sexta-feira, 27 de março de 2026

POEMA DA NOITE PLÁCIDA

A multidão em fúria

passeia placidamente nas ruas da cidade,

de mente plácida,

plácida mente,

enquanto os homens que orientam placidamente

a multidão em fúria

que placidamente passeia nas ruas da cidade.,

procuram furiosamente

as soluções plácidas

que orientarão a multidão em fúria

que, placidamente, passeia nas ruas da cidade,

de mente plácida,

plácida mente,

e os sábios buscam furiosamente

as fórmulas plácidas

que, placidamente,

resolverão as dificuldades da multidão em fúria

que passeia nas ruas da cidade

de mente plácida

plácida mente,

e todos, todos em suma,

placidamente,

procuram furiosamente,

de todas as formas plácidas,

atender às inquietações e aos anseios plácidos

da multidão em fúria

que, placidamente, passeia nas ruas da cidade,

e placidamente se assenta nos plácidos bancos das

                                                                    avenidas,

bebendo o ar plácido da noite,

e esperando, placidamente,

as soluções plácidas

para os seus anseios e inquietações furiosas.


António Gedeão de Linhas de Força em Obra Completa

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