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domingo, 26 de abril de 2020

ANTOLOGIA DO CAIS


Para assinalar os 10 anos do CAIS DO OLHAR, os fins-de-semana estão guardados para lembrar alguns textos que por aqui foram sendo publicados.

ESTES PUBLICITÁRIOS!...

Contam os experts, que deve-se a Fernando Pessoa o slogan para a Coca-Cola:

Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Os intelectuais deram à publicidade um toque único.

Alexandre O’Neill e José Carlos Ary dos Santos, na publicidade, são o exemplo perfeito do direito à diferença.

Pela publicidade dos anos 60 andaram, entre muitos outros, Luís de Sttau Monteiro, Vasco da Costa Marques, Alves Redol, José Cardoso Pires, Alberto Ferreira, Álvaro Guerra, Cipriano Dourado.

Ary, nos anos 60, inventa:

Cerveja Sagres, a sede que se deseja.

Para a Wollmark:

Minha lã, meu amor.

Também:

Knorr é naturalmente melhor.

Para o Grémio Nacional dos Seguradores:

Mais seguro, mais futuro.

Para o Banco Pinto & Sotto Mayor:

Deposite confiança no futuro.

Numa reunião para encontrar um slogan para o Halazon, um spray oral, Ary, durante a mesma, mostrou um perfeito desprendimento,  está em toda a parte menos ali.

Mas quase no final da reunião rabisca num papel:

Halazon, a melhor invenção depois do beijo!

Legenda: cartaz tirado de Ary dos Santos; O Homem, o Poeta, o Publicitário.

Texto publicado em 17 de Outubro de 2015.

quinta-feira, 19 de março de 2020

DIÁRIO DOS DIAS DIFÍCEIS


O tempo de excepção que nos impuseram obriga-nos a ficar em casa.

Apesar de tudo, alguns velhos ainda apareceram na Alameda para as suas jogatanas de sueca.

Amanhã, o olho vivo das autoridades, já não lhes permitirão esse gozo de tempo livre.

Ficarão em casa a ver televisão, provavelmente a implicar com quem lhes está próximo.

Continuo como ontem: a apanhar papéis, pedaços de livros, músicas…

Nesta clausura, lembrei-me de uns versos que Ruy Belo colocou no seu poema Ácidos e Óxidos:

«Não achas que a esplanada é uma pequena pátria
a que somos fieis? Sentamo-nos aqui como quem nasce.»

O resto é uma lindíssima canção do José Afonso para um poema do José Carlos Ary dos Santos.

Uma cidade de outros tempos negros que vivemos e a que conseguimos dar a volta.

Demorou tempo... mas conseguimos!


1.

A fábrica da Mitsubishi Fuso Truck Europe vai suspender a partir de segunda-feira, a produção automóvel no Tramagal, em Abrantes, para prevenir a expansão do Covid-19.

Esta paragem tem a duração de duas semanas e manter-se-á até dia 5 de Abril, disseram aos trabalhadores.

2.

A TAP vai reduzir temporariamente a sua operação, «uma decisão que é tomada após os sucessivos anúncios de restrições, como principal medida de contenção da Covid-19, por parte de vários estados das geografias em que a companhia portuguesa opera», explicou a transportadora, através de comunicado.

3.

Com a grande maioria dos campeonatos europeus em suspenso devido à pandemia de Covid-19, a Bielorrússia apresenta-se como uma excepção.

O presidente Aleksandr Lukashenko deixou as seguintes recomendações:

«É importante lavar as mãos, comer a horas certas. Eu não tenho por hábito beber álcool, mas o vodka não serve só para lavar as mãos. Bebam vodka, uns 100 mililitros por dia deve ser o suficiente para matar o vírus!», começou por explicar.
Façam uma sauna, seca. Os chineses dizem que o vírus morre a 60 graus».

4.

Soube-se hoje que a especulação com produtos necessários à protecção das pessoas: luvas, máscaras, luvas, gel desinfectante e álcool puro, atingiu já a barbárie.

Estabelecimentos venderam um simples frasco de álcool de 250 ml por cinco euros.

Antes do surto custavam perto de um euro

5.

As autoridades italianas actualizaram, hoje, os números relativos ao novo Coronavírus.

Com 3405 vítimas mortais a Itália é, agora, o país com mais mortes registadas.

Antes do balanço desta quinta-feira, a China era o país com mais mortes confirmadas.

A Espanha regista 767 mortes e 17.147 infectados

Portugal regista 4 mortes e 785 infectados.

No Mundo já morreram 9.970 pessoas e 241.021 infectados.

6.

Tragicamente ficámos a saber que o mundo não estava preparado para uma pandemia como esta.

7.

Ler é uma tarefa diária. Podem estar certos que não dói.


Se é uma tarefa quotidiana, não há necessidade de existirem livros para férias,
para fins-de-semana, para dias difíceis.

Não há mesmo.

Mas fiquem-se com esta frase, de um certo optimismo, deixada por  Montesquieu: «Não há desgosto que uma boa hora de leitura não me tenha consulado», enquanto vou à estante buscar a minha velhinha edição de Robinson Crusoé , de Daniel Defoe, da velha Biblioteca dos Rapazes publicada pela Portugália Editora com a narração das estranhas e surpreendentes aventuras de Robinson Crusoé e onde podemos encontrar a provação extrema da solidão.


«Robinson salva a vida a um índio; dá-lhe o nome de sexta-feira.»

8.

Os comentadores e jornalistas de direita realçaram a postura de estado e grandiloquência do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa. 

O melhor de todo o seu tempo de presidência.

Mesmo que lá esteja, bem escarrapachada, esta pérola de nacionalismo salazarento:

«Nascemos antes de muitos outros. Existiremos ainda, quando eles já tiverem deixado de ser o que eram e como eram».

Certa gente pode deixar a aldeia, vir estudar para a grande cidade, dar doutor ou engenheiro, mas a aldeia nunca lhes sai da mente.

9.

Vamos continuar a viver o estado de emergência ontem decretado pelo Presidente da República.

Subsistem as dúvidas se uma situação destas era mesmo necessária.

Amanhã o conselho de ministros vai debruçar-se sobre as medidas, para estes tempos perigosos, de apoio às empresas e aos trabalhadores.

terça-feira, 2 de julho de 2019

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


O trabalhador em trânsito, bem acompanhado, na sua pausa de almoço.
Os camaradas ficaram a tratar da colocação das marmitas, neste tempo, que não consegui saber qual é, mas é antigo, ainda se levava marmita para o trabalho, a aquecer sobre as brasas, ele foi buscar os líquidos e sabe, de sabedoria certa, que, como disse o poeta, a «Cerveja Sagres é uma sede que se deseja».

Legenda: fotografia tirada do álbum «Alfama», texto de Gerrit Komrij, fotografias de Hans Roels e Serge Vermeir.

OLHARES


A Confeitaria Vitória, sita na Rua Dona Estefânia, frente ao busto de Neptuno que para ali foi depois de ter estado na Praça do Chile, Luiz Pacheco dixit, é uma das mais antigas de Lisboa.
Nos anos 60/70 faziam das melhores Broas Castelar que alguma vez comi, hoje não é tanto assim.
Do lado esquerdo de quem entra, tem colocada esta placa que informa os clientes que servem Cerveja Sagres abaixo de 0ºC.
Gosto de Cerveja Sagres.
Um gosto que já vem de muito longe no tempo, cimentado quando José Carlos Ary dos Santos esgalhou aquele lindíssimo e inebriante slogan publicitário - «Cerveja Sagres: a sede que se deseja.»
E muitos anos antes de saber que a Sagres seria o «sponsor» do Glorioso.
Tudo razões fortes para só beber Sagres.
Mas, no fundo no fundo, é mesmo por uma questão de gosto.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

RELACIONADOS


O poema Meu Limão de Amargura faz parte de um dos mais brilhantes trabalhos da discografia portuguesa.

AMÁLIA CANTA POETAS DE LÍNGUA PORTUGUESA NA MÚSICA DE ALAIN OULMAN

Os poetas:
Cecília Meireles
David Mourão-Ferreira
Manuel Alegre
Luís de Camões
António de Sousa
Alexandre O’Neill
Pedro Homem de Melo
José Carlos Ary dos Santos

Música:
Alain Oulman

Gravado nas noites de 7 e 8 de Janeiro de 1969.

Editado em Março de 1970.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

É QUE EU SOU UM GAJO MUITO FRIORENTO


Entramos hoje em mais uma entrevista de Luiz Pacheco que, como as restantes, se encontram antologiadas em O Crocodilo Que Voa.
O enfoque recai na entrevista feita por João Paulo Cotrim e publicada na revista Ler, Verão de 1995.

Na esmagadora da maioria das entrevistas feitas ao Pacheco, lá aparecia a perguntinha de como é que ele se inscrevera no Partido Comunista Português.
As respostas do Pacheco têm variantes mas a base é apenas uma: o funeral do José Carlos Ary dos Santos.

«Pois é, mas eu também só entrei para o partido quando me apareceu uma hérnia. Nessa altura, mandei um recado ao José Casanova: «Psst! Quero entrar para o partido como extrema-unção.» Isto não obriga a nada, nem aqui há uma esperança revolucionária. É porque é giro, um gajo morre e vai lá com a bandeira no caixão. É que eu tinha visto o enterro do Ary dos Santos a subir a Morais Soares, com eles aos gritos – Ary, amigo, o partido está contigo! – e pendei: «Isto é o que me convém, porra! Pagam-me o enterro, pagam-me o caixão e levo a bandeira que me deixa aconchegado. Sabe, é que eu sou um gajo muito friorento.»

terça-feira, 13 de junho de 2017

LISBOA E DESFADOS


Construir a cidade e dá-la a toda gente.
Lisboa é uma cidade que vê com os pés. «andando pensa-se melhor do que sentado», diz o João Botelho
«O que há em Lisboa?» pergunta Bogart na tela da sala escura.
Lisboa de Cesário Verde, «nas nossas ruas, ao anoitecer, há tal soturnidade, há tal melancolia», Lisboa de José Gomes Ferreira, Lisboa do Armindo «decerto esta é a mais bela cidade de todas as cidades do mundo, e hoje toda a cidade me fala de ti», Lisboa de Eugénio de Andrade «alguém diz com lentidão: Lisboa, sabes…». Lisboa de António de Sousa «de mal te conhecer é que eu sofria, cidade clara em tuas sete colinas!», Lisboa «cidade branca» de Tanner. Ou Fernando Assis Pacheco: «se fosse Deus parava o sol sobre Lisboa», Lisboa que «cheira aos cafés do Rossio, cheira a castanha assada se faz frio. A fruta madura quando é Verão». Lisboa de José  Cardoso Pires, «logo a abrir, pareces-me pousada sobre o Tejo como uma cidade de navegar», Lisboa de José Saramago, Lisboa de José Rodrigues Miguéis, Lisboa de Alexandre O’Neill «se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa»,  a «Lisboa menina e moça de Ary dos Santos», Lisboa de tanta e tanta gente, «chamar-te a ti Lisboa camarada e depois eu sei lá enlouquecer», para citar Joaquim Pessoa, lembrar Desfado da Ana Moura e, hoje, por aqui ficar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

ZECA AFONSO, UMA VOZ QUE JÁ NÃO CANTA


Chamada  da 1ª página do Diário de Lisboa de 31 de Dezembro de 1984 para uma entrevista de Ribeiro Cardoso.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

UM LIVRO CONSIDERADO IMORAL


O Diário de Lisboa de 2 de Junho de 1969, noticiava que, nessa mesma tarde, começava, no Plenário Criminal da Boa Hora, o julgamento dos escritores envolvidos na publicação da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e SatíricaNatália Correia, Mário Cesariny de Vasconcelos, Luiz Pacheco e José Carlos Ary dos Santos eram acusados de «abuso de liberdade de imprensa.».

Também figuravam como presumíveis delinquentes, o editor Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro.

Segundo a acusação «algumas das poesias ou parte delas ofendem o pudor geral, a decência, a moralidade pública e os bons costumes.»

Como patronos dos acusados encontravam-se João da Palma Carlos, Vera Jardim, Salgado Zenha e António de Sousa.

Eram inúmeras as testemunhas de defesa.


O julgamento só aconteceria em Março de 1970.

E, segundo o Diário de Lisboa, de 21 de Março, os réus, excepto Francisco Marques Esteves que foi absolvido, foram condenados a 45 dias de prisão substituíveis por multa a 40 escudos diários.

E Luiz Pacheco volta a ser notícia:


«Dado a sua precária situação económica o tribunal dispensou Luiz Pacheco do pagamento da multa diária.»

No final do julgamento, o juiz Fernando António Morgado Filipe, mandou que fossem destruídos todos os exemplares da Antologia da Poesia Erótica e Satírica.

A poesia ofendia o pudor, a decência, a moralidade pública e os bons costumes.

Mas quem assim pensava não se coibia de perseguir, torturar e assassinar cidadãos que lutavam pela Liberdade ou enviar para a guerra colonial a juventude de toda uma geração.

Um Portugal governado por um velho atroz, cercado por serviçais – que não eram assim tão poucos! - verdadeiramente desumanos, incultos e crentes abnegados numa senhora que um dia por Fátima «apareceu» a três pastorinhos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

MÁRIO MONIZ PEREIRA (1921-2016)


Deixou-nos aos 95 anos.
São cada vez mais raras personalidades como Mário Moniz Pereira.
Um dia triste.



Fado Varina
Poema: José Carlos Ary dos Santos
Música: Moniz Pereira
Voz: Ana Moura

quarta-feira, 27 de abril de 2016

AINDA ABRIL




Terão sido estes os primeiros discos comprados pós-25 de Abril.

sábado, 17 de outubro de 2015

ESTES PUBLICITÁRIOS!...


Contam os experts, que deve-se a Fernando Pessoa o slogan para a Coca-Cola:

Primeiro estranha-se, depois entranha-se
.
Os intelectuais deram à publicidade um toque único.

Alexandre O’Neill e José Carlos Ary dos Santos, na publicidade, são o exemplo perfeito do direito à diferença.

Pela publicidade dos anos 60 andaram, entre muitos outros, Luís de Sttau Monteiro, Vasco da Costa Marques, Alves Redol, José Cardoso Pires, Alberto Ferreira, Álvaro Guerra, Cipriano Dourado.

Ary, nos anos 60, inventa:

Cerveja Sagres, a sede que se deseja.

Para a Wollmark:

Minha lã, meu amor.

Também:

Knorr é naturalmente melhor.

Para o Grémio Nacional dos Seguradores:

Mais seguro, mais futuro.

Para o Banco Pinto & Sotto Mayor:

Deposite confiança no futuro.

Numa reunião para encontrar um slogan para o Halazon, um spray oral, Ary, durante a mesma, mostrou um perfeito desprendimento,  está em toda a parte menos ali.

Mas quase no final da reunião rabisca num papel:

Halazon, a melhor invenção depois do beijo!

Legenda: cartaz tirado de Ary dos Santos; O Homem, o Poeta, o Publicitário.

sábado, 11 de abril de 2015

DO QUE SE LHE OFERECER...


O livro Fotos-Grafias de José Carlos Ary dos Santos foi proibido pela Censura.
Este, é o ofício do Comando-Geral da Polícia de Segurança Pública a solicitar aos coronéis da Censura o que se lhe oferecia dizer quanto à venda do livro.

sexta-feira, 13 de março de 2015

OS CROMOS DO BOTECO



Este disco da Tonicha, com poemas de Ary dos Santos e música de Pedro Osório,
foi comprado no Boteco.
Não está nas melhores condições, mas é um documento histórico.

sábado, 31 de janeiro de 2015

COMO UM DEUS


Em Diário de Lisboa, 16 de Janeiro de 1972

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

SÓ É POETA QUEM NASCE


Em A Capital, 22 de Outubro de 1971

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

POSTAIS SEM SELO


Marrar até morrer e dar por isso.

José Carlos Ary dos Santos

Legenda: pintura de Dragan Petrovic Pavle

PORQUE HOJE É DOMINGO


São tantas e tantas as canções bonitas de Ary dos Santos.
A grande dificuldade está na escolha.
Bom domingo!

domingo, 21 de dezembro de 2014

OS SLOGANS PUBLICITÁRIOS DO O'NEILL


Nos tempos da ditadura salazarista, nomes consagrados da intelectualidade, fizeram da publicidade um modo de arredondar os escassos ordenados que usufruíam.

Por lá andaram, entre outros, Alves Redol, Orlando da Costa, Carlos Eurico da Costa, Mário Henrique Leiria, Luís Sttau Monteiro, José Cardoso Pires, Bernardo Santareno, José Carlos Ary dos Santos e Alexandre O’Neill.

Ary dos Santos e O’ Neill terão sido dos mais imaginativos.

Numa entrevista, O’Neill explicou-se:

Ser «copy-writer» é uma actividade engraçada pelo lado da invenção de «slogans», por exemplo. Só é chata quando o cliente não percebe as nossas intenções e acha que está tudo mal. O jeito para o jogo de palavras, trocadilhos, etc., vive comigo há muito tempo e tem-me prejudicado razoavelmente na poesia, embora agora já esteja melhorzinho. Eu descobri a publicidade através do cinema publicitário. Propus uma vez a alguém (por brincadeira, claro) que oferecesse um «slogan» ao Metropolitano de Lisboa. O «slogan» era: «Vá de metro, Satanás!» Esta brincadeira ia-me custando o emprego. Mas também fiz um, a sério, que foi muito conhecido e ainda hoje é usado (que pena não o ter registado!): «Há mar e mar / há ir e voltar.» Os bêbados pegaram logo nele, o que é uma verdadeira consagração: «Há bar e bar / Há ir e voltar…»

Mas naquele tempo, muito poucos estavam preparados para as ousadias, quer de Ary, quer de O’Neill e alguns dos slogans acabaram por ficar no papel.

Alguns slogans de Alexandre O’Neill:

Há mar e mar, há ir e voltar (Para o Instituto de Socorros a Náufragos).

Com colchões Lusospuma não se dá só uma (censurado, aparentemente pelo proprietário da fábrica.)

Bosh é Brom  acabou por ficar Bosh é Bom.

Gazcidla na cozinha é um descanso, virou Gazcidla, o gás da cidade.

Parker preenche em silêncio o seu papel

A Segurança Volta Sempre (Para a Rodoviária Nacional).

Ruy Belo no seu livro de ensaios Na Senda da Poesia destaca um outro slogan de O’Neil:

Estruturalistas de todo o mundo, congregai-vos.

António Alçada Baptista em Pesca à Linha conta que o Há mar há ir e voltar tinha uma outra versão que não foi utilizada: Passe um Verão desafogado.

Alexandre O’Neill votava no Partido Socialista e inventou um slogan, também não utilizado:

Ele não merece, mas vota no PS.

Um poema que pode ser um slogan:

Se acha que a vida não é boa
utilize gás da companhia
o combustível de Lisboa.

Legenda: pintura de Claude Monet