quarta-feira, 26 de abril de 2017

POSTAIS SEM SELO



Não estou de acordo com o que diz, mas bater-me-ei até à morte para que tenho direito a dizê-lo.


Frase atribuída a Voltaire

SER-SE OU NÃO UM INTÉRPRETE


As canções temáticas não eram canções de protesto. O termo «cantor de protesto» já não existe, tal como o termo «cantor-compositor». Era-se ou não se era um intérprete, era disto que se tratava – era-se ou não se era um cantor folk. «Canções de discórdia» foi um termo usado mas, mesmo esse, era raro. Tentei explicar mais tarde que não me via como um cantor de protesto, que tinha havido um grande engano. Achava tanto que estivesse a protestar contra o que quer que fosse quanto achava que as canções do Woody Guthrie protestavam contra alguma coisa. Não via Woodie como um cantor de protesto. Se ele é, então Sleepy John Estes e Jerry Roll Morton também são. Andava a ouvir com muita regularidade as canções de revolta e essas sim, realmente mexiam comigo. Cantava a toda a hora as canções dos The Clancy Brothers – Tom, Paddy e Liam – e do companheiro deles, Tommy Makem.

Bob Dylan em Crónicas

NEM COM A MORTE CHEGOU O SILÊNCIO




Luís Mateus

terça-feira, 25 de abril de 2017

NOME DE ABRIL


Só algo de muito transcendente me leva, no 25 de Abril, a não descer a Avenida.
Fico sempre com a ideia de que, em cada ano, está mais gente e hoje via-se muita gente jovem.
Há pouco, nas reportagens da televisão, confirmei a ideia.

E muito feliz, e comovida fiquei, quando por mim alguém passou levando um cartaz com um nome: Vasco.

A RAPARIGA DO PAÍS DE ABRIL


Habito o sol dentro de ti
descubro a terra aprendo o mar
rio acima rio abaixo vou remando
por esse Tejo aberto no teu corpo.

E sou metade camponês metade marinheiro
apascento meus sonhos iço as velas
sobre o teu corpo que de certo modo
é um país marítimo com árvores no meio.

Tu és meu vinho. Tu és meu pão.
Guitarra e fruta. Melodia.
A mesma melodia destas noites
enlouquecidas pela brisa no País de Abril.

Começa a pátria onde começas. Verde campo
verde mar. Capital da ternura.
Tu és a lâmpada no meio desta festa
com fogueiras e povo dentro dos poemas.

Era a estranha paisagem da pobreza
o cheiro secular das coisas que apodrecem
era a canção cantada pelos bêbados
que vomitam seu fardo de viver.

E eu procurava-te nas pontes da tristeza
cantava adivinhando-te cantava
quando o País de Abril se vestia de ti
e eu perguntava atónito quem eras.

Quando vieste tudo ficou certo.
Encheram-se de trevo os campos das palavras
encheram-se de gente as mãos de cada verso
com sete estrelas sete luas nós cantámos.

E tu disseste: ergue-te e vai.
Não ouves este vento este soluço?
Ergue-te e canta uma canção para o teu povo.
Com sete barcos sete espadas nós partimos.

Raparigas sentaram-se ao redor do poema.
E então cantei de amor por ti cantei
na língua que por vezes é tão triste
a nossa língua que por vezes é assim: tão pura.

Mulher   por ti cantei. E tu me deste
um puro continente algarves de ternura.
Por ti cantei entre meu povo e meu poema
e achei   achando-te   o País de Abril.

Manuel Alegre em Praça da Canção

Legenda: ilustração de Cipriano Dourado.

TABLÓIDES


A capa da edição do Círculo de Leitores de Aforismos &Desaforismos de Aparício, de José Rodrigues Miguéis, é amarela e sem qualquer título ou nome do autor.

Existe uma sobrecapa, mas o volume que comprei num alfarrabista, já não a tinha.


Este volume da obra de Miguéis, reúne os «Tablóides» que durante sete anos foram publicados no Diário Popular, uma colaboração que Jacinto Baptista, jornalista, escritor e amigo de José Rodrigues Miguéis, lhe solicitara em 1979 e que se prolongou até perto da morte do escritor.


Trata-se da secção, com o mesmo título, que Miguéis mantivera em tempos na Seara Nova, interrompida em data que não consegui averiguar, mas com recomeço, na mesma Seara Nova, no seu nº 1447, Maio de 1966.


São pequenos «fait-divers» e comentários breves a temas nacionais e estrangeiros.

Dou comigo a meditar, por vezes, se o que escrevo nestes «Tablóides» é na realidade o que penso, ou se é fruto espontâneo da fantasia ficcional do escritor – isto é o que diriam imaginárias personagens de novela! Pendo antes a crer, hoje, que não devo responder pelo respectivo conteúdo, a não ser como obra de ficção. Escrevo o que me acode ao bico da pena, automaticamente. A minha razão poderia com frequência opor-se-lhe!

O volume poderia chamar-se, simplesmente, «Tablóides», mas o autor quis que fosse Aforismos &Desaforismos de Aparício, personagem que aparece em O Espelho Poliédrico, em quatro capítulos, mas com o título de Aforismos &Venenos de Aparício.


Em carta, datada de 8 de Abril de 1978, e dirigida a Jorge de Sena, escreve sobre os seus «Tablóides:

Enfim, virei velho-ranzinza. Os meus venenos empeçonham-me a vida. Só me têm valido os «Tablóides» onde vou vertendo com cautela uma gota deles de vez em quando. Já levo mais de CEM colunas no Popular.

OLHAR AS CAPAS


Aforismos & Desaforismos de Aparício

José Rodrigues Miguéis
Organização e Introdução de Onésimo Teotónio Almeida
Círculo de Leitores, Lisboa, Maio de 1996

18 de Abril de 1978

Todos falam de «liberdade», como se a tivessem inventado, restabelecido ou merecido. Mas se eu não afivelar a máscara de um partido nem agitar o pendão de uma seita, serei sem demora ignorado, suprimido ou oprimido pela mais vil das armas políticas (ou fascistas!), que é o boicote ou o silêncio; pela crítica caluniosa ou degradante; ou pior que tudo isso, pela impossibilidade de publicar. Não terei jornal, nem editor, nem lugar ao sol. Cada grupo, facção ou quadrilha que se apodera dos postos de comando nas instituições públicas ou privadas onde se dispõe das vidas, carreiras e reputações dos cidadãos, exerce a seu modo, e na medida dos seus rancores, as funções que ontem cabiam ao ditador, ao censor e aos seus agentes policiais, impondo gostos, ideias, modas e ofícios.
Por isso eu me refugiei neste jornal de esquerda pluralista, onde encontro até a liberdade de escrever por vezes aquilo em que com ele não estou de acordo – porque a ninguém, nem a mim mesmo, reconheço a virtude de possuir toda a verdade. Deixei assim aos «neutros» e/ou «indiferentes», que ontem bajulavam ou serviam obedientemente os bonzos da tirania, o privilégio de passar a bajular ou servir os semideuses e mandarins do presente: servindo-se a si próprios, no processo, pela sua aptidão a serem amigos-toda-a-gente – o que os não obriga a serem amigos de ninguém.

25 DE ABRIL SEMPRE!

O DIA EM QUE ACABOU A CENSURA


Já do dealbar da tarde de 25 de Abril, depois de vividos os acontecimentos do Largo do Carmo, os tiros na fachada do quartel, o discurso de Francisco Sousa Tavares, megafone em punho, desemboquei na redacção do República.

O último dos tunantes de que fala o Fernando Assis Pacheco, nos cinco minutos para contar uma história, foi o José Cardoso Pires, sentado na secretária do Vítor Direito, sita no canto, junto à varanda, da redacção do República, um grande sorriso na cara, olho brilhante, cigarro atrás de cigarro.

O relato da transmissão das polícias do regime, foi publicado no República de 26 de Abril e que acima se reproduz.

Fica também  a crónica do Assis Pacheco e um pormenor da capa do República de 26 de Abril: nunca mais um jornal foi visado pela Censura.



segunda-feira, 24 de abril de 2017

POSTAIS SEM SELO


Que palavra é o silêncio?
Que silêncio é esta voz
que  num soluço suspenso
chora cá dentro de nós?

Natália Correia em As Maças de Orestes.

Legenda: Rocha de Conde de Óbidos: embarque de tropas para a guerra colonial.
Não foi possível identificar o autor/origem da fotografia.

CRAVOS E VERDI


Nos últimos anos da ditadura, o Teatro São Carlos estabeleceu uma parceria com o Coliseu dos Recreios de modo a que as óperas que Eram representadas no São Carlos também pudessem ser vistas na velha sala das Portas de Santo Antão.

Era a possibilidade de um vasto leque da população, sem dinheiro, nem fraque, nem jóias para frequentar São Carlos, pudessem usufruir desses espectáculos, como que dando seguimento à célebre frase de António Silva de que a ópera é música para operários.

Quando, nessa noite,  24 de Abril de 1974, perto de cinco mil pessoas aplaudiram freneticamente os artistas, com Alfredo Kraus e Joan Sutherland à frente do elenco, que representaram La Traviatta de Verdi, já as senhas do Movimento das Forças Armadas tinham sido transmitidas pela rádio.

A reportagem do Diário de Notícias dava conta que, no meio das ovações intermináveis, cravos foram lançados das frisas.

Regressando a suas casas, desconheciam que esse começo de 25 de Abril não era mais um dia do calendário, um dia como outro qualquer.

Um regime decrépito, que nos massacrava os ouvidos com afirmações de coragem e heroicidade, que se as forças do mal atentassem contra a  ordem estabelecida, vinham  para as ruas dar o peito às balas.

Em escassas horas, o senil regime esfrangalhou-se.

Não soltaram um pio.

Como disse o Hélder: foi um ar que lhes deu.

A partir desse dia, protagonistas de uma grande esperança, nem nos pesadelos mais negros, admitimos que viríamos a ser invadidos por um desencanto sem nome.

Aconteceu!

Encharca-nos os dias.


Mas é bom não esquecer que há coisas que não têm fim: a esperança num mundo melhor, por exemplo, e a luta por consegui-lo. 

DA MINHA GALERIA


O Dia das Surpresas
Poema: José Saramago
Música: Manuel Freire

A RELIGIÃO É HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL


Muito lhe agradeço Eugénio a prosa que escreveu, e que a tenha escrito. Sem que isso implique juízos de valor a meu próprio respeito, gosto muito dela – e só lhe pediria que cortasse aquela da «nostalgia do catolicismo» (que é livre de manter se acha que não tenho razão) que já tem dado, ao longo dos anos, equívocos demasiados. O que nos meus primeiros livros apareceu, foi uma série de poemas irónicos, precisamente para libertação do que acaso existia de tal em mim, e que não sinto que haja. Nostalgia, afim, se a tenho, é de que a religião seja humanamente impossível. E nisso o catolicismo tem muito pouco ou nada. Se a nós sempre parece que essas questões se equacionam em termos dele, é porque na nossa tradição, não temos outros (e alguns anos de contacto com o protestantismo no Brasil e nos Estados Unidos mostram-me que a mentalidade protestante é ainda mais odiosa). E, pela minha parte, nunca senti senão repugnância pelas religiões orientais e extremo-orientais, tão em moda agora.

Carta de Jorge de Sena, 18 de Fevereiro de 1968, para Eugénio de Andrade em Correspondência

LIMITES


Há uma linha de Verlaine que não mais recordarei,
Há uma rua próxima vedada aos meus passos,
Há um espelho que me viu pela última vez,
Há uma porta que eu fechei até ao fim do mundo.

Entre os livros da minha biblioteca estou (estou a vê-los)
Algum existirá que já não abrirei.
Este verão farei cinquenta anos;
A morte, incessantemente, vai-me desgastando.

Jorge Luís Borges

Legenda: fotograma de O Sétimo Selo de Ingmar Bergman

domingo, 23 de abril de 2017

POSTAIS SEM SELO


Se uma pessoa está condenada a viver sempre com medo mais lhe vale morrer.


Agatha Christie em Morrer Não é o Fim

RECADOS


AO PROFESSOR S. R. K. GLANVILLE

Caro Stephen:

Foi você quem primeiro me sugeriu a ideia de uma história de detectives passada no antigo Egipto, e se não fosse a sua ajuda activa e o seu encorajamento este livro nunca teria sido escrito.
Quero testemunhar-lhe quanto apreciei toda a interessante literatura que me emprestou, assim como agradecer-lhe a paciência com que respondeu às minhas perguntas, o tempo que perdeu e os incómodos a que se sujeitou. O prazer e o interesse que experimentei ao escrever este livro já você conhece.
Sua amiga grata e afeiçoada.

AGATHA CHRISTIE

Dedicatória de Morrer Não é o Fim.

OLHAR AS CAPAS


Morrer Não É O Fim

Agatha Christie
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 237
Livros do Brasil, Lisboa s/d

- Estarás em segurança, Renisenb, porque se descres o carreiro eu descê-lo-ei contigo e nenhum mal te acontecerá.
Mas a jovem franziu a testa e abanou a cabeça.
- Não, Hori, descerei sozinha.
- Porquê, pequena Renisenb? Não terás medo?
- Terei, creio que terei… Mas, mesmo assim, devo fazê-lo. Lá em casa todos tremem, correm aos templos para comprar amuletos e afirmam que não se deve andar neste caminho à hora do pôr do Sol. No entanto, não foi magia o que fez a Satipy cambalear e cair; foi medo, medo provocado por um crime que praticara. È crime cruel roubar a vida a alguém que é jovem e forte e gosta de viver. Mas eu não fiz mal nenhum e, por isso, mesmo que a Nofret me odiasse, o seu ódio não me pode molestar. É assim que penso. De resto, se uma pessoa está condenada a viver sempre com medo mais lhe vale morrer. Sobrepor-me-ei ao meu medo
-Essas palavras são corajosas, Reinsenb.
- São-no talvez mais do que eu, Hori... -  Sorriu-lhe e levantou-se- - Mas fez-me bem dizê-las.

sábado, 22 de abril de 2017

DÉCIMO OITAVO POEMA SOBRE A MORTE DE DEUS


Proibia
a paz entre os amantes.

Dizia: agora agarrem-se
depois esperem o tédio
e no inferno separem-se.
Como se fosse Deus.

António Rego Chaves em Três Vezes Deus

Nota do editor: o primeiro poema está publicado em Dizendo-me Aqui Estou

Legenda: pintura de Van Gogh

QUOTIDIANOS


Durante dez anos Gracinda Rosa foi guarda substituta. Sempre nas passagens de nível em torno da Lamarosa, tendo muitas vezes que percorrer alguns quilómetros pela beira da linha para pegar ao serviço e para regressar a casa. Acompanhava-a o farnel com comida e a garrafa de água, porque alguns dos postos de trabalho onde cumpria turnos de 12 ou 14 horas não tinham sequer um poço. À noite, Gracinda tinha a companhia da lanterna com que fazia sinal aos comboios. De vez em quando, o farol de uma locomotiva varria a escuridão, o comboio passava veloz, e a ferroviária ficava a ver o farol da cauda, a luzinha vermelha a esvair-se na noite. Depois, novamente as trevas.
Dez anos demorou a entrar nos quadros da CP e, mesmo assim, só por ordem do tribunal. «Em 1990 é que entrei para o quadro. Foi o sindicato que tratou de tudo no tribunal. Foi fácil. Entrei para efectiva e ainda recebi uma indemnização».

Carlos Cipriano em Guardas de Passagem de Nível.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

POSTAIS SEM SELO


Sou um homem feliz mas não o digo a ninguém porque os deuses são ciumentos.

Jorge Listopad

DA MINHA GALERIA


Gosto de boleros e gosto muito da Cesária Évora.
Esta é uma extraordinária interpretação de Besame Mucho. Um bolero com um cheirinho a morna.

BASTA UMA JANELA PARA ME FAZER FELIZ


Verdade seja dita: não tenho muitas queixas a fazer do Destino. E aqui no estágio, além do mais, encontrei uma varanda linda: Linda porque Lisboa é linda e vê-se metade dela da varanda da sala 19. Uma vez subi a um quarto andar onde mora um tipógrafo; ia com ganas de lhe comer os fígados, porque me andava a enganar desde que o livro entrara na oficina. Pois recebeu-me, lá no alto, um sol magnífico a cair sobre Lisboa: isto tudo visto por uma pequena janela. Adeus, fúrias, adeus palavras como punhais! Basta uma janela para me fazer feliz e foi o que me aconteceu, quando cheguei à sala 19. Era o castelo, era o Tejo, era a cidade de mármore e granito (como dizem) a espreitar para dentro da aula. Vai, que fiz eu? Como queria tomar o pulso aos rapazes em matéria de escrita, propus-lhes aquele tema. «Da varanda da nossa aula» podia muito bem ser o título da redacção; mas também podia ser outro, à escolha do freguês. O que eles escrevessem servia para eu ver como escreviam, como viam e como imaginavam.

Sebastião da Gama em Diário

NOTÍCIAS DO CIRCO


O reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, considerou hoje que a canonização de Francisco e Jacinta Marto, a 13 de Maio, reconhece a importância mundial de Fátima.

INFLUÊNCIA HUMANA


Conheci o William Burroughs quando tinha cerca de 22 anos, no Chelsea Hotel. Eu era bastante nova e o William costumava vir ao hotel com o seu sobretudo negro, as suas camisas e gravatas, e achei que era muito digno e tinha uma paixoneta colegial por ele… Costumava segui-lo por toda a parte e ele costumava dizer-me: «Bem, tu sabes que eu prefiro rapazes…», mas eu respondia-lhe «Tudo bem, eu vou ser a tua miúda de qualquer das maneiras…» Tornámo-nos grandes amigos e ele apoiou muito o meu trabalho. Costumava vir ao CBGB e sentar-se lá, nos primeiros tempos. Foi um grande amigo até morrer, visitei-o até ao fim da vida. Oliver e eu fomos ao seu funeral e está sempre na minha cabeça. Sempre adorei o seu trabalho, mas a maior influência que William Burroughs teve em mim foi uma influência humana. Ele tinha muita dignidade e sempre ensinou uma coisa: «Tem um bom nome, esforça-te por fazer bom trabalho», mas, em termos de sucesso… Para ele, sucesso era: se uma cidade que ele queria visitar o convidasse, mesmo que não tivessem dinheiro nenhum, mas a cidade o trouxesse e o tratasse bem, se lhe dessem algum café. Jantar, um pouco de vinho e amizade, ele actuava. Foi por isso que as coisas correram bem para mim. Vim a Lisboa, convidaram-me para o festival e foi um acto mútuo de fé. Não é um trabalho oficial, mas trouxeram-me cá e trataram-me muito bem, como uma amiga, e em troca eu faço o meu trabalho.

Patti Smith em Outubro de 2007.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

POSTAIS SEM SELO



Onde não há nada nem o diabo rouba.

Provérbio de origem desconhecida