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terça-feira, 3 de setembro de 2013
SARAMAGUEANDO
Crónica de José Saramago, a propósito do incêndio do Chiado, publicada no El País e reproduzida pelo Expresso de 3 de Setembro de 1988.
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José Saramago,
Lisboa incêndio
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
O CHIADO DE ABECASIS
Chamada na 1ª página de O Jornal de 2 de Setembro de 1988.
Em causa a polémica obra do presidente Krus Abecasis que terá dificultado o trabalho do bombeiros no ataque ao incêndio do Chiado.
Na reportagem do Diário Popular podia ler-se o desabafo de um bombeiro graduado:
Nero deitou fogo a Roma e Abecasis a Lisboa. Se a merda das esplanadas da Rua do Carmo não tivesse sido lá posta, o material circulante tinha espaço de manobra pelos dois lados e isolávamos o Grandela. Acontece que isso é impossível, como toda a gente sabe. Vocês, nos jornais, denunciaram isso, mas agora é tarde. Não há nada a fazer.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
O INC~ENDIO DO CHIADO
Fotografia da reportagem sobre o incêndio do Chiado, da autoria de Daniel Blaufuks, publicada em O Independente de 26 de Agosto de 1968.
Na fachada das Galerias Novo Figurino podia ler-se: Liquidação Total.
Os Grandes Armazéns do Chiado estavam para ser vendidos a um grupo sueco.
O DIA SEGUINTE
Comunicado do Presidente da Câmara de Lisboa, sobre o incêndio do Chiado e publicado na imprensa do dia seguinte.
(Para uma leitura mais fácil, clicar sobre a imagem).
domingo, 25 de agosto de 2013
UMA RECUPERAÇÃO MUITO LENTA
O Chiado existe.
Não aquele que as minhas pernas percorreram durante anos e
anos.
Sempre foi um momento especial subir-descer-o-Chiado.
Parar na Bertrand,
na Sá da Costa, na Portugal, na Lello, na Discoteca do Carmo, na Universal, na
Melodia, na Valentim de Carvalho.
Olhar a Brasileira
mas preferir beber a bica na Leitaria Garrett, drops da Heller na Jerónimo
Martins, facas na José Alexandre.
Um pavoroso incêndio, faz hoje 25 anos, destruíu esse Chiado.
O fogo da incúria,
da irresponsabilidade do passa-culpas.
Mário-Soares-presidente
a perguntar a Eurico-de-Melo-ministro-da-administração-interna: onde é que estão os meios aéreos, sr.
Ministro, o ministro a culpar as obras que o presidente-da-câmara-Krus-Abecasis
mandara, em 1985, fazer na Rua do Carmo - bancos de jardim, canteiros de árvores e
flores.
Cavaco-Silva-primeiro-ministro,
obrigado a interromper as férias no Algarve, donde saíu de
automóvel-batedotes-da-gnr-à-frente-estridentes-sirenes, às 09,30 tendo chegado, já em tempo
de rescaldo, às 11,00 horas.
Duas mil pessoas que
perderam o seu posto de trabalho.
Prejuízos
incalculáveis.
Krus-Abecasis-eloquente:
Lisboa renasce sempre e voltará a renascer,
a vida continua.
Um desesperado título de A Capital: Nada será como dantes.
Passaram vinte e
cinco anos.
O projecto de
recuperação do Chiado, concebido por Siza Vieira, ainda está por completar.
Muita obra já foi
feita.
Os olhos não se
habituam a olhar o que foi renascendo,
O desabafo de um comerciante:
o negócio era bem melhor antes do
incêndio.
Subir-descer-o-Chiado
deixou de ter aquele perfume de momento especial.
Era quinta-feira, uma
madrugada quente de Agosto, quando o Chiado foi pasto das chamas.
Ainda uma grande
tristeza, uma melancolia incurável.
sábado, 7 de julho de 2012
COISAS EXTINTAS OU EM VIAS DE...
Um velho anúncio dos Grandes Armazéns do Chiado.
Os armazéns ficaram destruídos no trágico incêndio da baixa lisboeta em 25 de Agosto de 1988.
No seu lugar está hoje um Centro Comercial.
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Coisas Extintas Ou Em Vias de...,
Lisboa incêndio
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
LISBOA EM FOGO
A 25 de Agosto de 1988, um pavoroso incêndio destruiu a alma de Lisboa.
Todo o Chiado ardeu: o Grandella, os Armazéns do Chiado, a Perfumaria da Moda o Eduardo Martins, a Casa Batalha, de 1635, o estabelecimento mais antigo do país, a Casa José Alexandre, as Discotecas Melodia e do Carmo a Ferrari, a Pompadour, a Charcutaria Martins e Costa, a Jerónimo Martins, a Valentim de Carvalho, a mais antiga editora discográfica portuguesa, cujos arquivos históricos foram destruídos pelo incêndio.
 Câmara Municipal de Lisboa, presidida por Nuno Abecassis, o governo, chefiado por Cavaco Silva, prometeram a pronta reedificação do Chiado, o arquitecto, Siza Vieira foi encarregado do projecto de recuperação, mas durante mais de dez anos, a mais nobre zona de Lisboa foi um mar de ruínas e desolação.
Diversos obstáculos impediram os trabalhos de recuperação. Os principais problemas foram de ordem jurídica, questões de propriedade e não só. Só a questão relacionada com o Grandella e os Armazéns do Chiado levou anos a ter uma decisão judicial.
O fogo deflagrou, por volta das quatro da madrugada, numa montra dos Armazéns Grandella e foi combatido por todas as corporações de bombeiros de Lisboa, bem como dos arredores, os autotanques do Aeroporto da Portela. Mais de 1600 bombeiros, estiveram envolvidos no combate às chamas.
Para além dos elevadíssimos prejuízos monetários, há a lamentar a destruição de edifícios históricos, muitos deles construídos no tempo pombalino.
Duas pessoas morreram, mais meia centena ficaram feridas, dezenas de desalojados e mais 2000 trabalhadores ficaram desempregados. Muitos deles tiveram dificuldade em encontrar novo posto de trabalho e alguns nunca o conseguiram.
Ladrões, disfarçados de bombeiros, tentaram pilhar lojas devastadas pelo incêndio, mas foram detidos pela Polícia.
A reportagem “Diário Popular” referia as dificuldades encontradas pelos bombeiros na Rua do Carmo, e destacava as palavras de um bombeiro-graduado:
”Nero deitou fogo a Roma e Abecasis a Lisboa. Se a merda das esplanadas da Rua do Carmo não tivesse sido lá posta, o material circulante tinha espaço de manobra pelos dois lados e isolávamos o Grandela. Acontece que isso é impossível, como toda a gente sabe. Vocês, nos jornais, denunciaram isso, mas agora é tarde. Não há nada a fazer.”
Miguel Esteves Cardoso no “Independente”
“Uma catástrofe é mais assustadora quando se compreende que não é um acaso ou um azar. Uma catástrofe é mais violenta quando se compreende que se podia prever e que poderá repetir-se. Quando o presidente da Câmara de Lisboa, com uma grandiloquência deslocada e copiada, disse “A vida continua”, apetece responder que aí está, precisamente o mal. A grande catástrofe é continuar como continuamos, sem cuidar das nossas coisas.”
Desabafo-lamento do vereador Ribeiro Teles:
“Eu é que era o pateta que tinha a mania das catástrofes, não era?”
O Chiado tem, hoje, uma nova cara.
Mas, naturalmente, não voltou ao encanto e “glamour” dos tempos antes do incêndio.
Para muitos, o velho Chiado é apenas memória. Uma boa memória, diga-se.
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