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terça-feira, 7 de novembro de 2017

POSTAIS SEM SELO


Mais tarde ou mais cedo temos de pomar partido, de forma a parecermos humanos.

Graham Greene em O Agente Americano

Legenda: John Reed

domingo, 6 de março de 2016

95 ANOS


Assinalam-se, hoje, os 95 anos do Partido Comunista Português.

Graham Greene no seu O Americano Tranquilo:

Mais tarde ou mais cedo seremos forçados a tomar partido. Isto é, se pretendemos continuar a pertencer à raça humana.

Alice Vieira numa entrevista:

Às vezes chateio-me com eles, mas quando vou votar, começo a pensar e a minha mão não vai para mais lado nenhum. Tenho sempre na cabeça uma frase que o Mário Dionísio me disse e que me tocou: “Os erros dos nossos amigos nunca nos hão-de pôr do lado dos nossos inimigos.” Por isso, mesmo que os meus amigos cometam erros, e cometem, e eu esteja em desacordo, chega uma altura em que penso no essencial, largo o acessório e fico com eles.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

POSTAIS SEM SELO


Quando fugimos para o deserto o silêncio grita-nos ao ouvido.

Graham Greene em O Americano Tranquilo

Legenda: não foi possível identificar o autor/origem da fotografia

quinta-feira, 5 de março de 2015

POSTAIS SEM SELO



A nossa vida é mais feita pelos livros que lemos do que pelas pessoas que conhecemos. 

Graham Greene

Legenda: fotografia Espaço Ulmeiro

sábado, 20 de julho de 2013

MEMÓRIAS QUE SE DESFAZEM


Há mortes anunciadas.

Mais tarde, ou mais cedo, sabemos que vão acontecer.


Mais uma livraria vai fechar portas no Chiado.

Em Janeiro do ano passado fechou a Livraria Portugal.

Soube-se, agora, que a Livraria Sá da Costa, na Rua Garrett, que assinalava este ano o centenário da sua fundação, vai fechar as portas na próxima segunda-feira. Foi declarada insolvente pelo Tribunal de Comércio de Lisboa já que uma assembleia de credores rejeitou um plano de viabilização da empresa apresentado a 2 de Julho. Assim sendo foi decretada a liquidação total, que implicará a venda de todo o património da livraria e a extinção da empresa.

Para além de livraria, a Sá da Costa era também uma editora de clássicos.

Foi graças à Sá da Costa que pude adquirir, em 1972, três volumes dos Ensaios de António Sérgio que me faltavam. Acabaria  por comprar todos os ensaios do Sérgio publicados pela Sá da Costa, porque era uma edição muito cuidada, orientada por Castelo Branco Chaves, Vitorino Magalhães Godinho, Rui Grácio, Joel Serrão e organizada por Idalina Sá da Costa e Augusto Abelaira.


Mas quem é que hoje lê António Sérgio?

Quem é que hoje frequenta livrarias?

Num local bonito onde se vendiam livros, passaremos, certamente, a ver um espaço para venda de trapos e bugigangas.

Chamam-lhe globalização, ou lá o que é.

A última vez que estive na Sá da Costa foi, em Outubro do ano passado, no lançamento  do Para Já, Para Já do Vitor Silva Tavares.

E assim, a minha Lisboa vai desaparecendo aos poucos.

Estas coisas doem que se farta.

Poderia ir, hoje, subir o Chiado para tirar o último boneco à Sá da Costa.

Falta-me coragem, o que lhe quiserem chamar.

Escreveu Graham Greene que a nossa vida é mais feita pelos livros que lemos do que pelas pessoas que conhecemos.

Foi em livrarias que comprei a esmagadora maioria dos meus livros.

Livrarias como a Sá da Costa.

Se não sabes despedir-te diz que já voltas.

Legenda: Vitor Silva Tavares, à conversa, na Sá da Costa, por ocasião do lançamento de Para Já, Para Já. Para Já, Para Já