covd-19, tornando-se uma pandemia muito mais letal do que o próprio vírus.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

DIÁRIO DOS DIAS DIFÍCEIS


As horas em que não sabemos uns dos outros: família, amigos…

O acabar de cada dia é o testemunho de uma profunda e amarga nostalgia.

Há que pontapear as quebras de ânimo, a angústia do guarda-redes, também do pontapeador, no momento do penalty.

Na casa silenciosa lembrei-me de Karen Blixen, do seu livro que deu origem a um filme de Sydney Pollack.

As paisagens africanas do Quénia, as longas panorâmicas, a liberdade livre dos largos espaços.

A última vez que vi o filme numa sala escura, e Out of Africa é daqueles filmes que não suporta o formato televisivo, foi na tarde de 22 de Março de 2006, com a respectiva folha assinada pelo Manuel Cintra Ferreira, que tinha a quase certeza que Pollack poderia ter feito um grande filme em vez de, apenas, um filme bonito.

Quando voltarei à Cinemateca?

«I had a farm in Africa at the foot of the Ngong Mountains.»

Lá pelo meio, Robert Redford, no safari, a lavar o cabelo a Meryl Street, aquele diálogo quando o criado Ndwetti fala do voo que Karen Blixen fizera com Denys:

« — Hoje subiram muito alto. Não vos conseguíamos ver, só ouvíamos o aeroplano zumbir como uma abelha.


Concordei que andáramos a voar muito alto.


- Viram Deus? - perguntou ele.


- Não, Ndwetti – respondi eu. Não vimos Deus.


- Ah, então é porque não subiram o suficiente. Mas digam-me lá: acham que conseguem subir o suficiente no seu aeroplano para ver Deus? - perguntou ele dirigindo-se a Denys.


- Na realidade, não sei - foi a resposta.


- Então - disse Ndwetti - não sei porque é que vocês os dois vão voar.
»

Também o Concerto para Clarinete e Orquestra de Amadeus Wolfang Mozart que fica como a nossa música de hoje:


1.

Use máscara, não use máscara, use luvas, não use luvas.

A comunidade científica não consegue entender que estas contradições são terríveis.

Num tempo trágico como este, precisamos de confiança.

Sinto que não tenho confiança.

Isso provoca o desleixo, o «que se lixe!»

Alivio a figadeira com «o que se lixe!» … mas: o que me pode acontecer?

2.

O que este estupor do vírus tem para nos dizer é que é mito difícil ultrapassar o medo, que, de modo algum, se os povos não estiverem juntos nesta luta, se pode resolver esta tragédia que se abateu sobre o mundo. Importantes são os avanços tecnológicos mas de nada servem se falharmos a solidariedade.

Que ajuda deu a Europa, quando face às primeiras centenas de infectados e de mortos, a Itália entrou em fúnebre delírio?

Nenhuma!

Somos de uma fragilidade assustadora.

Será bom começarmos a olhar para o que alguns países europeus, aproveitando-se da pandemia, querem impor aos seus povos.

A Comissão Europeia lembrou o primeiro-ministro da Hungria, Victor Órban, que os poderes que foram aprovados serão para usar durante a pandemia de covid-19 e que não haja a suspensão da democracia no país.

Em causa está a lei que permite a Orbán governar por decreto, sem necessidade de validação parlamentar e por um período indefinido do Estado de Emergência. Teme-se que o primeiro-ministro húngaro use os novos poderes para apertar ainda mais o controlo à sociedade civil.

Mas a gente como Orbán, o que há a fazer é «lembrar»?

3.

Dez milhões de norte-americanos perderam o seu emprego nas duas últimas semanas.

4.

Durante anos e anos, e anos, ouviram dizer que tinham de cultivar as terras, criar gado, pescar. De repente, passaram a ouvir que iriam receber subsídios para deixar as terras ao abandono, abater os barcos.


Vitor Dias, em O Tempodas Cerejas, citava o Expresso-on Line, e face à constatação do semanário, aproveitava para lembrar um discurso do Miguel Viegas, deputado do PCP no Parlamento Europeu em 2018:

« Apenas três cereais asseguram quase metade das calorias que a Humanidade consome: trigo, arroz e milho. Apesar da sua importância, Portugal é profundamente deficitário. Em apenas três décadas o país perdeu 71% da área cultivada com cereais. No final dos anos 80, a superfície cultivada com cereais ocupava cerca de 900 mil hectares, quase 10% do território nacional. No ano passado, a área circunscrevia-se a 260 mil hectares, ou seja, menos 71%, uma perda de 640 mil hectares. De acordo com especialistas, o fim das ajudas ligadas e a liberalização das Política Agrícola Comum explica uma boa parte deste quadro.
Hoje Portugal tem um dos níveis mais baixos do mundo em matéria de autoaprovisionamento de cereais. Mas se atendermos aos cereais utilizados para a alimentação humana, a situação é ainda mais alarmante com a produção de trigo a garantir apenas 5% das necessidades do país.»

5.

Os negros números:

Itália

14.681 mortes

Espanha

10.395 mortes

Estados Unidos

6.586 mortes

França

5.387 mortes

Grã-Bretanha

3.605 mortes

China

3.318 mortes

Irão

3.309 mortes

Holanda

1.487 mortes

Bélgica

1.011 mortes

Alemanha

1.017 mortes

Portugal

246  mortes

No Mundo

58.773 mortes

6.

«Abril é o mês mais doce, pensou. Tinha a impressão de que escrevera a frase numa das suas novelas, Abril é um mês azul, os lilases, os jacarandás, os lírios. E o mar, que se estendia à sua frente, o mar no qual podiam surgir monstros de olhos verdes. Fechou o livro e pousou-o no muro, estendeu as pernas para o lado das rochas.»

Ana Teresa Pereira, de uma crónica no Público s/d

sexta-feira, 27 de março de 2020

DIÁRIO DOS DIAS DIFÍCEIS


Passaram décadas a encher-nos a cabeça com as maravilhas da Comunidade Europeia.

No fundo sempre soubemos que em tempo algum estiveram unidos, ou a união de plástico apenas buscava lucros e dinheiro e em qualquer tempo de crise que viveram, as velhas divisões vieram sempre à tona: aquelas que balizam países ricos e países pobres.

Esse tal projecto europeu, por causa de um vírus, Covid-19 de seu nome, está à beira de se finar.

Assim o exigem os tais países ricos. O resto é carne para canhão.

A realidade triste e nojenta desta Europa, junta-se a dois tarados que presidem a dois dos maiores países do mundo.

Noutras partes do mundo:

Bolsonaro continua a subestimar os efeitos da pandemia e está convencido que no Brasil não acontecerá o mesmo que em outros países.

«Nada acontece com os brasileiros, não é uma gripezinha que os deita abaixo», diz o fanfarrão presidencial.

Donald Trump continua a dizer que os americanos têm de se deixar de isolamentos e terão que ir trabalhar porque o país precisa.

Os Estados Unidos enfrentam, neste momento, o maior número de infectados do mundo: para cima de cem mil e as entidades garantem que este número aumentará de maneira assustadora.

1.

Naquele seu poema original do medo, Alexandre O’ Neill diz-nos que o medo vai ter tudo, mas mesmo tudo.

É isso que nos está a acontecer.
O medo é este sentimento de impotência que advém face ao Covi-19.

Não se pode evitar, não se sabe o que é, não se sabe (ainda) como se combate.

Para uma Praça de São Pedro vazia de povo, o Papa Francisco rezou missa.

Ouve-se perguntar: «Mas onde está Deus?»

Ainda o poeta:

«O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
a ratos»

2.

Os números negros:

Itália

9 134 mortes

Espanha

4 940 mortes

China 

3 174 mortes 

Irão

2 378  

França

1 995 

Portugal

76 mortes

No Mundo

26.996 mortes

sábado, 25 de maio de 2019

AMANHÃ HÁ ELEIÇÕES


Amanhã há eleições.
Eleições para o Parlamento Europeu.
O tempo que faz é de quase Verão e a abstenção será elevada.
Os portugueses pouco ou nada sabem da Europa, também não querem saber.
Durante a campanha eleitoral discutiu-se tudo, menos a Europa.
Sempre que há eleições e, neste dia a que parvamente chamam de reflexão, recordo sempre aquele texto do Manuel Beça Múrias que foi crónica no semanário O Jornal:

«Este domingo, ao declarar o meu nome de cidadão que o 25 de Abril libertou, vou passar em revista, uma a uma, memórias das noites solitárias de Nambuanagongo, quando as hienas vinham ao arame, ao cheiro do coval fresco no cemitério sempre em crescimento.
Este domingo vou poisar com amor a minha mão no ombro do meu filho Pedro e garantir-lhe que o “Vera Cruz” está na sucata.
Este domingo, sim, este domingo, vou limpar na minha mesa o pó do quadrado onde antes esteve instalado o telefone que ditava as ordens do lápis azul, na voz baça do alferes Cirne.
Mas também, claro, este domingo o meu risco azul num quadrado inesperado, (mais “talvez” do que “sim”, mais “cabeça” que “coração”) não é assinatura reconhecida da minha desistência.
Porque, neste domingo, eu estarei de vigília pelas noites em que as Chaimites saíram à rua e as fardas se puseram, por um instante de História, sempre, sempre ao lado do povo.»

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

TEMPOS DIFÍCEIS


Carta de Óscar Lopes, datada do Porto 15 de Janeiro de 1979, para António José Saraiva:

Estamos a caminhar para uma crise grave, de grande desemprego estrutural. Nenhum especialista acredita a sério na integração no Mercado Comum Europeu, com osmose livre do mercado de trabalho e viabilização das potencialidades portuguesas económicas. O MCE é um pretexto para voltar a nova tentativa de acumulação capitalista, em que as multinacionais levam a aperte de leão. Tempos difíceis que nós, os da Esquerda, encaramos como dizem (ou cantam) os negros da América: We shall overcome. Há uma contradição viva entre o teu nacionalismo histórico- cultural e a tua complacência com o neo-capitalismo. A CIP não tem como pátria Portugal, mas a defesa da taxa de supervalia.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO


Ana Gomes, eurodeputada do PS, com base em contactos que tem efectuado em Bruxelas, diz que «há hipóteses muito sérias» de Mário Centeno vir a assumir a presidência do Eurogrupo e que «isso seria bom para Portugal.»
Deviam estar todos muito quietinhos!

E isso de ser bom para Portugal  é uma treta.
Nunca nos poderemos esquecer de um tal de Durão Barroso  - «sigam o cherne» - que teve, ética e moralmente,  um desempenho miserável e se limitou a engrossar a conta bancária.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO

De Gaulle um dia referiu uma «uma Europa do Atlântico aos Urais.»
Jean-Claude Juncker, ou alguém por ele, fala agora de «uma Europa de Vigo, em Espanha, a Varna, na Bulgária.»
Parafraseando Vergílio Ferreira;

quinta-feira, 2 de março de 2017

NÃO HÁ PACHORRA!


Há coisas que ainda achamos possível ouvir nas conversas de café de bairro, em tempo de qualquer laracha, nunca no Parlamento Europeu.
O eurodeputado polaco Janusz Korwin-Mikke disse na quarta-feira à noite que as mulheres «devem ganhar menos» do que os homens, porque são «mais fracas, pequenas e menos inteligentes».
As declarações surgiram num debate em Bruxelas sobre o problema da desigualdade salarial na Europa e de que forma a União Europeia podia contribuir para solucioná-lo. As estimativas indicam que são precisos 70 anos para as mulheres da Europa conseguirem equilibrar o seu vencimento com o dos homens.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

NOTÍCIAS DO CIRCO


Jeroen Dijsselbloem,  presidente do Eurogrupo, afirmou que está desiludido com a decisão da Comissão Europeia de não aplicar sanções a Portugal e Espanha.

É desapontante que não haja seguimento à conclusão de que Espanha e Portugal não adoptaram acções eficazes para consolidaram os seus orçamentos.

Marcelo Revelo de Sousa presidente, jamais perderá os tiques de comentador dominicall da TVI e o seu opinar sobre todo e qualquer acontecimento faz com que amiúde resvale para o deslize. 

Afirmar. como ontem afirmou que quando os portugueses se unem por causas justas vencem sempre, para além de uma banalidade, Marcelo sabe que grande parte da direita já esfregava as mãos de contentamento face às eventuais sanções com que a Comissão Europeia vinha ameaçando Portugal.

Também os Jeroens Dijsselbloems portugueses ficaram muito desiludidos e a azia nãos larga.

sábado, 16 de julho de 2016

POSTAIS SEM SELO


É uma trágica ironia dizer que o fracasso do golpe de Estado e a confirmação de Erdogan no poder configuram uma vitória da democracia.


Francisco Seixas da Costa

DIAS TRÁGICOS NA TURQUIA


O golpe militar na Turquia regista, até agora, 161 mortos, um número não contabilizado de feridos e 2.800 militares detidos.

O presidente Erdogan já disse que a traição dos golpistas constituiu uma "dádiva de Deus e que vai permitir limpar o Exército. Este levantamento, este movimento, é um grande presente de Deus para nós, porque o exército será limpo.

A chanceler alemã Angela Merkel condenou a tentativa falhada de golpe de Estado contra Erdogan, mas pediu-lhe que trate os golpistas respeitando as regras do Estado de direito.

Erdogan não ouvirá Merkel, nem qualquer líder mundial.

Há nele uma sede insaciável de poder e vingança.

Os próximos dias na Turquia serão trágicos.

Por este caminho nunca a Turquia entrará na Comunidade Europeia.

Se nunca foi fácil, muito menos o será agora.

terça-feira, 12 de julho de 2016

NOTÍCIAS DO CIRCO


Hoje de manhã, quando descemos à rua, ficámos a saber que alguém tratou de nos estragar a euforia com que a cidade recebeu os novos campeões europeus.

O Ecofin decidiu que Portugal e Espanha irão ser alvo de sanções por não terem adoptado medidas eficazes para corrigirem os défices excessivos.

De acordo com um estudo recentemente divulgado pelo Instituto de Investigação Económica alemão Ifo, que procedeu aos seus cálculos com base em dados da Comissão Europeia entre 1999 e 2015, a regra europeia de um défice abaixo dos 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB) já foi violada em 114 ocasiões pelos Estados membros.

Entre as 114 violações da regra, a "campeã" das infracções é a França, que ultrapassou o limiar dos 3% por 11 vezes, seguindo-se Grécia, Portugal e Polónia, todos com 10, Reino Unido (9), Itália (8), Hungria (7), Irlanda e Alemanha (5, em ambos os casos).

Como escreveu Manuel António Pina, em Julho de 2004:


quinta-feira, 2 de junho de 2016

A PERGUNTA


Os refugiados que entretanto deixaram de ocupar a fonte das notícias volatizaram-se para onde?

Ana Cristina Leonardo no Expresso

quinta-feira, 26 de maio de 2016

CENÁRIO DE HORROR



Donald Trump, quando ainda faltam, em próximas primárias, escolher 303 delegados já ultrapassou o número de delegados, garantindo assim a noemação republicana para as presidenciais de 8 de Novembro.

A presidente dos republicanos do Oklahoma confirmou a intenção de apoiara Trump:

Ele tocou uma parte do nosso eleitorado que não gosta do rumo que o nosso país tomou, explicou.

A mensagem antisistema e o estilo desbocado de Trump foi bem recebida pelas bases republicanas, cansadas dos políticos profissionais, concluem os comentadores.

A acreditar nas últimas sondagens, Trump está cada vez mais popular, tendo ultrapassado um atraso de dois dígitos em relação a Hillary Clinton, a provável nomeada democrata, nas presidenciais. Segundo a média dos estudos feita pelo site Real Clear Politics, o milionário e Hillary Clinton estão agora empatados nas intenções de votos, com 43% cada.

Há dias, escassos 30.000 votos permitiram que Alexander van der Bellen, candidato independente apoiado pelos Verdes, conseguisse a eleição para a presidência da Áustria em detrimento do candidato de extrema direita.

A extrema-direita, cada dia que passa, galopa mundo fora, com especial incidência em alguns países europeus.

Entretanto a Comissão Europeia preocupa-se com os dígitos dos orçamentos dos países periféricos, e não só!

Quando um dia acordarem será tarde demais.

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde. (1)

(1)  Texto do pastor protestante Martin Niemoller, também atribuído a Bertolt Brecht.

Legenda: imagem Pinterest 

sábado, 23 de abril de 2016

NOTÍCIAS DO CIRCO




Vitor Constâncio foi um péssimo governador do Banco de Portugal.
Fechou os olhos ao muito do que tem vindo a ocorrer na banca portuguesa.
Deu de frosques para a Comunidade Europeia, onde ocupa o lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu, com ordenado e mordomias sumptuosas, e entende que não tem de dar esclarecimentos sobre a novela Banif engendrada pelo BCE de parceria com Maria Luís Albuquerque.