Mostrar mensagens com a etiqueta Expo 98. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Expo 98. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de maio de 2018

OLHARES


No dia 22 de Maio, abriram-se as portas da Expo 98, a última exposição mundial do século XX.
Caramba! Como é que já passaram 20 anos?  

domingo, 22 de março de 2015

NOVA PONTE JÁ SE VÊ


O Público de 22 de Março de 1995 dava conta que perto de Beirolas já se avistavam os primeiros sinais da futura Ponte Vasco da Gama.
A Ponte Vasco da Gama foi inaugurada a 29 de Março de 1998.


Numa outra página do jornal, a Expo 98 procurava interessados em participar no desenvolvimento do complexo de lazer aquático, termal e lúdico-desportivo.
Expo 98 abriu portas no dia 29 de Março e fechou-as no dia 30 de Setembro.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


Começavam a ser dados os primeiros passos para a limpeza e libertação de espaços com vista aos trabalhos de instalação da Expo 98.
Anúncio publicado no Público de 3 de Dezembro de

sábado, 26 de abril de 2014

NOTÍCIAS DO CIRCO


A venda da concessão do Oceanário é umas medidas do lado da receita previstas no programa de ajustamento orçamental português, que inclui uma redução de despesa de 1400 milhões de euros em 2015. A revelação é feita no relatório da Comissão Europeia sobre a 11ª avaliação ao programa de Portugal.
O documento não esclarece quando e em que moldes poderá ser feita esta concessão do Oceanário, uma das estruturas originais da Expo 98 cuja exploração ainda está em mãos públicas, através da Parque Expo. Esta empresa está na calha para ser extinta desde o início do programa de ajustamento.
Em 2012 o Oceanário teve mais de 900 mil visitantes e registou um resultado líquido de quase 960 mil euros. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

QUOTIDIANOS


A lontra marinha Amália, do Oceanário de Lisboa, morreu, na madrugada desta quinta-feira, no local que a acolheu há 16 anos. Foi vista por mais 17 milhões de pessoas de todo o mundo.

 De acordo com um comunicado divulgado pelo Oceanário de Lisboa, Amália morreu devido à sua idade avançada, tal como aconteceu com a lontra macho Eusébio", em maio de 2010.

Amália, que era proveniente do Alasca, chegou ao Oceanário de Lisboa há 16 anos, já em idade adulta.

Em média, as lontras marinhas podem viver cerca de 20 anos.

O casal de lontras Amália e Eusébio teve várias crias, tendo duas destas, Maré e Micas, com 15 e 12 anos, respectivamente, regressado ao Oceanário de Lisboa em 2010, depois de terem estado no Jardim Zoológico de Roterdão, na Holanda, no âmbito de um programa de conservação.

Dos jornais

Legenda: Imagem do Jornal de Notícias

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

OS ANTECEDENTES DA EXPO 98


No dia 22 de Maio, abriram-se as portas da Expo 98, a última exposição mundial do século XX.

A 30 de Setembro, após uma festa, que durou para além do nascer do sol, acabava a Expo 98.




No dia 22 de Maio, abriram-se as portas da Expo 98, a última exposição mundial do século XX.

A 30 de Setembro, após uma festa, que durou para além do nascer do sol, acabava a Expo 98.





Há quem tenha a opinião de que é demasiado tarde.

Por alturas de 1996, no meio de um ensopado de enguias , em Cacilhas,juntamente com o António Abaladas, surgiu a ideia de tirar fotografias a locais onde iria surgir a Expo.







A ideia completava-se com tirar de fotografias, aos mesmos locais, já depois da abertura da exposição.




Por motivos que agora não lembro, o Abaladas, também não, o projecto não avançou.
As fotografias pós-Expo nunca foram tiradas.





O caderdinho onde foram tomados apontamentos vários, perdeu-se.






A revelação das fotografias pré-Expo não foi famosa e o tempo acabou por aniquilá-las um pouco mais.






Estão aqui algumas dessas fotografias.

A Expo 98 antes de o ser.




.Alguns números, não oficiais, colhidos aqui e ali, sobre a EXPO 98:

Aquando do lançamento do projecto da EXPO 98, foi transmitida a ideia de que “se pagava a si próprio”.




Com rigor ainda não se sabe quanto custou.

Em Julho de 2000, ficava a saber-se que custara 13,6 milhões de contos aos contribuintes.




São 96,6 milhões de diferença entre as receitas realizadas e as previsões que se fizeram. Com 9.700.000 visitantes, ficou a 62 por cento da mais pessimista das previsões.
A justificação encontrada aponta para cálculos errados nos custos de operação.




A construção do Pavilhão de Portugal teve um custo final de 5,3 milhões de contos, com um desvio aproximado de 150 por cento.




A Gare do Oriente calculava-se que custasse cerca de 21 milhões de contos acabou por custar 33 milhões de contos.

O Pavilhão da Realidade Virtual tinha um preço contratado de 723 mil contos acabou  por custar 990.914 contos.

11.114 pessoas estiveram envolvidas na sua construção.




160 países e organizações internacionais estiveram presentes.

4.600 espectáculos, envolvendo 60 mil artistas

Destes espectáculos, 235 decorreram no Palco 1 da Praça SONY.

Em Agosto de 1988, no “JL”, o jornalista Rodrigues da Silva, escreveu:

“… há que temer pelo futuro daquela arquitectura. De pé ficará, mas rodeada urbanisticamente de quê?”

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA


O Conto da Ilha Desconhecida

José Saramago 
Desenhos de Pedro Cabrita Reis
Assírio &Alvim, Outubro 1997

A 27 de Março de 1997, José Saramago escreveu no 5º volume dos seus “Cadernos de Lanzarote”:

“Terminei hoje “O Conto da Ilha Desconhecida, com o que deverá ficar mais ou menos satisfeito (espero bem que sim) o pedido de Simoneta Luz Afonso, que queria que eu lhe escrevesse algo sobre o tema “Mitos”, destinado ao Pavilhão de Portugal da Expo 98, de que ela é a principal responsável… Em “Uma Aventura Inquietante” de José Rodrigues Migueis há um capítulo chamado “Onde Um Leigo Afronta a Ciência, que comecei por conhecer isoladamente, não sei quando nem onde (talvez na revista “Ver e Crer”, com o título “Inocente Entre os Doutores”, e que sempre recordo quando me aparece alguém a convidar-me a fazer algo para que não tenho preparação. Tento desfazer o equívoco, dissuadir quem tanto parece confiar num imaginário ecletismo dos meus dotes. Não foi assim com Simoneta Luz Afonso. Insistiu tanto que não tive outra saída que aceitar um trabalho que me iria dar água pela barba. Levei meses a encontrar uma porta de saída que ao mesmo tempo me servisse de porta de entrada, e finalmente acabei por usar aquela por onde entro e saio todos os dias: a porta da ficção. Destinando-se o conto a publicação em livro, não posso nem devo transcrevê-lo para aqui (seria nada mesmo que concorrência desleal), mas não resisto à tentação de copiar-lhe o primeiro parágrafo, onde logo fica reduzida a cacos a erudita gravidade do Mito:

“Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar à porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, Que rei temos nós, que não atende), é que dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, que não havia maneira de se calar. Então, o primeiro-secretário chamava o segundo-secretário, este chamava o terceiro, que mandava o primeiro-ajudante, que por sua vez mandava o segundo, e assim por aí fora até chegar à mulher da limpeza, a qual, não tendo ninguém em quem mandar, entreabria a porta das petições e perguntava pela frincha, Que é que tu queres. O suplicante dizia ao que vinha, isto é, pedia o que tinha a pedir, depois instalava-se a um canto da porta, à espera de que o requerimento fizesse, de um em um, o caminho ao contrário, até chegar ao rei. Ocupado como sempre estava com os obséquios, o rei demorava a resposta, e já não era pequeno sinal de atenção ao bem-estar e felicidade do seu povo quando resolvia pedir um parecer fundamentado por escrito ao primeiro-secretário, o qual, escusado se ria dizer, passava a encomenda ao segundo-secretário, este ao terceiro, sucessivamente, até chegar outra vez à mulher da limpeza, que despachava sim ou não conforme estivesse de maré.”