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terça-feira, 12 de novembro de 2019

NOTÍCIAS DO CIRCO


Esta gente devia estar atrás das grades, mas passeia-se por aí e sorri.
O Ministério Público acredita que Manuel Pinho terá favorecido o Grupo Espírito Santo nos investimentos projectados para a Comporta, o sonho lindo de Ricardo Salgado,
Manuel Pinho antes de ir para ministro da Economia do governo de José Sócrates foi administrador do BES. Quando deixou o governo, foi para administrador do BES África, entre 20110 e 2014 e o Ministério Público tem fortes indícios que Manuel Pinho terá continuado a receber do Grupo Espírito Santo.

Legenda: título de 1ª página do Público de 7 de Novembro

sábado, 4 de agosto de 2018

ETECETERA


A passagem de Pedro Santana Lopes sempre deu origem a episódios circenses.

Saio. Não saio.

Mas, preto no branco, já disse que agora é de vez.

Amanhã, em carta, dirá das razões.

A caminho, está a firme intenção de formar um novo partido político.

Marcelo Rebelo de Sousa, de férias nas zonas atingidas pelos incêndios no passado ano, disse às televisões que não se quer imiscuir na vida dos partidos, mas deixa recado de que a oposição não se deve fragmentar.

Entretanto a oposição interna a Rui Rio conhece outros contornos.

Para além do sempre eterno Luís Montenegro, perfila-se agora Pedro Duarte , já foi líder da Juventude Democrata, também director da campanha presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa.

Diz que O PSD tem de mudar de líder e estratégia «tão cedo quanto possível», e declara-se preparado para assumir a liderança partidária.




O país, nestes primeiros dias de Agosto está sob uma vaga de calor infernal.

Lisboa registou hoje temperaturas de 40 e 42 graus A temperatura mais alta este sábado em Portugal registou-se em Alvega, no distrito de Santarém, que chegou aos 46,8 graus.

Entretanto, ao findar da tarde, a Protecção Civil deu conta de três fogos no distrito de Santarém e no local estão 172 homens, 45 viaturas e três aviões.

Pior é a situação do incêndio que, desde sextra-feira, lavra na Serra de Monchique.

Por precaução continua a ser feita a retirada de alguma população para locais mais seguros.

O vento forte e as constantes mudanças de direcção dificultam imenso o trabalho dos 719 operacionais, apoiados por 139 viaturas e sete meios aéreos que estão no terreno.

O DELFIM PINHO

Manuel Pinho, o ex-ministro de José Sócrates foi há dias à Comissão de Economia e. para além de alarvidades e piadas de mau gosto, recusou-se a falar da sua relação com o Grupo Espírito Santo ou de como recebia, em simultâneo, dinheiro de Ricardo de Salgado e do estado.
Luís Marques, no Expresso de 21 de Julho, escreve sobre os «Delfins de Ricardo Salgado»:

A FECHAR

Num curto espaço de tempo, perdemos duas das mais importantes personalidades da nossa intelectualidade: António Arnaut (21 de Maio) e João Semedo (17 de Julho).

Dois políticos como já não vamos tendo, dois defensores do Serviço Nacional de Saúde que tantos querem ver despedaçado.

Dois homens de excepção, dois homens que, nos tristes tempos que vão correndo, nos fazem muita falta. Muita mesmo.

sábado, 2 de junho de 2018

NOTÍCIAS DO CIRCO


Que é feito de Manuel Pinho?
Deixámos de saber.
Os jornais, as televisões, apenas se ocupam da crise que assolou o Sporting.
Horas e horas, dias e dias a falar de futebol.
Ocupassem as televisões tanto tempo a discutir, livros, exposições, filmes, teatro, os nossos problemas concretos, como por exemplo, e para não ir mais longe, a recente despenalização da eutanásia, e outro galo nos cantaria, seríamos bemmenos javardos.
Eu até gosto de futebol, mas isto até nem é futebol...
Porra!, é demais.

Legenda: recorte do Expresso s/d

terça-feira, 8 de maio de 2018

ETECETERA


Para evitar qualquer situação de mal-entendido, digo que sou completamente contra qualquer tipo/género  de assédio sexual.

Mas, percebendo a problemática, gostaria de deixar dito que toda esta gente levou bastante tempo a fazer as denúncias e as revelações que, agora, saltam em cada dia abrangendo as mais variadas gentes. 

Sim, a vida é difícil…

O velho recorte que antecipa este apontamento é de autoria da jornalista Antónia de Sousa e foi publicado no Diário de Notícias há uns bons 30 anos.

Está lá tudo!

Os salários em atraso, os contratos a prazo, a precaridade do emprego tornaram as mulheres mais vulneráveis à chantagem sexual nos locais de trabalho.

Lembram-se da grande crise nas empresas têxteis do Vale do Ave?

E a chantagem, não é muitas vezes exercida pelos patrões, mas por chefes e chefinhos, encarregados e encarregadinhos, que se aproveitam das fragilidades das trabalhadoras para as seduzir.

Há quem resista mas a esmagadora maioria são mulheres que não aparecem em público a denunciar as chantagens.

Por vergonha, por medo.


Voltando ao escândalo que envolve a atribuição do Prémio Nobel da Literatura, referido no último Etecetera, é muito importante ler o artigo de  Ana Sousa Dias, no Diário de Notícias. de sábado.

Começa assim:


Mais uma citação:

E tudo por causa de um rastilho acendido em outubro do ano passado por múltiplas denúncias de que um certo Harvey Weinstein usava e abusava do seu poder de produtor de cinema para conseguir sexo. É uma história do género O Rei Vai Nu. Aquela coisa de"toda a gente sabe mas ninguém fala nisso", como aconteceu com a pedofilia na Igreja Católica ou, por cá, com as histórias escabrosas da Casa Pia, sobre as quais já se percebeu que nunca saberemos nada que se aproxime de verdade.

TEMPOS SOCRÁTICOS

O ganda noia Marques Mendes, na sua prática dominical na SIC, largou, ontem, a ideia de que José Sócrates vai fazer tudo para perturbar a vida ao Partido socialista e embaraçar António Costa. 

«José Sócrates é vingativo» afirmou.

A jornalista Fernanda Câncio, que manteve relação próxima com José Sócrates, em artigo no Diário de Notícias afirma que o ex-primeiro-ministro enganou toda a gente.

E por onde anda Manuel Pinho?

AVISO

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, avisou, em entrevista à Rádio Renascença que pode antecipar as eleições legislativas se o Orçamento:

«É tão fundamental para mim, que uma não aprovação do Orçamento me levaria a pensar duas vezes relativamente àquilo que considero essencial para o país, que é que a legislatura seja cumprida até ao fim».

NÚMEROS DA POBREZA

Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que, em 2017, dois milhões e 399 mil portugueses estavam em risco de pobreza ou exclusão social, ou seja, menos 196 mil pessoas do que no ano anterior.

Do total de pessoas em pobreza ou exclusão social, 18% (431 mil) eram menores de 18 anos, enquanto 18,8% (451 mil) eram pessoas com 65 ou mais anos.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

ETECETERA


O cerco aperta-se em redor do personagem Manuel Pinho:

«A confirmar-se é uma situação incompreensível e lamentável», diz Carlos César.

O líder parlamentar do PS, Carlos César, afirmou que o Partido Socialista «sente-se envergonhado» em relação ao ex-ministro Manuel Pinho, caso sejam confirmadas as suspeitas de que é alvo.

Questionado sobre o caso José Sócrates, Carlos César admite que a vergonha «até é maior», dado tratar-se de um ex-primeiro ministro.

BOB DYLAN

Bob Dylan vai lançar em Maio uma marca de uísques, a "Heaven's Door", num negócio para o qual conseguiu angariar mais de 28 milhões de euros de investidores.
«Este é um grande uísque», afirmou Dylan 
O nome da marca remete para a música Knockin' on heaven's door.


CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS

«A polémica que envolve a actual composição do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos esconde uma realidade: os cargos na gestão do banco público serviram para distribuir lugares de acordo com prioridades que nada têm a ver com os interesses da CGD. Recuámos a 1989, à época da privatização da banca, da criação da União Económica e Monetária e das maiorias absolutas do PSD, com Cavaco Silva como primeiro-ministro. Analisámos os dez mandatos que cobrem o período entre 1989 e 2015 e os números são claros: a passagem de ex-governantes, militantes, dirigentes e gente próxima do PSD, do PS e, a partir de 2004, do CDS tem sido regra na gestão da Caixa.
Mas uma análise caso a caso mostra outra realidade: a promiscuidade alastra-se ao regulador – o Banco de Portugal – e à banca privada. O que têm em comum Vieira Monteiro, Mira Amaral, Carlos Santos Ferreira, Tomás Correia e Jorge Tomé? Todos eles foram presidir a bancos privados depois de saíram da Caixa. Na verdade, os três primeiros ainda estão à frente do Santander Totta, do BIC, e do BCP, respectivamente.
Os conselhos de administração da Caixa Geral de Depósitos foram, ao longo dos últimos anos, território ocupado por gente próxima do poder político e económico, que muitas vezes se confundem. Na verdade, a actual composição dos órgãos sociais da Caixa não mostram qualquer ruptura com este passado, pelo contrário. Paulo Mota Pinto, ex-deputado e dirigente do PSD, preside à Assembleia Geral. Rui Vilar, o primeiro presidente do período que abordamos, é vice-presidente do conselho de administração. O presidente, António Domingues, e metade da comissão executiva vieram directamente do BPI para o banco público»

Lido em Abril, O Outro Lado das Notícias


A FECHAR


Frades... frades... Eu não gosto de frades. Como nós os vimos ainda os dêste século, como nós os entendemos hoje, não gosto dêles, não os quero para nada, moral e socialmente falando.
No ponto de vista artístico, porém, o frade faz muita falta.
Nas cidades, aquelas figuras graves e sérias com os seus hábitos talares, quási todos pitorescos e alguns elegantes, atravessando as multidões de macacos e bonecas de casaquinha esguia e chapelinho de alcatruz que distinguem a peralvilha raça europeia — cortavam a monotonia do ridículo e davam fisionomia à população.
Nos campos o efeito era ainda muito maior: êles caracterizavam a paisagem, poetizavam a situação mais prosaica de monte ou de vale; e tão necessárias, tão obrigadas figuras eram em muitos dêsses quadros, que sem elas o painel não é já o mesmo.


Almeida Garrett em Viagens na Minha Terra

quinta-feira, 3 de maio de 2018

ETECETERA


Há muito que os políticos estão descredibilizados.

Hélas!

Uma série desses ditos, tem feito tudo para que os cidadãos não lhes tenham respeito, neles terem deixado de acreditar.

Por uns – e eles são tantos! – pagam outros.

Sempre assim foi e não há volta a dar.

O último triste exemplo dá pelo nome de Manuel Pinho ex-ministro da economia de um governo de José Sócrates.

Entre outras variantes, Manuel Pinho é suspeito de ter recebido 15 mil euros mensais dessa coisa tenebrosa que dava pelo nome de Grupo Espírito Santo, ao mesmo tempo que recebia o respectivo vencimento ministerial.

A comunicação social estranha que Manuel Pinho ainda não tenha dito nada sobre tão escabroso caso.

Mas dizer o quê?

Que é tudo mentira?

Que não passa de mais uma cabala jornalística?

Manuel Pinho iniciou funções de ministro da Economia em Março de 2005 e, a partir de Outubro do ano seguinte, passou a acumular com as retribuições deste cargo público uma quantia mensal de 14 963,94 euros paga pelo Grupo Espírito Santo. A informação de tais transferências, de um saco azul do GES para uma sociedade offshore de Manuel Pinho no Panamá, acaba de ser incorporada no inquérito-crime onde são investigadas decisões do ex-ministro que custaram ao Estado e valeram à EDP 1,2 mil milhões de euros.

Manuel Pinho acabou por pedir a demissão de ministro quando, na Assembleia da República, num episódio lamentável, desenhou com as mãos, um par de cornos ao deputado comunista Bernardino Soares.

Uma atitude miserável, desprezível que agora talvez se perceba melhor: o homem queria sair da governação, não sabia bem como e resolveu-se pela ordinarice.
Recorde-se que Manuel Pinho foi administrador executivo do Banco Espírito Santo  de 1994 a 2005. Próximo de Ricardo Salgado e membro da Comissão Executiva do BES, era igualmente administrador de outras sociedades do GES até tomar posse como ministro.

«Em 10 de Março de 2005, cessei a minha relação profissional com o BES/GES, uma vez que aceitei o convite para integrar o XVII Governo.»

Terá , agora, que prestar contas.

Mais um processo que terá eventual resolução lá para as calendas gregas.

UMA RAPARIGA DO MEU TEMPO

Françoise Hardy, aos 74 anos, lançou o seu 2º disco, Personne d’Autre
«com a elegância e melancolia habituais», escreveu João Gobern no Diário de Noticias:

Disse em tempos:

«Creio ter chegado ao ponto em que a inspiração não me visita com a frequência indispensável. Teria de acontecer algo de verdadeiramente inesperado, quase insólito, que me levasse a regressar aos estúdios. E também que houvesse um forte sopro de energia, que me permitisse ultrapassar os problemas de saúde que me afligem nestes tempos mais chegados.»

Mas são águas passadas.

Regressa como nunca.

O que levou João Gobern  a desabafar:

«Não há ninguém como Françoise.»

Assino por baixo.


Legenda: o artigo de Pedro Adão e Silva foi publicado no Expresso de 28 de Abril de 2018.