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sábado, 29 de julho de 2017

NOTÍCIAS DO CIRCO


Quando saem da política, normalmente, dizem que «vão andar por aí.»
Já quase me tinha esquecido do personagem, daquele sorrisinho apatetado, quando soube, pelos jornais, que Miguel Relvas voltou à Lusófona para fazer exames de Direito Administrativo e Teoria das Relações Internacionais. Obteve 13 numa avaliação e 16 noutra.
No Verão do ano passado, o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa declarou nula a licenciatura de Miguel Relvas alegando irregularidades nas cadeiras opcionais de Teorias Políticas Contemporâneas I e II.
Esta gente não tem qualquer noção do ridículo, da desfaçatez, do quer que seja
Sem o «Dr» é que eles não podem viver!...

sábado, 2 de julho de 2016

NOTÍCIAS DO CIRCO


O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa considerou nula a licenciatura atribuída ao ex-ministro Miguel Relvas pela Universidade, o que significa que as irregularidades existentes naquele processo eram tão graves que, em termos jurídicos, a licenciatura nunca chegou a produzir efeito. Em termos práticos, quer dizer que Miguel Relvas perde o grau de licenciado.
Relvas tinha feito a disciplina, Introdução ao Pensamento Contemporâneo, apenas com base na discussão oral de sete artigos, da sua autoria, publicados em jornais, sem qualquer outro exame.

Mas a razão principal está na forma como a universidade atribuiu alguns dos créditos que considerou que Relvas tinha direito depois de analisar o seu currículo profissional. Lê-se na sentença: “Miguel Relvas não reúne o número de créditos suficientes” para completar os 180 necessários à obtenção do grau de licenciado, não podendo a universidade “certificar, como o fez, que este aluno concluiu o curso de licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais com a classificação de 11 valores pela conclusão de seis semestres equivalentes a 180 créditos.

À Lusófona, Relvas apresentou-se com um currículo profissional que incluía ter sido consultor de várias empresas, secretário de Estado no XV Governo, várias vezes deputado na Assembleia da República e presidente da assembleia geral da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários, entre várias outras actividades e cargos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

NOTÍCIAS DO CIRCO


Mas há mais: quando o nome de Sócrates começou a aparecer em todas as trapalhadas, suspeitas, histórias e negócios, do curso às marquises, do Freeport à Cova da Beira, do bizarro contrato com Figo à tentativa de controlar os media, a TVI em particular, usando a PT, quando se conheceram detalhes da iniciativa dos magistrados de Aveiro de processar Sócrates por abuso do poder, somaram-se as declarações em sua defesa de Passos e Miguel Relvas, queixando-se que lhe estava a ser movido um “ataque pessoal”. Este par do PSD protegeu Sócrates quanto pôde das consequências que podia ter o inquérito parlamentar, considerando que não se devia ir mais longe, de novo porque isso seria um “ataque pessoal”. Isto vindo do mesmo homem, Passos Coelho, que há uma semana, referindo-se claramente a Sócrates numa insinuação disse: “Não possuo riqueza acumulada nem tenho em nome de tias, filhos e primos quaisquer bens”
É por isso que eu não aceito o “argumento Sócrates” em 2014 e espero que o “argumento Sócrates” se transforme no “argumento Sócrates-Passos Coelho-Portas”, identificando-se assim a tripla que, desde pelo menos 2008, e até antes, ajudou a destruir Portugal, a destruir a sua economia e finanças, a por em causa a sua independência, a alterar profundamente os equilíbrios entre grupos sociais, a dividir os portugueses atirando-os uns contra os outros e aprovar muitas medidas iníquas, que minaram a boa-fé que deve presidir à actuação do estado em democracia. E que ajudaram a que a democracia portuguesa conheça um crise de representação muito grave.
Sócrates e Passos Coelho não destruíram os mesmos aspectos, não destruíram as mesmas coisas nem da mesma maneira, não actuaram de modo igual, mas deixaram um rastro demolidor de que o país muito dificilmente se vai livrar tão cedo e vai condenar muitos portugueses a passar os últimos anos da sua vida sem esperança nem destino que não seja empobrecer e ficar cada vez pior. Ambos mostraram pouco apreço pela lei e pelo estado de direito, actuando no limite ou para além da legalidade, ambos se rodearam de cortes interessadas e interesseiras com origem nos seus partidos, permeando os lugares de estado com os seus boys, numa exibição de prepotência com base nas suas maiorias absolutas. Um esbanjou sem controlo milhões e milhões em projectos “bandeira” e em “má despesa pública”, outro dividiu os contratos entre os de primeira (PPPs e swaps, tributos aos credores) e os de segunda (reformas e pensões, acordos colectivos de trabalho, compromissos laborais, etc.), criando desequilíbrios que fazem com que os frutos do trabalho e da riqueza sejam hoje pior distribuídos. Ambos permitiram a captura do sistema político pela banca, com os resultados que o caso BES revela em todo o seu esplendor. 

José Pacheco Pereira no Público

sábado, 19 de abril de 2014

NOTÍCIAS DO CIRCO


 Um ano depois de ter abandonado o Governo de Passos Coelho, Miguel Relvas tornou-se num homem de negócios ou num “facilitador de negócios”, como descrevem os amigos.
Amigos estes que, em declarações ao Expresso, levantaram um pouco o véu à ocupação do ex-ministro.
“Se um empresário estiver suspenso de um concurso em Angola ou no Brasil, o Miguel pode falar com um ministro e ajuda”, explico um amigo.
Por seu lado, Miguel Relvas garante ao semanário que não tem ligações ao Estado português: “Não trabalhei nem trabalho com ou para o Estado português”.
O polémico ex-ministro divide o seu tempo em viagens entre Angola, Brasil e Moçambique. É, segundo o Expresso, consultor de negócios, ou seja, o seu trabalho passa por avaliar oportunidades e riscos, credibilizar investidores e cruzar interesses.
Mais do que isto não se sabe, pois não se conhecem os seus clientes. Sabe-se apenas que tem duas empresas sediadas em Lisboa e outra em Moçambique.


Legenda: imagem da RTP.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

NOTÍCIAS DO CIRCO


 Falta de assinatura do ex-ministro para subscrever a lista de Passos Coelho para o Conselho Nacional foi contornada com uma declaração enviada por email
A dúvida instalou-se hoje de manhã no XXXV Congresso do PSD: como é que, estando no Brasil, Miguel Relvas assinou a subscrição da lista de Pedro Passos Coelho ao Conselho Nacional, a qual encabeçou? Segundo informações recolhidas pelo DN, o antigo ministro enviou por email uma declaração escrita, o que foi aceite pelo Conselho de de Jurisdição do PSD, que supervisionou as eleições internas.
A lista liderada por Miguel Relvas ao Conselho Nacional do PSD foi a mais votada com 179 votos, o que corresponde a 18 mandatos, mas seguida de perto da lista da JSD, liderada por Pedro Pimpão, que conseguiu 141 votos e 14 mandatos.
A votação expressou o descontentamento dos congressistas. Apenas 23,4% dos eleitores apoiaram a lista oficial apresentada por Pedro Passos Coelho

Fonte: Diário de Notícias

Legenda: imagem Ritch Stim

domingo, 19 de janeiro de 2014

NOTÍCIAS DO CIRCO


Há semanas com dias em cheio, ou como lhe chamou o Expresso, eufóricos:

Gaspar o ex-ministro das finanças que nos empurrou para o patamar onde , a tudo o custo, tentamos sobreviver,  com o apoio da Merkel vai para o FMI, o ex-ministro da economia, o Álvaro, vai para a OCDE, José Luís Arnaut vai para a Goldman Sachs.

Bagão Félix volta e meia  lembra-nos que melhor do que ser ministro é ser ex-ministro, Pedro Santos Guerreiro atalha melhor do que ser ministro é trabalhar com bancos que trabalham com ministros.

O escritório de advocacia de José Luís Arnaut tem estado em todas as privatizações que o governo tem vindo a despachar: EDP, REN,, ANA, CTT, também a da TAP, que não teve pernas para andar, mas logo se verá.

O governo, depois de chamar nomes feios à Goldman Sachs, acaba de a contratar para assessorar a dívida pública.

De imediato, a Sachs assobia a Arnaut para que ocupe um lugar de topo na empresa, um lugar deixado vago por Mario Monti, ex-primeiro ministro italiano e antigo comissario europeu.

O tio do sr. Edson Athaide dizia que um homem que não se deixa subornar não é de confiança, ao passo que o escritor Eugénio Lisboa, escrevia no último JL que a corrupção em Portugal, tem uma característica distintiva: é totalmente descarada e primária.

Ângela Silva, jornalista do Expresso lembra que Arnaut sabe gerir influências e tirar partido delas e com Nuno Morais Sarmento e Miguel Relvas formou durante anos o núcleo duro do barrosismo. Hoje, curiosamente, todos trocaram a política pelos negócios.

O puto, entre duas colheradas de Nestum: mamã,  quando eu crescer posso ser corrupto?

No limiar do vómito e, porque isto anda tido ligado, socorro-me de um poema de José Miguel Silva cujo título diz tudo: Feios, Porcos e Maus:

Compram aos catorze a primeira gravata
com as cores do partido que melhor os ilude.
Aos quinze fazem por dar nas vistas no congresso
da jota, seguem a caravana das bases, aclamam
ou apupam pelo cenho das chefias, experimentam
o bailinho das federações de estudantes.
Sempre voluntariosos, a postos sempre,
para as tarefas de limpeza após combate.
São os chamados anos de formação. Aí aprendem
a compor o gesto, a interpretar humores,
a mentir honestamente, aí aprendem a leveza
das palavras, a escolher o vinho, a espumar
de sorriso nos dentes, o sim e o não
mais oportunos. Aos vinte já conhecem
pelo faro o carisma de uns, a menos valia
de outros, enquanto prosseguem vagos estudos
de Direito ou de Economia. Começam, depois
disso, a fazer valer o cartão de sócio: estão à vista
os primeiros cargos, há trabalho de sapa pela frente,
é preciso minar, desminar, intrigar, reunir.
Só os piores conseguem ultrapassar esta fase.


Há então quem vá pelos municípios, quem prefira
os organismos públicos — tudo depende do golpe
de vista ou dos patrocínios que se tem ou não.
Aos trinta e dois é bem o momento de começar
a integrar as listas, de preferência em lugar
elegível, pondo sempre a baixeza em cima de tudo.


A partir do Parlamento, tudo pode acontecer:
director de empresa municipal, coordenador de,
assessor de ministro, ministro, comissário ou
director-executivo, embaixador na Provença,
presidente da Caixa, da PT, da PQP e, mais à frente
(jubileu e corolário de solvente carreira),
o golden-share de uma cadeira ao pôr-do-sol.
No final, para os mais obstinados, pode haver
nome de rua (com ou sem estátua) e flores
de panegírico, bombardas, fanfarras de formol.

sábado, 27 de abril de 2013

NOTÍCIAS DO CIRCO


A TODOS OS TÍTULOS lamentável o discurso que o Presidente da República, proferiu no decorrer das comemorações oficiais do 25 de Abril.

Das suas palavras ficámos a saber que, em nome da estabilidade política, escolheu, definitivamente, ficar comprometido com a política do governo.

Tão pouco quer ver que alguns ministros não concordam com as novas medidas que o duo Passos/Gaspar querem impor aos portugueses: mais cortes nos salários dos funcionários públicos, mais cortes nas pensões, além da redução de empregados no Estado.

Arrepiante, desprezível criatura.


O Eça se por aí ainda andasse, deixava-o de rastos...

ISALTINO MORAIS comemorou o 25 de Abril na prisão.

Na quarta-feira bateu, finalmente, com os costados na prisão.

Em cela, eventualmente de luxo, irá (?) cumprir a pena pelos três crimes de fraude fiscal e um crime de branqueamento de capitais, de que , em 2009, foi acusado.

Os advogados de defesa apressaram-se a dizer que a detenção foi ilegal, por considerarem que existem questões pendentes em instâncias superiores.

Estão, neste momento, empoleirados em escadotes, a vasculhar calhamaços para interporem mais um recurso.

Dias antes, à Lusa, Isaltino, dissera: Eu sou um optimista, senão já me tinha suicidado.

Aguardam-se cenas dos próximos capítulos.

A NOMEAÇÂO DE um patarata, para ser cara do Impulso Jovem, constituiu o seu derradeiro acto ministerial.

Relvas descobriu-o no You Tube.

Um trabalho digno de toda a porcaria que, durante dois anos, andou a fazer no governo.

O tal patarata disse, esta semana, que muitos dos que estão desempregados, estão desempregados porque, ponto número um, não querem trabalhar e, ponto número dois, são maus a fazê-lo.

Simplesmente patético!

SECRETÁRIOS DE ESTADO do governo foram substituídos.

As substituições dos secretários de Estado Paulo Braga Lino e Juvenal Silva Peneda ficam a dever-se ao facto de terem autorizado a celebração de negócios altamente especulativos, enquanto dirigentes de empresas de transportes.

A última remodelação a conta-gotas de Passos Coelho envolve episódios rocambolescos que demonstram, uma vez mais, o desespero e a incompetência que grassa entre aquela gente.

No dia 8 de Abril o novo secretário Adjunto da Administração Interna, Fernando Alexandre, escreveu no seu blogue:

Tenho que admitir que este Governo não merece o povo que governa. (…) A decisão do Ministro das Finanças de congelar as despesas mostra que, de facto, ele, embora não viva cá, deve estar de partida para outro lugar. Desejo-lhe boa viagem.

Para secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros entrou o jornalista Francisco Almeida Leite que passou o seu tempo, principalmente no Diário de Notícias, a fazer fretes e a desenhar loas a Pedro Passos Coelho, ainda antes de este ser primeiro-ministro.

A ex-líder do PSD/Açores e antiga presidente da câmara de Ponta Delgada Berta Cabral foi nomeada secretária de Estado da Defesa.

Enquanto candidata do PSD à presidência do Governo dos Açores nas regionais de Outubro passado, Berta Cabral, disse cobras e lagartos da governação de Pedro Passos Coelho, chegando ao ponto de dizer que a sua ida aos Açores, durante a campanha eleitoral, não era bem vista pelos açorianos.

José Pacheco Pereira escreveu no Abrupto:

Entrar num governo, seja como governante ou assessor,  uns dias depois de insultar os seus responsáveis políticos com nomes feios, de pedir a sua demissão, de os mandar ir para outro lado, de proferir aquelas frases taxativas e sem nuances que só se podem escrever quando se está disposto a tirar daí consequências, ou seja, a perder alguma coisa por as dizer, é-me de todo incompreensível. Faz-me vergonha pelos outros, pelo débil carácter que revelam, mesmo que esse estilo seja o pão nosso da cada dia nos blogues, agora percebendo-se que não são muito para levar a sério. Basta o aceno de um lugar, de uma carreira, de uma importância, de um panache e lá vai a vergonha toda, a honra e o carácter pelo caminho.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

OBVIAMENTE...


… demitiu-se…

Tarde demais, mas aconteceu.

Há umas semanas atrás, a historiadora Maria de Fátima Bonifácio, numa entrevista ao Público, dizia:

Espanta-me que Passos Coelho não se dê conta a que ponto é a que conservação de Miguel Relvas no Governo corrói a imagem dele e o descredibiliza. Ou então tem e nós temos o direito de pensar que ele lhe deve favores de tal ordem que não pode correr com ele. E isso é outra maneira de minar completamente a sai imagem. É um dos maiores erros políticos de Passos Coelho. É incrível como aquele sempre-em-pé do Miguel Relvas ainda está no Governo. Até é ofensivo, ter um governo com Miguel Relvas.

E foi isso que Relvas, do fundo do cínico-sorriso.com-que-nos-encharcou-os-dias, deixou bem vincado: os cinco anos em que percorreu o país a trabalhar, sem descanso, para dar o poder a Pedro Passos Coelho.

E não se inibiu de bolsar que a História o julgará.

Relvas não sabe que a História não julga vómitos.

Os vómitos têm a sanita como destino e o imediato puxar do autoclismo.

Pessoas como Relvas não merecem o nosso ódio, nem o nosso combate.

Tão só o nosso desprezo.

O nosso contentamento, com a demissão do Relvas, só não é maior porque a demissão colectiva do governo não aconteceu.

Por enquanto…

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

À LUPA


Se a pessoa Relvas não percebe que não pode continuar ministro, que ao menos jornalistas e órgãos de comunicação social evidenciem não lhe reconhecer dignidade para tutelar o sector.
Fernanda Câncio, Diário de Notícias
Legenda: imagem do Diário de Notícias.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

UM ETERNO CARNAVAL!...


Patético ter um Relvas no governo declarar, sem ponta de vergonha na cara, que os portugueses montaram uma cabala contra o secretário de Estado do Empreendorismo, Franquelim Alves, um honesto e competente senhor, que passou pelo BPN, viu o que viu, que até era gravíssimo, mas assobiou para o lado, esperando que os dias do arco-íris trouxessem melhorias.

Patético é saber que o governo apesar, dos brutais sacrifícios que impôs aos portugueses, não ter acertado numa única previsão, numa única conta e dizer que há que nos sacrificarmos mais, exactamente no ponto em que o número de  famílias que deixaram de conseguir pagar empréstimos aos bancos voltou a aumentar nos últimos três meses de 2012, que o crédito mal parado excede os 5 mil milhões de euros em dívidas aos bancos, e que no final de 2012, o desemprego subiu para 16,9% e admite-se que, no decorrer do presente ano, chegará aos 17%, ou talvez mais...

Patético é ter um governo que não investiga, nem persegue a corrupção de políticos, banqueiros, autarcas, ex-membros de governos, ex-deputados, presidentes de clubes de futebol, advogados, uma lista variada e infindável de gentes, mas que tem um secretário de estado, dos sssuntos fiscais, Paulo Núncio nome de pia, que manda perseguir qualquer desgraçado que beba um café, beba uma água e não exija a respectiva factura.

Que nos resta?

Pouco… ,muito pouco mesmo…

Talvez por isso é gratificante ler a crónica de Ferreira Fernandes, hoje, no Diário de Notícias:

Quando saí do café, o homem, engravatado e educado, abordou-me: "Boa tarde, sou da AT, Autoridade Tributária e Aduaneira..." Eu, que nisto de diálogos com as autoridades tenho muito ano, desviei a conversa: "O senhor desculpe-me, mas como é que AT quer dizer Autoridade Tributária e Aduaneira?" Mas ele, também com muito ano, não atou nem desatou: "Mostre-me a fatura, por favor." E eu: "Fatura, não tenho." Ele: "Mas tem de ter, tomou café." Eu: "Não tomei, não." Ele, que a sabe toda: "O senhor entrou no café e como consumidor final tem de pedir fatura." Eu: "Mas qual consumidor? E final? De onde é que me conhece para me chamar consumidor final?! Entrei no café para aquecer." Ele: "O senhor está a obtemperar..." Eu sabia, ponham uma autoridade tributária a fazer de gnr e ele fica logo a falar como um gnr... Fugi para a frente: "Exijo uma lavagem ao estômago para ver se há cafeína." Olhei para o interior do café e vi as saquetas de publicidade: "E tem de ser Delta! Porque ainda devo ter resíduos do Nespresso que tomei em casa..." O tributário hesitou, guardou o papelinho da contraordenação (é o que eu dizia, é assim que eles chamam à multa) e mandou-me seguir. Fiquei a vê-lo a caçar outro cliente. Este estava tramado, ainda mastigava o croissant... Dali até à esquina, fui pelo passeio sempre a fazer sinais de luzes aos consumidores finais que iam em sentido contrário.

Como gratificante é ler um controverso Francisco José Viegas, ex-secretário de estado da Cultura, mandar, no seu blogue A Origem das Espécies, o secretário Paulo Núncio levar no cú:

Caro Paulo Núncio: queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar «fiscalizar-me» à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência. Ele, pobre funcionário, não tem culpa nenhuma; mas se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a C. N. de Proteção de Dados já deu o aval, depois que pague pela informação a quem quiser dá-la.

No Verão de 1995, João Pedro Cotrim, para a revista Ler, entrevistou Luiz Pacheco e perguntou-lhe:

- Mensagem para as novas gerações?

- PUTA QUE OS PARIU!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

À LUPA



Relvas é um subproduto de telenovela.

Clara Pinto Correia, Expresso.

Legenda: imagem de O Inimigo Público.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

À LUPA


No momento em que escrevo, Miguel Relvas ainda não se demitiu. Talvez no lapso de tempo que decorre entre a escrita deste texto e a sua publicação, ocorram outros lapsos que o obriguem a demitir-se. Mas não parece provável. Nem, devo dizer, necessário. Um número relativamente alargado de pessoas exige uma demissão, ignorando que já houve várias. Ricardo Alexandre deixou de ser director-adjunto da RDP, Maria José Oliveira deixou de ser jornalista do Público e Fernando Santos Neves deixou de ser reitor da Lusófona do Porto. Quase todos os envolvidos nestes casos abandonaram as suas funções, menos Relvas. A troika bem avisou que um dos problemas mais graves do País era a dificuldade de despedir gente na função pública. Agora é possível apostar, na internet, no momento que Relvas escolherá para se demitir. É dinheiro deitado à rua. O mais provável é que todo o povo português se demita antes de Miguel Relvas.

Ricardo Araújo Pereira na Visão.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

DESDE TOMAR, O TELEMÓVEL DO RELVAS...


Educadinho que sou, limito-me a transcrever parte do estudo da Visão de hoje.

Cada um, que pense o que muito bem entender:

Miguel Relvas teve, durante 10 anos, e enquanto presidente da assembleia municipal de Tomar, telemóvel e chamadas pagas pela Câmara. Sem limites.

Para se ter uma ideia das despesas, a VISÃO procurou exemplos nas duas maiores câmaras do País. Em 2006, ano em que Relvas gastou ao município de Tomar quase 4 mil euros em chamadas, a autarquia de Lisboa, então presidida por Carmona Rodrigues (PSD), estabelecera 85 euros como plafond máximo para os seus autarcas e funcionários. Acima disso, pagavam os próprios. Os dados do município do Porto são mais atuais: Valente de Oliveira, presidente da assembleia municipal, tem direito a telemóvel, mas prescindiu dele. Se o usasse, teria direito a um plafond máximo de 135 euros. A última fatura de Relvas em Tomar é de 27 de junho do ano passado, seis dias após tomar posse no Governo PSD/CDS. O valor acumulado nesse período ultrapassava 1200 euros. Segundo dados do próprio executivo camarário de Tomar, a dívida global da autarquia é hoje de 39 milhões de euros, 22 milhões dos quais à banca. O ministro não esteve disponível para falar à VISÃO sobre os temas que constituem a reportagem da edição desta semana.

TELEMÓVEL MIGUEL RELVAS (GASTOS ANUAIS)

•Ano 2002 - 1 598,50€
•Ano 2003 - 934,40€
•Ano 2004 - 947,79€
•Ano 2005 - 559,49€
•Ano 2006 - 3 896,03€
•Ano 2007 - 5 623,32€
•Ano 2008 - 4 858,29€
•Ano 2009 - 7 444,46€ (ano de eleições europeias, legislativas e autárquicas)
•Ano 2010 - 3 391,55€
•Ano 2011- 1 251,03€ (até o dia 27 de junho de 2011; as eleições legislativas que deram a vitória ao PSD realizaram-se a 5 de junho e o Governo tomou posse a 21; Posteriormente o número do telemóvel foi cedido à Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros.)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

OH RELVAS!...OH RELVAS!...


O Relvas ministro não se demite.
Também ninguém o demite.
Entretanto, Maria José Oliveira, maltratada pelo Relvas, e pela directora do Público, há semanas, demitiu-se do jornal.
Hoje o Diário de Notícias revela que Fernando Santos Neves, o professor da Lusófona que concedeu a Miguel Relvas 160 dos 180 créditos de que precisava para obter a licenciatura em Ciência Política, demitiu-se do cargo de reitor da Universidade no Porto.
Relvas só teve de completar quatro cadeiras - as restantes foram-lhe atribuídas por valorização do seu currículo profissional e político - e foi na que lhe lecionou Santos Neves, Introdução ao Pensamento Contemporâneo, que obteve a nota mais alta: 18 valores.
Isto vai tudo acabar muito mal!...

sábado, 7 de julho de 2012

DOUTORES E PROMISCUIDADES



O DR é o Relvas, o promiscuo é o Arnaut.
Assim vamos nós...
O titulo referente ao curso relampago do Relvas, pertence ao Público, o comentário referente à promiscuidade de Arnaut, é de Fernando Madrinha no Expresso.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

DOUTORES E ENGENHEIROS


As sagas do Relvas ministro não param. Cada cavadela, cada minhoca.

Se houvesse uma rigorosa investigação sobre os cursos da politicada do reino, certamente, surgiriam muitas surpresas.

Não se limitam a ser gente, todos querem que lhes chame doutores ou engenheiros.

Na volta formam-se em corrupção.

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas fez em apenas um ano uma licenciatura que tem um plano de estudos de 36 cadeiras, distribuídas por três anos. Requereu a admissão à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias em Setembro de 2006 e concluiu a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Outubro de 2007.

Com o seu habitual sorriso, Relvas, explica:

 Fiz os exames que me foram exigidos.

Uma interrogação legítima:

Que lhe exigiram, ou que ele impôs?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

JANELA DO DIA

1.

No Jornal de Notícias pode ler-se que os 19 bancos alimentares existentes no País apoiam 2110 instituições que no ano passado ajudaram 337.500 pessoas.

Ou seja: mais de 3% da população portuguesa recebe ajuda do Banco Alimentar.

2.

As coisas quando cheiram mal devem ser abandonadas.

O caso Relvas está nesse ponto.

 Tão cedo não nos iremos ver livres daquele sorriso idiota.

Não se demitiu, nem ninguém o demite.

Porque alguém tem sempre de pagar qualquer coisinha, soube-se, hoje, que um adjunto do Relvas  pediu a demissão.

Questionado sobre a demissão do seu adjunto, declarou:

Não falo!

O Público revelou hoje o que o Relvas, sobre a vida privada da jornalista Maria José Oliveira queria colocar na praça pública: a autora da notícia vive com um homem de um partido da oposição,

3.

O Pingo Doce abordou ao longo das últimas semanas diversos produtores nacionais com o objetivo de aumentar entre 2 a 3,5% das suas margens de lucro a partir de Maio.

A denúncia partiu do presidente da Centromarca - Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, que não tem dúvidas de que se trata de uma consequência das campanhas do 1º de Maio e das que se lhe seguiram.

Ninguém do Grupo Jerónimo Martins quis comentar.

Alguém pensa que esta gente dá alguma coisa a alguém?

E ainda vêm para a televisão arrotar postas de pescada!...