No dia 22 de Maio, abriram-se as portas da Expo 98, a última exposição mundial do século XX.
A 30 de Setembro, após uma festa, que durou para além do nascer do sol, acabava a Expo 98.
No dia 22 de Maio, abriram-se as portas da Expo 98, a última exposição mundial do século XX.
A 30 de Setembro, após uma festa, que durou para além do nascer do sol, acabava a Expo 98.
Há quem tenha a opinião de que é demasiado tarde.
Por alturas de 1996, no meio de um ensopado de enguias , em Cacilhas,juntamente com o António Abaladas, surgiu a ideia de tirar fotografias a locais onde iria surgir a Expo.
A ideia completava-se com tirar de fotografias, aos mesmos locais, já depois da abertura da exposição.
Por motivos que agora não lembro, o Abaladas, também não, o projecto não avançou.
As fotografias pós-Expo nunca foram tiradas.
O caderdinho onde foram tomados apontamentos vários, perdeu-se.
A revelação das fotografias pré-Expo não foi famosa e o tempo acabou por aniquilá-las um pouco mais.
Estão aqui algumas dessas fotografias.
A Expo 98 antes de o ser.
.Alguns números, não oficiais, colhidos aqui e ali, sobre a EXPO 98:
Aquando do lançamento do projecto da EXPO 98, foi transmitida a ideia de que “se pagava a si próprio”.
Com rigor ainda não se sabe quanto custou.
Em Julho de 2000, ficava a saber-se que custara 13,6 milhões de contos aos contribuintes.
São 96,6 milhões de diferença entre as receitas realizadas e as previsões que se fizeram. Com 9.700.000 visitantes, ficou a 62 por cento da mais pessimista das previsões.
A justificação encontrada aponta para cálculos errados nos custos de operação.
A construção do Pavilhão de Portugal teve um custo final de 5,3 milhões de contos, com um desvio aproximado de 150 por cento.
A Gare do Oriente calculava-se que custasse cerca de 21 milhões de contos acabou por custar 33 milhões de contos.
O Pavilhão da Realidade Virtual tinha um preço contratado de 723 mil contos acabou por custar 990.914 contos.
11.114 pessoas estiveram envolvidas na sua construção.
160 países e organizações internacionais estiveram presentes.
4.600 espectáculos, envolvendo 60 mil artistas
Destes espectáculos, 235 decorreram no Palco 1 da Praça SONY.
Em Agosto de 1988, no “JL”, o jornalista Rodrigues da Silva, escreveu:
“… há que temer pelo futuro daquela arquitectura. De pé ficará, mas rodeada urbanisticamente de quê?”