Mostrar mensagens com a etiqueta Dick Haskins. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dick Haskins. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 28 de março de 2018

OLHAR AS CAPAS


O Sono da Morte

Dick Haskins
ASA Editores, Porto, Abril de 2002

Consegui encontrar-me com Mrs. Forrest, a «quase governanta» dos Morgan, for de River Garden, numa cervejaria de Windsor.
Mrs. Forrest era uma mulher alta e seca, feia como uma noite de trovões, de tal modo que tinha «assustado» e enterrado quatro maridos no curto espaço de vinte anos. Ao completar o meio-século, tivera o bom senso de decidir não meter medo a mais ninguém e de conservar o estado de viuvez. Tinha sido a partir daí, havia cerca de três anos, que se empregara em River Garden.
Se Mts. Forrest nada devia à beleza, a inteligência e a esperteza havaiam-lhe dado crédito ilimitado. Era uma mulher observadora, ponderada, que media cada palavra antes de a pronunciar. Em meia dúzia de frases apenas, Mrs. Forrest disse-me muito…

domingo, 25 de março de 2018

ANTÓNIO ANDRADE ALBUQUERQUE (1929-2018)


Na quarta-feira, com 88 anos, morreu Dick Haskins.

De seu nome António Andrade Albuquerque, Dick Haskins foi um autor de romances policiais com livros traduzidos em mais de 30 países.

«Eu estava à procura do pseudónimo e gostei de um nome que vi. Era o de um ator inglês, o Jack Hawkins, só que fiz confusão com o nome. Mais tarde é que venho a descobrir que ele não se chamava Haskins como eu pensava, mas Hawkins.»

Fui um apaixonado leitor dos seus livros de bolso, publicados na Ática Editora num formato similar aos da Colecção Vampiro.

Esses livros, juntamente com os da Colecção XIS e Vampiro, pertenciam à biblioteca do meu pai.

O meu pai lia mais que um livro ao mesmo tempo, mas um era sempre um romance policial. Ainda guardo a mala preta com que partia para férias, carregada com livros policiais.

Herdei umas boas dezenas dos livros da Colecção Vampiro, cujas capas tenho vindo a apresentar, principalmente as de Cândido Costa Pinto que são as de que mais gosto.

Mas às minhas mãos não chegou qualquer dos livros de Dick Haskins.

O descaminho desses livros tem uma explicação.

Naqueles tempos o meu pai tinha alguns amigos que estavam presos por actividades contra a ditadura.

Os únicos livros que deixavam entrar em Caxias eram os romances policiais, e nem todos.

Por motivos vários muitos livros não regressaram à origem.

Na quinta-feira fui até à Livraria Pó dos Livros que irá fechar portas no próximo dia 31.

Mais uma livraria que se perde.

Num daqueles imprevistos do quotidiano, encontrei O Sono da Morte de Dick reeditado pela Editora ASA em 2002, enquanto a 1ª edição da Ática é de 1958.

Desconhecia que Haskins morrera na véspera mas resolvi comprá-lo como registo do último livro comprado na Pó dos Livros.

Será capa na próxima quarta-feira, que é dia de Olhar as Capas dos romances policiais cá da casa.