terça-feira, 9 de junho de 2026

O OUTRO LADO DAS CAPAS


Ser «craque da bola» é o sonho de muitos jovens e das suas famílias, que nisso investem tempo e dinheiro. Mas poucos se tornam profissionais e só uma ínfima parte chega aos grandes clubes e às seleções.

Com base em entrevistas a treinadores, psicólogos, jornalistas e jogadores que são ou foram promessas do futebol português, este livro demonstra que talento e esforço não bastam para singrar. Há que ter a atitude certa. E a sorte é fundamental. 

Ao longo de 112 páginas, o autor cruza dados estatísticos, entrevistas a treinadores, psicólogos, jornalistas e futebolistas para analisar os fatores que influenciam o sucesso ou o insucesso de milhares de jovens que procuram chegar ao futebol profissional.

Acontece que no domingo fui ver o jogo de um dos meus netos, joga futebol de salão nos Reguilas de Tires, e o jogo era em Marvila.

As claques daqueles miúdos são os pais, as mães dos jogadores e algures não entendem que aquilo é um passar de tempo, um divertimento, e não uma luta, a roçar o palavreado violento, e provavelmente sonham que o filho poderá ser um Cristiano Ronaldo

Não é bonito, é mesmo muito feio.

Este livro de Rui Passos Rocha tenta mostrar as razões que por cada Eusébio, Ronaldo ou Vitinha, muitos jovens talentosos e tidos como futuras estrelas acabam em ligas amadoras ou no desemprego. Ser «craque da bola» é o sonho de muitos jovens e das suas famílias, que nisso investem tempo e dinheiro. Mas poucos se tornam profissionais e só uma ínfima parte chega aos grandes clubes e às seleções. Com base em entrevistas a treinadores, psicólogos, jornalistas e jogadores que são ou foram promessas do futebol português, este livro demonstra que talento e esforço não bastam para singrar.

Um amigo pintor, numa noite de bebedeira, contou ao escritor Manuel da Fonseca, que “quando chega domingo não há nada melhor do que ir para o futebol”.

Antes e depois de Abril, o futebol foi sempre uma arma utilizada pelos políticos para distrair a atenção popular, para a dividir, para lhe baixar o nível de exigência, aos políticos juntam-se os jornais, as televisões.

Durante os últimos dias, os 4 canais televisivos, por cabo, estiveram longas e longas e longas horas a discutirem a saída do treinador Mourinho do Benfica para o Real Madrid.

Gastariam todas essas horas – e não seriam necessárias tantas – a falarem de um livro, de um filme, de uma peça de teatro, de uma exposição?

Não!

Quando ouvem falar de cultura, fogem pela direita baixa.

O futebol é um espectáculo, não pode ser um mundo à parte, ou um espelho que reflicta a nossa mediocridade. 

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