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sábado, 14 de março de 2020

ANTOLOGIA DO CAIS

 Para assinalar os 10 anos do CAIS DO OLHAR, os fins-de-semana estão guardados para lembrar alguns textos que por aqui foram publicados.

ADEUS POR UM CASACO

É tempo de dizer, agora que o Verão chegou e está um calor de ananases, que o meu velho casaco de lã, fez o seu último Inverno.
Pela Primavera agora finda, ainda o vesti porque o sol andou por ela dentro com uns farrapos meio parvos e à noite apetecia uma lãzinha.
Comprei-o na primeira Festa do Avante realizada, em 1990, na Quinta da Atalaia, no pavilhão de Vila do Conde e sempre me cheirou a mar.
Quando senti que andava a dar as últimas, tentei, por diversas vezes, encontrar um outro semelhante, mas nunca consegui.
Olhava-os mas sentia logo que não correspondiam à imagem e cheiro do meu velho casaco.
Nos últimos invernos, a Clementina, minha sogra, foi-o gatando com uns pedaços de lã e linha, disfarçava, mas não vai dar mais.
A minha neta Maria, já no passado ano, dissera: o avô anda tão mal vestido.
Tentei explicar-lhe que me sentia maravilhosamente bem dentro daquele casaco mas ela mandou-me um tá bem abelha!
O próximo Inverno já não me encontrará com ele vestido.
Não sou de lágrima fácil, mas senti necessidade de lhe deixar, como profundo agradecimento, um adeus e acrescentar-lhe esta velha canção da Dolly Parton.
Também a esperança que um dia encontre um substituto à altura do seu conforto.
Pelo andar da carruagem, débil esperança…
Ou por outra: resta-me a desesperança de não mais entrar num casaco assim.

Texto publicado em 21 de Junho de 2015.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

POSTAIS SEM SELO


As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas, são magnificas.

Miguel Esteves Cardoso, na Sábado, 13 de Setembro de 2007

Legenda: imagem do Expresso.

NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!


Abre hoje a 43ª Festa do Avante.

Ruben de Carvalho deixou-nos no passado dia 11 de Junho.

Pela primeira vez não teremos a sua presença física de Ruben de Carvalho.

A Festa é um trabalho colectivo, mas desde o primeiro instante teve a talentosa e sábia intervenção do Ruben.

Relembro, naquele ano de 1976, o tempo que demorei até entrar no apinhadíssimo  pavilhão da velha FIL na Junqueira.

A Festa que Portugal nunca tinha visto!

O Mário-Henrique Leiria, então director do semanário Aqui, recorte no topo do texto, escreveu que apanhou pinhão de criar bicho, que estiveram lá 100.000 pessoas, ou mais, e que pró ano vai arranjar-se espaço para que caibam 500.000, diz o Álvaro.

E assim foi

No ano seguinte a Festa estava no Vale do Jamor.

Um estrondoso êxito, mas no segundo ano, trataram de dizer que ali não podia ser mais. Necessitavam do terreno para a construção de um campo de treino que nunca chegou a ser concretizado

A Festa viajou, então, para o Alto da Ajuda.

Melhor ainda.


Na Ajuda, a Festa esteve de 1979 a 1986, o tempo em que o então presidente da Câmara, Abecassis de seu apelido, disse que precisava do terreno para a construção da Faculdade de Arquitectura cujo início de obras só veio a acontecer passados 5 anos.

Em 1987, problemas logísticos não permitiram a sua realização.

Em 1888 a Festa mudou-se para a Quinta do Infantado em Loures..

Perdeu brilho.

Esteve lá só mais um ano  e o Partido entendeu que não mais se poderia andar com a Festa às costas.

Uma aguerrida angariação de fundos permitiu a compra da Quinta da Atalia na Amora, Seixal.
Tudo feito de raiz e se a Festa já era o que era, melhora de ano para ano.

Logo, ao cair da tarde, sempre que se ouvir a «Carvalhesa», sentiremos o Ruben  ao nosso lado.

Num tempo em que Portugal não vivia os grandes concertos que se faziam pelo mundo, o que nos dias de hoje se tornaram banalidade, a Festa do Avante era o único espaço para ver o que de melhor Rubem de Carvalho conseguia trazer até Lisboa.

Para ajudar um velhote a compor a sua parca reforma, dei-lhe uma série de revistas para que fossem encadernadas, casos da Seara Nova, de O Cinéfilo, e os primeiros programas da Festa do Avante.


Baseado nesse volume, consigo ter uma ideia dos artistas que passaram pela festa.

Raro será o artista português que não tenha passado por um dos palcos da festa, seria longa essa lista, pelo que apenas deixo, e só até 1985,  alguns dos artistas estrangeiros que por lá actuaram:

1976: Pi de la Serra, Area, Archie Shepp. Luigi Nono

1977: Soledad Bravo. Miriam Makeba, Fairport Convention

1978:  Charlie haden, Colette Magny

1979: Mercedes Soza, Max Roach, Richie Havens

1980: Tom Paxton, Chico Buarque de Holanda, Edu Lobo, Simone, MPB4

1981: Ivan Lins, Lúcia Lins, Dexys Midnight Runners

1982: Baden Powell, Odetta, Josh White, Manu Dibango, Buffy Saintt-Marie

1983:  Judy Collins, Elba Ramalho, Luís Gonzaga

1984: Alceu Valença, Waldemar Bastos

1985: The Band, Holly Near .

Em 1976 a EP custava cem escudos (100$00), em 1985 trezentos e cinquenta escudos (250$00. 

No ano de 2001 o preço cifrava-se em dois mil e cem escudos.

Este ano, a EP custa vinte e seis euros.

Legenda: recorte do semanário Aqui de 5 de Outubro de 1976, páginas dos programas da Festa para os dias em que actuaram Tom Paxton. Chico Buarque de Holanda e Juddy Collins.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


É sempre bom repetir: NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!
O programa da Festa.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

SARAMAGUEANDO


Se o leitor é comunista, leia. Se é socialista (convicto ou desiludido), leia. Se está em qualquer lado da esquerda, nessa pulverização que só nos faz mal a todos, por que não lerá? E se é da direita (ou da fraude chamada centro, que direita é) também nenhum mal lhe fará passar os olhos por esta prosa. Não por ser minha (Não sou homem de vaidades assim, mesmo que não me faltem outras), mas porque tudo quanto for dito sobre a matéria de hoje ainda será pouco, e eu só ajudo. Claro que a ressalva se dirige igualmente a quantos leitores pela esquerda se arrumem e tenham olhos para ver, entendimento para julgar e boa-fé para não cair na injustiça.
Falo da festa, assim escrevendo a palavra simplesmente, sem a retórica da maiúscula, porque foi uma grande vitória e das grandes vitórias só se deve falar com simplicidade. Falo do verdadeiro plebiscito que representou o ajuntamento de meio milhão de pessoas numa terra que há dois meses era mato, lixeira e desolação. Falo da alegria, da fraternidade, da gentileza, falo SOS sorrisos maravilhados e maravilhosos que as pessoas mostravam umas às outras e talvez a si próprias. Falo de um povo tantas vezes acusado de grosseiro, de mal educado, de inculto ( pois claro), de analfabeto (ora essa), e que durante três longos breves dias comemorou no Vale do Jamor a grande festa da amizade, do respeito mútuo e da sensibilidade. Falo de uma gente que é costume do Governo insultar agora de preguiçosa, de relapsa ao trabalho, e que ali demonstrou, com o esforço de todos os músculos do corpo e do espírito (o espírito tem músculos, sim senhor, ai dele se não os tivesse), uma capacidade de trabalho e de imaginação que irremediavelmente faltam às cansada comemorações oficiais ou oficiosas de qualquer coisa, sela ela vaga, onda ou bochecho. Falo de pessoas que trabalham se acreditam no que fazem, mas que com legitimidade se interrogam sobre o destino da riqueza que produzem e que não querem continuar a ser os provedores da bolsa de capitalistas e latifundiários. No que, digo eu, fazem muito bem.

José Saramago, início de uma crónica publicada no semanário Extra de 15 de Setembro de 1977.

domingo, 28 de agosto de 2016

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!


Abre hoje mais uma Festa do Avante.
Já vão 39!
O tempo feliz dos inícios de Setembro.
Não haver FESTA COMO ESTA é uma verdade insofismável.
Logo, já lá vamos jantar e ficaremos a ouvir a Sinfonieta de Lisboa que, este ano, se debruça sobre o Cinema.

O Cinema pertence, claramente, às formas de Arte cujos vários componentes e dispositivos, criativos e técnicos, de forma mais intensa, ágil e surpreendente agem dialeticamente entre si.
Não por acaso, o Cinema encontra-se também no número daquelas artes que, de modo significante e privilegiado, mais intervêm e influem sobre a produção, a representação e o movimento das ideias, fazendo-o com graus de profundidade que vão do puro entretenimento ao ensaio mais elaborado.
Mas será que isto acontece independentemente do nosso saber, vontade e consciência? E como funcionarão, neste fascinante processo de fruição e percepção, no que concerne à sua importância e peso relativos, dois dos nossos sentidos essenciais — a visão e o ouvido ou, se quisermos, o ouvido e a visão?
No tradicional Concerto que já se tornou um hábito na abertura da Festa do «Avante!», a nossa proposta este ano é a de que prestemos particular atenção à Música no (ou para) o Cinema. Quer dizer: à Música dos grandes mestres de todos os tempos que o Cinema aproveitou para jogar com as histórias, as imagens, os bonecos, os diálogos, os ruídos ou mesmo outras músicas; ou à Música que os grandes compositores de bandas sonoras inventaram para contrastar emoções, reforçar pensamentos ou fazer ouvir-se nos próprios locais da paixão, da intriga ou da luta.
Que o mesmo é dizer: propomos que procuremos “escutar” aquilo que porventura não “vemos” quando vamos ao Cinema. Com olhos de ouvir!

Toda a programação da Festa pode ser vista aqui.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

APROXIMA-SE A FESTA


Um bonito cartaz para uma Festa inigualável.

domingo, 21 de junho de 2015

ADEUS POR UM CASACO



É tempo de dizer, agora que o Verão chegou e está um calor de ananases, que o meu velho casaco de lã, fez o seu último Inverno.
Pela Primavera agora finda, ainda o vesti porque o sol andou por ela dentro com uns farrapos meio parvos e à noite apetecia uma lãzinha.
Comprei-o na primeira Festa do Avante realizada, em 1990, na Quinta da Atalaia, no pavilhão de Vila do Conde e sempre me cheirou a mar.
Quando senti que andava a dar as últimas, tentei, por diversas vezes, encontrar um outro semelhante, mas nunca consegui.
Olhava-os mas sentia logo que não correspondiam à imagem e cheiro do meu velho casaco.
Nos últimos invernos, a Clementina, minha sogra, foi-o gatando com uns pedaços de lã e linha, disfarçava, mas não vai dar mais.
A minha neta Maria, já no passado ano, dissera que o avô anda tão mal vestido.
Tentei explicar-lhe que me sentia maravilhosamente bem dentro daquele casaco mas ela mandou-me um tá bem abelha!
O próximo Inverno já não me encontrará com ele vestido.
Não sou de lágrima fácil, mas senti necessidade de lhe deixar, como profundo agradecimento, um adeus e acrescentar-lhe esta velha canção da Dolly Parton.
Também a esperança que um dia encontre um substituto à altura do seu conforto.
Pelo andar da carruagem, débil esperança…
Ou por outra: resta-me a desesperança de não mais entrar num casaco assim.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!


Para além de tudo o que  faz da Festa do Avante um acontecimento único, acresce que este ano a involvência é lembrar, sempre, os 40 anos do 25 de Abril.

Como, de há unas anos a esta parte, a Festa, musicalmente, abrirá com Música Clássica e poderá ouvir-se a Sinfonietta de Lisboa dirigida pelo maestro Vasco Pearce de Azevedo, interpretando peças de Chopin e Schumann..
Destaque particular para a mostra de 40 fotos nos 40 anos do 25 de Abril, com fotografias de Eduardo Gageiro.
O programa completo poderá ser consultado do site da FESTA.
Uma boa e grande Festa do Avante!

domingo, 8 de setembro de 2013

À LUPA


A Festa é o lado solar do PCP. É aquilo que o comunismo poderia ser se durasse apenas três dias. É, entre muitas outras, o que de bom guardo nas minhas memórias de jovem comunista. As minhas convicções serão hoje diferentes. Mas essa ética do colectivo, da camaradagem igualitária, do dever de fazer parte de uma obra que me transcenda, ficou. Correspondendo-lhe pior ou melhor, espero, apenas nisto, nunca deixar de ser comunista.

Daniel Oliveira, Expresso Online

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!


Sexta-feira já podem ir jantar à Atalaia.

E, como tradição dos últimos anos, a Festa abre com música clássica.

O maestro Vasco Azevedo dirigirá a Orquestra Sinfonieta de Lisboa, tendo Pedro Burmester como pianista.

Interpretarão:

João Domingos Bomtempo: sinfonia n.º 1 em Mi Bemol, Opus 11, 1.º Andamento

Ludwig van Beethoven: Concerto n.º 5 (imperador) em Mi Bemol Maior para piano e orquestra, Opus 73,1.º andamento

Igor Stravinsky: Sagração da Primavera - 100 anos da estreia, a 29 de Maio de 1913 no Théatre des Champs Elisées.

A gente vê-se por lá.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!


Noites quentes de Verão.
Amanhã, às 19,00 horas, abre, na Quinta da Atalaia, frente à Baía do Seixal, a Festa do Avante.
Já lá pode ir jantar e assistir à grande abertura musical da Festa.
Com tem acontecido nos últimos anos haverá música clássica.
Este ano o mote são os Concertos Promenade, os velhos Proms, tal como ficaram conhecidos os concertos que anualmente a BBC organiza no Royal Albert Hall de Londres.
Chamados de Promenade porque evocando os eventos musicais realizados ao ar livre, desde meados do século XVIII, nos grandes recintos públicos e parques citadinos, estes Concertos tornaram-se um acontecimento maior da programação da BBC a partir de 1927 e, depois de uma interrupção provocada pelos primeiros anos da II Grande Guerra, novamente a partir de 1942, agora no interior de amplas salas de concerto mas ainda e sempre proporcionando ao público um ambiente muito descontraído, quantas vezes sublinhando este com a sua espontaneidade e intervenção colectiva certas passagens de peças famosas e de conhecimento geral.
Orquestra Sinfonieta de Lisboa
Artistas Convidados:
Maestro | Vasco Pearce de Azevedo
Solista | Ana Cristina Fernandes Pereira
Solista | Inês Andrade
Solista | Sérgio Pacheco

Alinhamento do espectáculo:

1 Elgar  Marcha de Pompa e Circunstância op. 39 – nº. 1 em Ré Maior
2 Khatchaturian  Dança do Sabre 
3 Mozart  Eine kleine Nachtmusik - 1º and. 
4 Mendelssohn  Concerto para Violino e Orquestra, op. 64 em Mi menor - 1º and. 
5 Chabrier  España 
6 Bernstein  Symphonic dances from West Side Story - Prologue 
7 Franz von Suppé  Abertura Cavalaria Ligeira 
8 Haydn  Concerto para Trompete e Orquestra, em Ré Maior - 3º and. 
9 Prokofiev  Romeu e Julieta - Montagues and Capulets (Dance of the Knights) 
10 Offenbach  Infernal Galop (de Orphée aux Enfers) 
11 Borodin  Polovtsian Dance nº. 17: Dance of the Maidens (Príncipe Igor) 
12 Bizet  Suite L’ Arlésienne nº 2 - Farandole 
13 Grieg  Concerto para Piano op. 16, em Lá menor - 1º and 
14 Schubert  Marcha Militar D 733 nº. 1, op. 51 
15 Johann Strauss Jr.  Valsa - O Danúbio Azul 
16 Johann Strauss Sr.  Radetzky March op. 228 

A FESTA


Fotografia publicada no Expresso s/d, a ilustrar uma reportagem sobre uma Festa do Avante, possivelmente das primeiras que se realizaram na Quinta da Atalaia.

Ao fundo vê-se a enseada do Seixal e em primeiro plano um grupo sorridente petisca.

Porque a comida, a bebida são um outro lado do encontro, do convívio, da Festa.

Tinto para os homens, sumo para as senhoras. Talvez o casqueiro seja alentejano.

Sentem-se bem, porque não há Festa como esta.

Di-lo, por exemplo, Rogério Rodrigues, neste recorte de uma crónica publicada no Diário de Notícias de 6 de Setembro de 2000:



(Para uma leitura mais fácil, clique sobre a imagem do texto).

terça-feira, 29 de maio de 2012

SARAMAGUEANDO




Lanzarote, 7 de Fevereiro de 2003

Meu caro Urbano,

Com não sei quantos de atraso vais receber o Prémio “Vida Literária”, com atraso também te há-de ser entregue o “Camões”. Parte da justiça que se te deve será feita no dia 11, a outra confio eu que não tarde. É-me impossível estar em Lisboa nessa altura, por isso não poderei dar-te o abraço de parabéns que seria igualmente o abraço da amizade que me une a ti, que nos une a ambos. Uma amizade que não se traiu nunca, que a distância não diminuiu e que é dos melhores sentimentos que ainda me ajudam a crer que o respeito, a estima e a admiração são possíveis entre escritores, sem hipocrisias nem segundas intenções, sem rasteiras nem navalhadas pelas costas. Tu não és desses, eu também não sou, por isso a nossa amizade não se limitou a sobreviver “tant bien que mal”, é firme e digna como o teu carácter e, se me permites a vaidade, como o meu todos os dias se esforça por ser. Partilho contigo a alegria desse Prémio, partilharei contigo todo o bem de que és merecedor.
A Pilar pede-me que te felicite e te envie um abraço. Eu abraço-te e felicito-te como a um irmão.

Com admiração e afecto,

José Saramago.

Legenda: José Saramago e Urbano Tavares Rodrigues na Festa do Avante de 2000.
Fotografia tirada de Urbano Tavares Rodrigues 50 Anos de Vida Literária Edições ASA, Porto Junho 2003