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domingo, 26 de maio de 2019

POSTAIS SEM SELO


O viajante que olha para trás corre o sério perigo de que a sua sombra não queira segui-lo.

Nicanor Parra, poeta chileno. Citado por Gonçalo M. Tavares no jornal A Bola.

Legenda: não foi possível identificar o autor/origem da fotografia.

terça-feira, 10 de março de 2015

OLHAR AS CAPAS


Os Dias Loucos do PREC

Adelino Gomes e José Pedro Castanheira
Prefácio: Gonçalo M. Tavares
Coordenação: Paulo Paixão
Concepção gráfica: Alcides Pinto
Editores Expresso-Público, Lisboa Abril de 2006

Os autores têm consciência dos riscos que correram ao tomarem a imprensa da altura como fonte principal (no caso do trabalho do Público quase exclusiva) desta revisitação, As histórias, relatos, opiniões que nela ecoam foram escritas por homens e mulheres que ao mesmo tempo aprendiam a liberdade enquanto profissionais e enquanto cidadãos. Aos constrangimentos e limitações da actividade jornalística – de toda a actividade jornalística, mesmo quando exercida em ambiente de estabilidade social e política – somava-se o clima de agitação, instabilidade e paixão que caracterizaram a época. O que explica presenças excessivas, ausências só assim justificadas e até lacunas de factos.
A tal, nenhum português terá conseguido manter-se alheio. As primeiras páginas da imprensa da época, como o leitor comprovará, mostram que os jornais cederam demasiadas vezes à tentação de adequar a realidade aos desejos e interesses dos que editavam e escreviam. Há, por isso, claros enviesamentos (em várias direcções, aliás, e não poucas contradições nas crónicas jornalísticas do PREC (Processo Revolucionário em Curso).
Este não é, pois, um livro da história, Antes pretende ser um mergulho num capítulo da história de Portugal contado no presente pelos que o vão vivendo e interpretando, ao longo de um período extenso. Tendo essa revisitação como cicerones dois jornalistas, por definição inseridos no palco mediático em análise.

(Da introdução de Adelino Gomes e José Pedro Castanheira).

quarta-feira, 29 de junho de 2011

GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE DA ASSOCIAÇAO PORTUGUESA DE ESCRITORES


O escritor Gonçalo M. Tavares venceu o Grande Prémio de Romance e Novela atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores, em conjunto com o Ministério da Cultura, pela obra "Uma Viagem à Índia",
Gonçalo M. Tavares, com 41, é autor de uma vasta obra, largamente premiada, não só em Portugal, como no estrangeiro.
O Manuel António Pina citava recentemenete uma “boutade” do Jorge Luís Borges que só lia livros com mais de 50 anos, porque o tempo já tinha feito metade do trabalho.
Hoje em dia só mais de reler autores antigos do que ler obras de gente nova. Por nenhum preconceito especial, uma mania, parva mania, como outra qualquer.
A cereteza que eu tenho com os livros que li e passei a Mara é que nunca me desiludem
Entendendo que era um disparate, em tempos, o Mário ofereceu-me  primeiro“A Máquina de Joseph Walser” e depois “Jerusalém”.
ficando com a sensação de que não os soube ler.
Quando há dias, em França,  lhe  atribuíramo o Prix du Meilleur Livre Étranger 2010 (França), para o livro "Aprender a rezar na era da técnica", disse para comigo que este não entender/gostar de Gonçalo M. Tavares era um assunto a rever. Com carácter de urgência.
Está decidido: amanhã desço à “Pó dos Livros” e trego “Viagem à India” debaixo do braço.
Gosto de merecer o ar que respiro.

sábado, 2 de abril de 2011

SARAMAGUEANDO


E qual será o “herdeiro” de Saramago no século XXI? Ainda é cedo para saber, mas Gonçalo M. Tavares perfila-se cada vez mais como o nome mais forte a emergir das novas gerações. Com 29 livros publicados desde 2001, Tavares já atingiu, aos 40 anos, um patamar de consagração que em Portugal só costuma estar ao alcance de escritores muito mais velhos. O próprio Saramago profetizou que o autor de “Jerusalém” virá um dia a ganhar, como ele, o Nobel da Literatura. A publicação recente de “Uma Viagem à India” (um dos livros mais citados nas escolhas pessoais dos críticos do “Expresso”) elevou de vez a fasquia do consenso, com figuras como Vasco Graça Moura e Eduardo Lourenço a louvarem entusiasticamente o talento de GMT. O fenómeno, porém, não é apenas nacional. Neste momento estão em curso 160 traduções das suas obras e “Aprender a Rezar na Era da Técnica”foi escolhido como o melhor livro estrangeiro do ano em França, feito só conseguido até agora por António Lobo Antunes, em 1997.

“Expresso”, 30 de Dezembro de 2010.