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quinta-feira, 26 de abril de 2018

OLHAR AS CAPAS


Poemas para a Revolução

José Carlos de Vasconcelos
Colecção Universidade do Povo nº 7
Capa: Dorindo de Carvalho
Diabril Editora, Lisboa, Julho de 1975

Acordo na Manhã de Abril

Acordo na manhã de Abril
acordo  na manhã de rosas
acordo e tenho uma face
- é mais do que um filho
É minha pátria que nasce

Acordo e tenho uma face
natural  à nossa medida
tão de terra e tão de povo
- é mais que uma nova vida
É uma vida num mundo novo

Acordo ma manhã de Abril
acordo na manhã de rosas
com a voz livre do meu país
- e berro sofro mordo canto
e choro choro de tão feliz

sexta-feira, 21 de março de 2014

OLHAR AS CAPAS


Corpo de Esperança

José Carlos de Vasconcelos
Cancioneiro Vértice, Coimbra, 1964

Proibir, podem. Ferir, podem também.
Matar, podem ainda.
Seguiremos mais cheios de glória,
e cada proibição será um alento,
cada ferimento uma canção,
cada morte uma vitória.

Proibir, podem. Ferir, podem também.
Matar, podem ainda.
Almas entrelaçadas nas outras almas,
mãos esmagadas nas outras mãos,
seremos donos de todos os povos
e senhores de toadas as estradas.

Proibir, podem. Ferir, podem também.
Matar, podem ainda.
Nenhum coração verdadeiramente
jovem se cerra.
E pelo seu sangue de amor e de terra
A luta continua, a esperança não finda.