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domingo, 30 de outubro de 2011
FAROL DE SANTA MARTA
Farol de Santa Marta, Cascais.
Mais rochedos, mais toalhas de areia, mais rendas de espuma desfazendo-se na crista das fragas. Ao longe, remata esse recorte da baía o farol de Santa Marta – a torre que se avista do Estoril na ponta extrema de cascais. Uma torre branca cortada por larga lista em azul vivo. Está ali desde 1866, à beira das águas verdes duma pequena enseada bordada de rochedos escuros. Uma restinga entre as ondas, um poiso ideal para morada de poetas.
Maria Archer em Memórias da Linha de Cascais, Parceria A. M. Pereira, Lisboa 1943, edição fac-similad, Câmara Municipal de Cascais, Março 1999.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
OLHAR AS CAPAS
Memórias de Cascais
Branca de Gonta Colaço e Maria Archer
Parceria António Maria Pereira, Lisboa 1943
Edição fac-similada, em Março de 1999, com os apoios da Câmara Municipal de Cascais e da Câmara Municipal de Oeiras.
Leitor amável – tu entras na moderna e simpática estação do Cais do Sodré, compras o teu bilhete, tomas lugar no óptimo comboio eléctrico, e não lanças um olhar aguçado pela curiosidade erudita.
Nem sabes o que perdes! A história dessa linha tem pitoresco, emoção, novidade, vale por um filme dos últimos cinquenta anos. Vamos indicar-te o que não viste na linha de Cascais, vamos dizer-te dela o que não sabes. E depois, quando voltares ao teu fadário de viajante de Estril-Lisboa, Lisboa-Estoril, acharás mais sabor ao desfilar dessa enfiada de povoações garridas, de casario novo em folha, de fortins para soldadinhos de chumbo, de jardins pintalgados de pelargónios, de praias doiradas e deslumbrantes aguarelas marítimas.
O princípio é dizer-te: a linha de Cascais é tão curiosa que começou por não existir…
A RIVIERA PORTUGUESA

Quando o Algarve era praias pequenas e desertas, terra de pescadores, longe da invasão de alemães e ingleses que, pelos anos 60, veio a sofrer chamavam ao Estoril a “Riviera Portuguesa”.
Hoje não sei o que lhe chamam.
Mas em 1943, Maria Archer, e Branca de Gonta Colaço escreveram um livro a que puseram o título de “Memórias da Linha de Cascais”, e chamaram ao Estoril “o fulcro irradiante da Costa do Sol.”
“O areal é pequeno, estreito inclinado, enegrecido por afloramentos de rochas, e dá pouco espaço para o espraiara da onda. A oeste, sob a água, alongam-se agora uns paredões que provocam correntes submarinas e quedas de areia na praia. Assim se conseguiu, nos últimos anos, alargar o areal para os lados do Monte Estoril.
De Verão toda a praia desaparece sob os toldos multicores.
Sobre um degrau de pedra, alto como um homem, cingido à terra, segue uma esplanada de empedrado, estendida do Monte Estoril a São João.
O “restaurant”, o balneário, com música, movimento, alegria, erguem-se na praia. A multidão espairece, Vêem-se fatos de banho janotas, tão despidos quanto o permite a lei, Vêem-se os banhistas do sol que tenteiam as audácias do nudismo, vêem-se os que nadam, os que barquejam, os que namoram, os que se exibem, os que se isolam entre o tumulto.
Uma praia da moda. A quem não encanta, diverte.
O Estoril é o mostruário da alta burguesia lisboeta.
Cada moradia, cada palacete, cada “Chalet”, ali erguidos, têm a etiqueta dum morador ou dum proprietário com situação e nome cotado e classificado no modesto caleidoscópio da vida nacional.”
Legenda: Imagem tirada do “Expresso”, 23.08.2003
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