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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

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Esta novela foi adaptada para o filme que Blake Edwards realizou com o mesmo nome, um amável filme cativante, cheio de humor e «glamour».
«Moon River» canção tema do filme, com música de Henri Mancini, letra de Johnny Mercer, ganhou o Óscar para a melhor canção original.
No calor da noite, a beleza de Audrey Hepburn, cantando «Moon River»,  luas, rios, vagabundos de sonhos Manhattan e o bar do Joe Bell:
«Vou preparar-te uma bebida. Uma coisa nova. Chamam-lhe Anjo Branco» - disse ele misturando maia de vodka e meia de gin, sem vermute.»
Truman Capote, entendia que Marilyn Monroe era a pessoa certa para a personagem de Holy Golightly, uma prostituta solitária e inquieta de Manhattan.
Não digo que Capote não tivesse as suas razões – e como eu gosto de Marilyn! - mas teríamos perdido aquela doçura de uma boneca de luxo chamada Audrey Hepburn.
Um crítico norte-americano escreveu que quase todos aqueles que hoje escrevem devem algo a Truman Capote e o excessivo Norman Mailer considerou-o o escritor mais perfeito da sua geração.


domingo, 5 de agosto de 2018

POSTAIS SEM SELO


Eu não quero dinheiro. Eu só quero ser maravilhosa.

Marilyn Monroe

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

POSTAIS SEM SELO


E alguém escreveu: saber que um livro novo nos espera em casa para ser lido, é dos melhores sentimentos!

Autor desconhecido

Legenda: Marilyn Monroe

sábado, 5 de agosto de 2017

AINDA HÁ ESTRELAS NO CÉU


Há 55 anos morria, segundo Ruy Belo, «a mulher mais bela do mundo.»
A sua morte permanece como uma história muito mal contada.
John Huston disse que foram os filhos da puta dos médicos que a mataram - «eles viciaram-na em pílulas.»
Há quem conclua que os Kennedys estão metidos no desenlace fatal.
Um dia se saberá!!

Legenda: Marilyn fotografia de Eve Arnold, 1960.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

POSTAIS SEM SELO


Todos, homens e mulheres, estamos a morrer a cada momento que passa.

Fala de Marilyn Monroe no filme The Mistifits

terça-feira, 15 de novembro de 2016

LENDO JAMES JOYCE


Uma das muitas fotografias em que Marilyn Monroe aparece a ler livros.
Nesta lè o Ulisses de James Joyce.
- Teve uma morte repentina, pobre sujeito - disse ele.
- A melhor morte disse o senhor Bloom.
Grandes olhos abertos fixaram-se nele.
- Sem sofrimento - disse ele - Um instante e tudo acabou. Como morrer dormindo.

LER NÃO DÓI!


Marilyn lendo um livro ao contrário.

Mera caricatura.

Marilyn não foi a loura burra que durante toda a sua vida, Hollywood vendeu.
Marilyn lia, e muito.

Dizia mesmo que os livros eram a sua melhor companhia para as terríveis, devastadoras noites de insónia.

Após a sua morte, na sua casa foi encontrada uma biblioteca com mais de quinhentas obras e grande parte tinham anotações várias e estavam sublinhados.

Aparecem obras, entre outros, de James Joyce, Tcheckov,  Walt Whitman, Yeats, Beckett, Freud, Benjamin Spock, Graham Greene, William Faulkner, Aragon, Shakespeare, Somerset Maughan, Saint-Exupéry, Edgar Allan Poe, Dostoievsky, Flaubert, Bertrand Russell, Tolstoi, Robert Frost, Roger Vailland.

Gostava de Saul Bellow e Carl Sandburg, e tinha em Truman Capote um dos seus grandes amigos, par além de ter sido casada com Arthur Miller.

Em Librarything pode ser consultada a lista de alguns das obras da biblioteca de Marilyn.

Aas suas fotografias em que está a ler livros, o Ulisses de James Joyce, por exemplo, eram as suas favoritas, mas os jornalistas sempre entenderam que isso era uma mera encenação com vista a fugir à imagem da loura burra.

Enganaram-se.

Nunca a compreenderam.

As coi­sas nunca são o que pare­cem.

Sou uma dançarina que não sabe dançar, deixou escrito

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

POSTAIS SEM SELO


Quando vemos Marilyn no ecrã, não queremos que lhe aconteça nada de mal.

Natalie Wood

Legenda: Marilyn Monroe em Os Inadaptados

sábado, 25 de junho de 2016

POSTAIS SEM SELO


Que bem que lhe fica o Verão, Marilyn!

terça-feira, 21 de junho de 2016

PRETEXTOS DE VERÃO


Jean Peters sorrindo no filme Niagara.

Ao lado uma mesa com livros.

Terão sido lidos?

Qual a razão do sorriso de Jean Peters?

Quem viu o filme, sabe.

Quem não viu, talvez conclua que ela sorri porque alguém diz que lhe vai trazer uma bebida e a seguir pôr a rodar a canção Summer Wind.

O vento de Verão, um vento quente, soprando nos seus cabelos.  

Os que disto sabem, dizem que ninguém a interpreta melhor do que Frank Sinatra.

Aliás, o problema está em que quase todas as canções em que Frank tocou, se tornaram únicas.

Talvez haja aqui um pouco de exagero, mas adiante.

Escolheu-se a versão de  Emmy Rossum, actriz, cantora e compositora, de seu nome completo Emmanuelle Grey Rossun, nascida em Nova Iorque a 12 de Setembro de 1986

Por fim: Niagara, provavelmente, é o único filme de Marilyn em que a Diva não nos surge como o seu ar inocente e ingénuo.

Um ar bem diverso da inocência e ingenuidade, diga-se.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

O COMEÇO DO VERÃO


Deitou os pezinhos eram 22 horas e 34 minutos e está Lua Cheia.


Chega o Verão e dá sempre para recordar Marilyn Monroe em O Pecado Mora ao Lado, obra-prima de Billy Wilder.

Tom Ewell, o vizinho, convida-a para um copo, ela aceita de imediato e diz-lhe que apenas vai buscar a roupa interior que está congelador.

Uma delícia.

Legenda: fotografia tirada do site de Dom Sumo.

terça-feira, 15 de março de 2016

OLHARES


Marilyn Monroe a rockar com o actor Eli Wallach, perante o olhar divertido de Clark Gable.

Fotografia tirada no intervalo das filmagens de Os Inadaptados.

terça-feira, 1 de março de 2016

O QU'É Q"UE VAI NO PIOLHO?


O cinema não é uma paixão inocente. Forma-se através de ideias claras, pois só elas conseguem conduzir a treva a lugar seguro. Chega-se à sua imagem por um caminho de excessos e, se estes são a sua autonomia e independência, também constituem o seu pecado.

João Miguel Fernandes Jorge em O Que Resta Amanhã

Legenda: Marilyn Monroe

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

PONTAPÉ DE SAÍDA


Um pontapé de saída de respeito.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

QUE LHE PARECE?


Antonio Tabucchi, que assina o prefácio da edição francesa de The Fragments, escreve que no interior deste corpo vivia a alma de uma intelectual e poeta de que ninguém tinha um pingo de suspeita.

Na  Autobiografia de Marilyn Monroe, Rafael Reig cita:

Sim, lei muito. Toda a gente está convencida de que sou praticamente analfabeta. A loura burra que eu, aqui entre nós, nem sequer seja totalmente loura. De gve ser por causa das minhas mamas. Como são muito volumosas, devem julgar que tampam metade do livro e que, por isso, não consigo compreender nada do que elio. Não sei, mas a verdade é que leio muito. De tudo, seja o que for: romances, poesia, filosofia, de tudo.
Leio até os folhetos dos medicamentos. Passo as noites quase sempre acordada a ler. A ler ou a flar ao telefone. Também gosto de falar ao telefone. É porque me custa muito a adormecer. Mas, claro, isso está você farto de saber. É por isso que estou aqui. Passei a vida a tentar conciliar o sono. Esse poderia ser um bom epitáfio para a minha sepultura. Mas já escolhi outro. Quero que ponham apenas isto:
«Aqui jazz Marilyn Monroe 95-58-91.»
Que lhe parece?

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


Não gostaria que Agosto findasse sem voltar a falar de Marilyn.

Todos os tempos são bons para se falar da Diva mas há aquele Agosto de 1962, aquele fatídico dia 5 em que se deixou morrer ou, simplesmente, a mataram.

Ainda acalento a esperança de que a verdadeira história se saberá ainda comigo por cá. Não me interessa assim muito, mera curiosidade porque, por óbvio, sei que a mataram.

Páginas primeiras de Marilyn, Últimas Sessões, Michel Schneider trata de nos dizer que fala de uma mulher cheia de vida, de humor, de desejos, tudo menos uma depressiva com tendências suicidas.

Agosto que é o tempo de uma noite de calor tórrido em Nova Iorque.

 Billy Wilder põe Marilyn a representar uma das cenas mais famosas do cinema.

Marilyn pergunta por uma brisa que a refresque e a andar passa pela grade de uma saída de ar do Metropolitano e o sopro que de lá sai levanta-lhe aquele vestido branco.

Uma lufada de ar fresco pode muito bem incendiar o mundo, tal como escreveu Manuel S. Fonseca.

O filme chama-se The Seven Year Itch, que em português se chamou O Pecado Mora ao Lado.

Folheio o livro de Schneider e faço paragem quando ele  vai buscar esse filme para colocar Billy Wilder a falar dos costumados atrasos de Marilyn:

Eu não tinha problemas com a Monroe. Marilyn tinha problemas com a Monroe. Havia nela qualquer coisa que a mordia, que a roía, que a devorava. Era um ser desacertado, à procura de uma parte perdida de si mesma. Como nessa cena de Some Like It Hot, em que, mal acordada e ébria, tinha de abrir todas as gavetas de uma cómoda e dizer: «Mas onde está esta garrafa de whisky?» Tínhamos colado uma etiqueta em cada uma das gavetas, para lhe lembrar a réplica. Não serviu de nada, e à sexagésima terceira tentativa em dois dias para filmar a cena, chamei-a à parte e perguntei: «O que é que não está a corre bem? Não te preocupes vamos conseguir.» Ela respondeu: «Preocupar-me com o quê?» Fizemos oitenta tentativas. Mas, contas feitas, valia a pena. É uma grande actriz. Mais vale Marilyn atrasada do que todas as outras actrizes dessa época. Se eu quisesse alguém que chegasse todos os dias a horas sabendo as réplicas de cor, contratava uma tia velha que tenho em Viena. Levanta-se sempre às cinco da manhã e nunca tem falhas de memória. Mas quem é que quereria vê-la no écran.

George George Cukor, que a dirigiu em Vamo-nos Amar e que não simpatizada nada com Marilyn, chegou a dizer que Marilyn era bastante dotada, que se subestimava., capaz de fazer coisas dificílimas, mas que não tinha confiança alguma em si.

Marilyn dizia-se uma dançarina que não sabe dançar”

Para os atrasos de Marilyn volto ao livro de Scheider:

Desde o início das filmagens, Geoge Cukor contabilizou trinta e nove horas perdidas apara a produção. Chego sempre atrasada. As pessoas imaginam que é por arrogância. É exactamente o contrário. Conheço montes de pessoas que são perfeitamente capazes de chegar a horas mas para não fazerem nada, só ficarem sentadas a contar a vida ou outro monte de burrices, É isso que espera de mim.

Razão tinha Billy Wilder quando lembrava a velha tia que tinha em Viena…  

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

POSTAIS SEM SELO


Não foi Hollywood que a matou. Foram os filhos-da-puta dos médicos. Ela era maluca por pílulas. Eles viciaram-na nas pílulas.

John Huston, citado de Marilyn, Últimas Sessões de Michel Schneider.

NÃO SABER QUEM É


Marilyn Monroe morreu há 53 anos. Tinha 36 anos. Eu 17.
Ainda não nos «conhecíamos».
A notícia vinha escarrapachada na 1ª página de O Século.
O jornal estava numa mesa da Esplanada do Marques na Trafaria.
Sabe-se que Marilyn não escolheu este dia de Agosto para morrer.
A história do suicídio é uma história muito malta contada.
Há uma outra... de que um dia se conhecerão todos os contornos e os nomes...
Michel Schneider em Marilyn, Últimas Sessões:

Toda a gente dizia: Marilyn não sabe quem é. Pouco tempo antes, ela tinha recebido, à porta de casa, uma empregada que viera propor os seus erviços. Marilyn apertou-lhe calorosamente a mão.
- Não consigo acreditar que a senhora é Marilyn Monroe – disse a mulher.
- Nem eu tenho a certeza de quem sou. Suponho que sou Marilyn Monroe, porque toda a gente diz que sou.

terça-feira, 30 de junho de 2015

POSTAIS SEM SELO


A vida é em parte o que nós fazemos dela, e em parte o que é feito pelos amigos que nós escolhemos.


Legenda: Marilyn Monroe

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


O filme é “Some Like it Hot”, de Billy Wil­der. Marilyn cami­nha pela pla­ta­forma da esta­ção de com­boios em direc­ção a Tony Cur­tis e Jack Lem­mon. A visão dela, de frente, abre-lhes os olhos de espanto. Entre­tanto passa e já estão agora a vê-la dou­tra pers­pec­tiva. Quanto mais a câmara fecha no olhar deles, mais aque­les olhos se dila­tam em estar­re­cido assom­bro. Wil­der dá-nos a seguir, em con­tra­campo, o melhor plano ame­ri­cano, se assim lhe posso cha­mar, que já se viu, enqua­drando da cin­tura para baixo a mulher que cami­nha. Vai den­tro de um ves­tido preto que ondula como nunca ondu­lou ves­tido algum. Há uma esplên­dida massa cor­po­ral que balança, oscila e, ó lábil curva, redon­da­mente se salienta.

Per­ce­bendo que a pla­teia já tem a cal­deira a fer­ver, o pró­prio com­boio saúda a graça que passa, sol­tando dois asso­bi­a­dos sopros de vapor que envol­vem, não digo Marilyn, mas uma boa parte de Marilyn, na humi­dade de pouco diá­fana nuvem.


Vi esta cena uma boa cen­tena de vezes. As per­nas de Marilyn, con­tei, dão 12 pas­sos cur­tos, há um pen­du­lar movi­mento de subida e des­cida do corpo, das ancas, uma osci­la­ção este-oeste dos simé­tri­cos “ron­deurs” que rija e ame­a­ça­do­ra­mente esti­cam o ves­tido. O nosso atro­pe­lado olhar chora e ri, agra­de­cendo à Cri­a­ção o gosto lúdico a que se entre­gou quando, che­gada ao fim das cos­tas huma­nas, diva­gou filo­so­fi­ca­mente, sope­sando cada metade da solu­ção nos pra­tos da sua justa balança. Ou não fosse a sime­tria a divina regra de toda a beleza.


Manuel S. Fonseca no Expresso, 5 de Janeiro de 2013