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domingo, 1 de fevereiro de 2015

PORQUE HOJE É DOMINGO


Passei sempre ao lado dos GNR, mas gosto muito desta canção, talvez porque a Isabel Silvestre lhe empreste um tom muito pessoal que já transporta desde os tempos do Grupo de Manhouce.
Bom domingo


Há um prenúncio de morte
Lá do fundo de onde eu venho
Os antigos chamam-lhe renho
Novos ricos são má sorte

É a pronúncia do Norte
Os tontos chamam-lhe torpe
Hemisfério fraco outro forte
Meio-dia não sejas triste

A bússola não sei se existe
E o plano talvez aborte
Nem guerra, bairro ou corte
É a pronúncia do Norte

Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
Tolheste os ramos onde pousavam
Da Geada as pérolas as fontes secaram

Corre um rio para o mar
E há um prenúncio de morte
E as teias que vidram nas janelas
Esperam um barco parecido com elas

Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar

É a pronúncia do Norte
Corre um rio para o mar

domingo, 7 de setembro de 2014

PORQUE HOJE É DOMINGO


Depois de nos últimos dois domingos ter andado às voltas com os filmes do Cliff Richard, regresso às canções.
Regresso a uma canção que ouço desde muito miúda, a lindíssima Canção do Mar.
Há imensas versões desta canção, cantadas não só por artistas portugueses como por artistas estrangeiros.
Curiosamente Richard Gere quis que a canção, interpretada por Dulce Pontes, aparecesse no filme, A Raiz do Medo, e lá o vemos, a determinado passo, a andar com o disco na mão, depois de lhe ter sido oferecido pelo dono do bar onde a ouvira pela primeira vez.
Lembro-me que na casa do Freitas existia um EP com a Canção do Mar tocada pela orquestra de Augusto Algueró.
Há algum tempo encontrei no You Tube esta versão cantada em português por duas cantoras russas: Elmira Kalimulina e Pelageya.
O que vos posso dizer é que fico arrepiada sempre que a ouço.

Bom domingo!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

EU NÃO QUERO PAGAR POR AQUILO QUE NÃO FIZ


Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Não fui eu que gastei
Mais do que era para mim
Não fui eu que tirei
Não fui eu que comi

Não fui eu que comprei
Não fui eu que escondi
Quando estavam a olhar
Não fui eu que fugi

Não é essa a razão
Para me quererem moldar
Porque eu não me escolhi
Para a fila do pão
Este barco afundou
Houve alguém que o cegou?
Não fui eu que não vi

Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Talvez do que não sei
Talvez do que não vi
Foi de mão para mão
Mas não passou por mim

E perdeu-se a razão
Todo o bom se feriu
Foi mesquinha a canção
Desse amor a fingir

Não me falem do fim
Se o caminho é mentir
Se quiseram entrar
Não souberam sair
Não fui eu quem falhou
Não fui eu quem cegou
Já não sabem sair

Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei

Meu sonho é de armas e mar
Minha força é navegar
Meu Norte em contraluz
Meu fado é vento que leva e conduz
E conduz
E conduz

TiagoBettencourt

domingo, 6 de maio de 2012

DA MINHA GALERIA



Para mim o Dia da Mãe será sempre a 8 de Dezembro.
Nunca entendi os motivos porque a Igreja passou o Dia da Mãe para o primeiro domingo do mês de Maio.
Sendo pessoa de acreditar, grande parte das decisões da Igreja não compreendo e outras não aceito mesmo.
Coloco aqui uma lindíssima canção do António Variações que ele dedicou a sua mãe, Deolinda de Jesus.
Por nabice minha – e não só! – não consegui a do próprio Variações que, naturalmente, é, em minha opinião, a melhor.
Esta é a versão de Isabel Silvestre.
Lamentavelmente António Variações deixou-nos muito cedo quando teria muito do seu talento para nos dar.
Como tantas vezes acontece só depois de morto, muitos, lhe encontraram o talento e a diferença.

A minha mãe.
É a mãe mais bonita,
Desculpem, mas é a maior,
Não admira, foi por mim escolhida,
E o meu gosto, é o melhor,
E esta é a canção mais feliz,
Feliz eu que a posso cantar,
É o meu maior grito de vida
Foi o seu grito, o meu despertar,
Canção de mãe é sorrir,
Canção de berço de embalar,
Melodia de dormir,
Mãe ternura a aconchegar,
Canção de mãe é sorrir,
Gosto de ver e ouvir,
Voz imagem de sonhar,
Imagem viva lembrança,
Que faz de mim a criança,
Que gosta de recordar

A minha mãe,
É a mãe mais amiga,
Certeza, com que posso contar,
E nem por isso, sou a imagem que queria,
Mas nem sempre me soube aceitar,
Razão de mãe é dizer,
Mãe cuidado a aconselhar,
Os cuidados que hei-de ter,
As defesas a cuidar,
Saudade mãe é escrever,
Carta que vou receber,
Notícia de me alegrar,
Cartas visitas encontros,
Essa troca que nós somos,
Este prazer de trocar,
Canção de mãe é sorrir,
Gosto de ver e ouvir,
A ternura de cantar.

sábado, 19 de novembro de 2011

DA MINHA GALERIA



Os amigos têm destes gestos que, nos tempos cinzentos que atravessamos., confortam a alma, comovem mesmo.
A Fernanda Simões sabendo do meu gosto pelo UHF, ofereceu-me este disco que pertencia à sua discoteca.
As palavras não aparecem em situações destas.
Resta dizer: obrigado.