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quarta-feira, 4 de abril de 2018

POSTAIS SEM SELO


Não vos posso prometer que não vos batam, 
Não vos posso prometer que não vos assaltem a casa, 
Não vos posso prometer que não vos magoem um pouco. 
Apesar disso, temos que continuar a lutar pelo que é justo.

Martin Luther King citado por Joana Lopes, no dia em que passam 50 anos sobre o seu assassínio.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

POSTAIS SEM SELO


Quando se recordarem as atrocidades do século XX, vê-se que o pior não foi as malfeitorias dos assassinos, mas o silêncio das boas pessoas.

Martin Luther King

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

EU TENHO UM SONHO


Neste dia, no ano de 1929 nascia Martin Luther King, o homem que tinha um sonho e por esse sonho foi assassinado.

Lentamente, muito lentamente, o sonho desse homem tem percorrido passos muito curtos, é certo, mas passos.

Contra todos os obstáculos e incompreensões.

Disse um dia:

O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.

Mais ainda:

Se um homem não descobriu nada pelo qual morreria, não está pronto para viver.

Este negro, nascido em Atalanta, descobriu e morreu por aquilo em que acreditava.

Talvez tenha esboçado um leve sorriso no dia em que um negro foi eleito Presidente dos Estados Unidos.

Sem Martin Luther King, talvez, esse negro não tivesse transposto as portas da Casa Branca.

Muito caminho percorrido.

Muito mais a percorrer.

No dia 4 de Abril de 1968, em Menphis, Tennessee, mataram o homem não mataram o sonho.

Dois dias depois de ter siso assassinado, Nina Simone, com uma emoção única e devastadora, cantou    em sua memória.

Arrepiante.

sábado, 24 de agosto de 2013

EU TENHO UM SONHO


Há 50 anos um homem disse ao mundo que tinha um sonho.


 Em Washington, perante 250.000 pessoas, proferiu as palavras que ficaram para a História:

Tenho um sonho: que os meus quatro filhos hão-de viver um dia nesta nação sem serem julgados pela cor da pele.

Seria assassinado no dia 8 de Abril de 1968.

Robert Kennedy, ministro da Justiça, disse então:

Cabe-nos agora fazer cumprir os seus sonhos.

Dois meses depois era, também, assassinado.

Em 1 de Dezembro de 1955, uma costureira negra, de seu nome Rosa Parks, acabara e seu dia de trabalho e apanhou o autocarro que a levaria a casa. Sentada num banco viu o autocarro ficar cheio e o condutor mandá-la levantar-se para que desse o lugar a um branco.

Não o fez.

Nesse dia, o  rastilho pegou fogo e o mundo passo a ouvir o vigor do grito que dizia que a cor da pele não é a cor da alma.

Uma longa luta liderada por Martin Luther King, uma luta que ainda não terminou, mas que  já permitiu que um negro fosse eleito Presidente dos Estados Unidos.

Martin Luther King III, que seguiu o exemplo do seu pai na defesa dos direitos civis, pediu hoje, no mesmo local onde há 50 anos o seu pai proferiu o célebre Eu tenho um Sonho para que a luta prossiga com vista a que  esse sonho seja plenamente realizado.

Se cada um de nós fizer a sua pequena parte, nas nossas casas, nas nossas igrejas, nas nossas escolas, nos nossos empregos, nas nossas organizações, se em cada um dos aspectos da vida tentarmos alcançar a causa da liberdade, de certeza que a alcançaremos. Seremos então todos livres. 

Legenda: imagem da manifestação de hoje em Washington.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

SARAMAGUEANDO


Rosa Parks, a mulher que esteve na origem do fim das leis de segregação racial nos Estados Unidos, vai ser a partir de 27 de fevereiro a primeira afro-americana a ter uma estátua no congresso norte-americano.

Os líderes dos dois partidos do Congresso anunciaram que a estátua vai ser inaugurada no final do mês, numa cerimónia que vai decorrer na Salão Nacional das Estátuas do Capitólio.

Um texto de José Saramago sobre Rosa Parks, publicado no 1º volume de O Caderno:

Rosa Parks, não Rosa Banks. Um lamentável desmaio de memória, que não terá sido o primeiro e certamente não vai ser o último, fez-me incorrer num dos piores deslizes que se podem cometer no sempre complexo sistema das relações entre pessoas: dar a alguém um nome que não é o seu. Salvo ao paciente leitor destas despretensiosas linhas, não tenho a quem pedir que me desculpem, mas já basta, para ver-me punido do desacerto, o sentimento de intensa vergonha que de mim se apossou quando, logo depois, me apercebi da gravidade do equívoco. Ainda pensei em deixar correr, mas afastei a tentação, e aqui estou para confessar o erro e prometer que doravante terei o cuidado de verificar tudo, até aquilo de que julgue ter a certeza.Há males que vêm por bem, diz a sabedoria popular, e talvez seja certo. Tenho assim a oportunidade para voltar a Rosa Parks, aquela costureira de 42 anos que, viajando num autocarro em Montgomery, no estado de Alabama, no dia 1 de Dezembro de 1955, se recusou a ceder o seu lugar a uma pessoa de raça branca, como o condutor lhe havia ordenado. Este delito levou-a à prisão sob a acusação de ter perturbado a ordem pública. Há que esclarecer que Rosa Parks ia sentada na parte destinada aos negros, mas, como a secção dos brancos estava completamente ocupada, a pessoa de raça branca quis o seu assento.Em resposta ao encarceramento de Rosa Parks, um pastor baptista relativamente desconhecido nesse tempo, Martin Luther King, dirigiu os protestos contra os autocarros de Montgomery, o que obrigou a autoridade do transporte público a acabar com a prática da segregação racial naqueles veículos. Foi o sinal para desencadear outras manifestações contra a segregação. Em 1956 o caso de Parks chegou finalmente ao Tribunal Supremo dos Estados Unidos, que declarou que a segregação nos transportes era anti-constitucional. Rosa Parks, que já desde 1950 se havia unido à Associação Nacional para o Avanço do Povo de Cor (National Association for the Advancement of Colored People), viu-se convertida em ícone do movimento de direitos civis, para o qual trabalhou durante toda a sua vida. Morreu em 2005. Sem ela, talvez Barack Obama não fosse hoje o presidente dos Estados Unidos.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O SONHO DE LUTHER KING


No dia 28 de Agosto de 1963, nas escadas do Lincoln Memorial, em Washington, Martin Luther Kink dizia ao mundo que os negros tinham um sonho, um sonho que, lentamente, muito lentamente, caminha caminhando para um dia, finalmente, se tornar realidade. 

Eu ainda tenho um sonho.
É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu carácter.
Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos.
Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade.