Ser «craque da bola»
é o sonho de muitos jovens e das suas famílias, que nisso investem tempo e
dinheiro. Mas poucos se tornam profissionais e só uma ínfima parte chega aos
grandes clubes e às seleções.
Com base em entrevistas a treinadores, psicólogos, jornalistas e jogadores que
são ou foram promessas do futebol português, este livro demonstra que talento e
esforço não bastam para singrar. Há que ter a atitude certa. E a sorte é
fundamental.
Ao longo de 112
páginas, o autor cruza dados estatísticos, entrevistas a treinadores, psicólogos,
jornalistas e futebolistas para analisar os fatores que influenciam o sucesso
ou o insucesso de milhares de jovens que procuram chegar ao futebol
profissional.
Acontece que no
domingo fui ver o jogo de um dos meus netos, joga futebol de salão nos Reguilas
de Tires, e o jogo era em Marvila.
As claques daqueles
miúdos são os pais, as mães dos jogadores e algures não entendem que aquilo é
um passar de tempo, um divertimento, e não uma luta, a roçar o palavreado
violento, e provavelmente sonham que o filho poderá ser um Cristiano Ronaldo
Não é bonito, é mesmo
muito feio.
Este livro de Rui Passos Rocha tenta mostrar as razões que por cada Eusébio, Ronaldo ou Vitinha, muitos
jovens talentosos e tidos como futuras estrelas acabam em ligas amadoras ou no
desemprego. Ser «craque da bola» é o sonho de muitos jovens e das suas
famílias, que nisso investem tempo e dinheiro. Mas poucos se tornam
profissionais e só uma ínfima parte chega aos grandes clubes e às seleções. Com
base em entrevistas a treinadores, psicólogos, jornalistas e jogadores que são
ou foram promessas do futebol português, este livro demonstra que talento e
esforço não bastam para singrar.
Um amigo pintor,
numa noite de bebedeira, contou ao escritor Manuel da Fonseca, que “quando
chega domingo não há nada melhor do que ir para o futebol”.
Antes e depois de
Abril, o futebol foi sempre uma arma utilizada pelos políticos para distrair a
atenção popular, para a dividir, para lhe baixar o nível de exigência, aos
políticos juntam-se os jornais, as televisões.
Durante os últimos
dias, os 4 canais televisivos, por cabo, estiveram longas e longas e longas
horas a discutirem a saída do treinador Mourinho do Benfica para o Real Madrid.
Gastariam todas
essas horas – e não seriam necessárias tantas – a falarem de um livro, de um
filme, de uma peça de teatro, de uma exposição?
Não!
Quando ouvem falar
de cultura, fogem pela direita baixa.
O futebol é um espectáculo, não pode ser um mundo à parte, ou um espelho que reflicta a nossa mediocridade.
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