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quarta-feira, 4 de março de 2026

OLHAR AS CAPAS

 

A Águia

N.º 52, 53, 54 – Abril, Maio e Junho de 1916

Director: Teixeira de Pascoaes

Teófilo Braga, Gomes Leal, Raul Proença, Jaime Cortesão, Marcelino Mesquita, João de Barros, Leonardo Coimbra, Augusto de Castro,  Augusto Gil, Augusto Casimiro, entre outros

Renascença Gráfica, Porto



segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

PANORAMA


Número de Dezembro de 1961 da revista PANORAMA, publicada pelo Secretariado Nacional da Informação Cultura Popular e Turismo.
Colocando de lado a propaganda da ditadura salazarista, tratava-se de uma revista graficamente muito bem feita e que dava oportunidade a pintores e desenhadores que até nem eram simpatizantes do regime, publicarem os seus trabalhos e ganharem alguns trocos. Lembro-me, por exemplo das capas de Bernardo Marques e Manuel Ribeiro de Pavia.
Por uma história, que ainda hoje me provoca arrepios, eu hei-de voltar a falar da revista PANORAMA.

domingo, 24 de dezembro de 2017

UMA MORTE ANUNCIADA


A Blitz acabou.
Esta é a capa do último número.
Nunca simpatizei com a Blitz, mas é sempre triste ver chegar o fim de um título de jornal ou revista.
Continuam péssimos os tempos para a imprensa escrita.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

OLHAR AS CAPAS


& Etc. – Prolegómenos a uma Editora
Catálogo da Exposição

Coordenação editorial, capa e concepção gráfica: Paulo da Costa Domingos
Autores de textos e imagens:
Alberto Pimenta, Almeida Faria, Carlos Ferreiro, Inês Dias, João E. Cutileiro, Jorge Silva Melo, Maria Inês Cordeiro, Paulo da Costa Domingos, Ricardo Álvaro, Telma Rodrigues, Vitor Silva Tavares
Livraria Letra Livre, Biblioteca Nacional, Lisboa. Fevereiro de 2017

Vitor Silva Tavares foi um Homem raro. Genuíno, naturalmente vertical, lúcido, felino, livre-livre como um pardal-de-telhado que transporta a Liberdade no voo, Senhor de uma «grande razão» e de uma sabedoria e dimensão existencial para além das medidas curtas desta mesquinha alfaiataria humana, certo até à medula da sua altitude e profundidade. Vitor Silva Tavares despediu-se deste mundo e já não mora aqui. O editor-poeta da nossa Legião dos Únicos, dos «últimos dos últimos», viaja na sua Automotora a caminho do Fundão, da «chafarica», Pasárgada, & et. Obrigado por esta boleia generosa e atá à próxima estação.

(Do texto de Ricardo Álavro)

domingo, 12 de outubro de 2014

COISAS EXTINTAS OU EM VIAS DE...


Contracapa da revista Vértice, cortada pela censura em 18 de Novembro de 1966.
Será que a censura foi mesmo extinta?

Legenda: reprodução tirada do nº 364, Maio de 1974 da Vértice. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

COISAS EXTINTAS OU EM VIAS DE...


No tempo da ditadura aproveitava-se tudo para a consciencialização cultural e política, viesse ela de que esquerda viesse. A ordem era armazenar, armazenar, armazenar.

Mais tarde se separaria o trigo do joio.

Cadernos, como este de Circunstância, impresso em stencil, para além de artigos de opinião, incluíam excertos de obras que não chegavam à mão de todos, dado que a PIDE exercia uma feroz vigilância sobre tudo o que, para eles, cheirasse a sublevação.

Livros e revistas andavam de mão em mão, por vezes perdia-se o saber em que mãos tinham sido depositados.
Mas, como dizia, o Armindo: Eh pá! É tudo a meio da cultura e da revolução.

Perdi alguns livros e revistas, mas também me ficaram outros que nunca os adquirira e já nem sei a quem pertenciam.

É o caso destes Cadernos de Circunstância

Nova Série nº 1 Março de 1969

Comissão de Coordenação:

Alberto Melo Alfredo, Alfredo Margarido, Fernando Medeiros, João Freire, Jorge Valadas, José Hipólito dos Santos, José Rodrigues dos Santos, Manuel Villaverde Cabral.

Redacção: 8, Rue Saint- Julian – Paris 5

Sumário:
- Teses Sobre a Actualidade da Revolução

- Luta de Classes em Portugal em 1969

Antologia de Textos:

Sobre a Burocracia Sindical – Rosa Luxemburgo

Manifesto da Sexpol – Wilheim Reich

França 1969 – Daniel Cohn-Bendit

Página especial

Uma página, quase, em branco ao dispor de cada um. A deste número é a 69.



É assim que os primitivismos teóricos – do tipo “fascismo-anti-fascismo”, “legalidade-ilegalidade”, “luta de massas – luta clandestina, “espontaneidade-organização”, etc. – surgem não só como incapazes de dar conta da situação real, até como obstáculos cada vez mais evidentes a que os verdadeiros problemas sejam colocados e que a energia revolucionária se liberte plenamente
A REVOLUÇÂO ESTÁ NA ORDEM DO DIA!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

OLHAR AS CAPAS



Grifo

Antologia de Inéditos Organizada e Editada pelos Autores:
António Barahona da Fonseca, António José Forte, Eduardo Valente da Fonseca, Ernesto Sampaio, João Rodrigues, Manuel de Castro, Maria Helena Barreiro, Pedro Oom, Ricarte-Dácio, Virgílio Martinho.
Realização Gráfica de Vitor Silva Tavares.
Lisboa, Abril 1970

Poesia não é uma medalha para por no peito dos tiranos mas uma imensa solidão feita de pedras, onde o despotismo pode encomendar o ataúde. Cada um de nós odeia o que ama. Por isso o poeta não ama a poesia que é só desespero e solidão mas acalenta ao peito as formigas da revolta e da rebeldia, que todos os déspotas querem submissas e procriadoras. Só os voluntários da miséria e da submissão patriarcal querem a poesia na arca da aliança com a tradição pacóvia e regionalista dos pretéritos dias, glórias patrioteiras, heroicidades frustres, pirataria ignara. Todo o verdadeiro poeta despreza o pequeno monte de esterco onde o dejectaram no planeta e a que os outros chamam pátria, e só ama os grandes continentes mares e oceanos da liberdade e do amor. Só nos vastos espaços incriados a poesia serve o seu destino – catapultar o homem nos abismos do desejo incontrolado onde o próprio assassinato é um acto de poesia e de amor. Este assassinato de que falo é o grande amplexo de homem para homem a solidariedade e a ternura, não a caridade hipócrita ou a cama de família, com todo o seu pequeno cortejo de horrores, onde a exploração do filho pelo pai dita a sua lei.