sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

ELE ANDA POR AÍ...HÁ-DE CHEGAR!...


Quando acordou, disposto a continuar a (des)governar o País, Pedro Passos Coelho ficou a saber que durante a noite das eleições,  António Costa mostrou-se, apesar de vencido, disposto a formar governo.

Jerónimo de Sousa acrescentou que o Partido Socialista «só não será governo se não quiser».

Aconteceu, então, um governo.

Paulo Portas, torcendo-se todo de humor e raiva, chamou-lhe «geringonça».

Cavalgava a geringonça pelos campos fora e Pedro Passos Coelho apressou-se a dizer que «o diabo há-de chegar».

Não apareceu, perdendo por falta de comparência.

Até porque, segundo dizem, o diabo não existe.

Deus também não.

São ambos construções do homem.

Dizem também.

Mas soube-se, agora, que Luís Montenegro, Paulo Rangel, Miguel Pinto da Luz,  mais uns quantos, anseiam para que Pedro Passos Coelho regresse à política e venha salvar a Pátria do Covid-19, do António Costa.

Eles vão rezando e fazendo figas para que esse regresso aconteça.

4 comentários:

  1. Perdeu foi o cabelo pelo caminho, Sammy. :)

    A direita sempre precisou mais de um "paizinho" que a esquerda (de Salazar a Cavaco, venha o diabo e escolha).

    De vez enquanto lá ficam "órfãos"... mas detestam padrastos como o Rio. :)

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  2. Perdeu o cabelo e, acima de tudo, a vergonha... se é que ele saiba o que isso é...
    Se o governo de centro-esquerda tivesse ministros de outro gabarito político, e não só, aquela gente teria mais dificuldades em subir ao poleiro. A ministra da cultura, da agricultura, o ministro da administração interna, não lembram ao careca, como diria o professor Marcelo nas conversas em família que aos domingos tinha na TVI.
    E, caro Luís, gostei da frase que mete órfãos e o padrasto Rio.

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  3. Sim, Seve, são sinistros.
    E não aparecem só em trio porque aquilo são diversas orquestras...
    Se há uns anos atrás não surgisse a geringonça, estaríamos em muito pior situação de que a que vivemos, que não é nada brilhante e nem tudo é por causa da pandemia.
    Nunca tive o dom de acreditar em milagres, e agora que o Fevereiro, o mais ignorado dos meses, como diz a Patti Smith está prestes a partir, apenas me resta, o que faço sempre há já uns largos anos, esperar pela chegada da Primavera, que chega, mas nunca ao meu gosto.

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