Este mundo não presta,
venha outro. Já por tempo de mais aqui andamos a fingir de razões suficientes.
José
Saramago em Os Poemas Possíveis
Legenda:
imagem Shorpy
Este mundo não presta,
venha outro. Já por tempo de mais aqui andamos a fingir de razões suficientes.
José
Saramago em Os Poemas Possíveis
Legenda:
imagem Shorpy
José
Saramago
José
Saramago
Eu antes tinha querido
ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha
sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o outro dos
outros e o outro dos outros era eu.
Clarice Lispector
Legenda:
Clarice Lispector
Olho as coisas como se os meus olhos não estivessem habituados a isso.
José Saramago
Legenda:
pintura de Georges Seurat
Andamos
há séculos a perguntar-nos uns aos outros para que serve a literatura, e o
facto de não haver uma resposta não irá desanimar os futuros perguntadores.
Não existe uma resposta possível. Ou então há infinitas: a literatura serve
para entrar numa livraria e para nos sentarmos em casa, por exemplo. Ou para
ajudar a pensar. Ou para nada. Porquê esse sentido utilitário das coisas? Se
temos de procurar o sentido da música, da filosofia, de uma rosa, é porque
não estamos a entender nada. Um garfo tem uma função. A literatura não tem
uma função. Embora possa consolar uma pessoa. Embora nos possa fazer rir.
JOSÉ SARAMAGO
O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo
da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias.
José Saramago
As minhas personagens verdadeiramente fortes, verdadeiramente sólidas são sempre as figuras femininas. Não é porque eu tenha decidido, é porque sai-me assim. Não há nada de premeditado. Provavelmente isso resulta de que a parte da humanidade em que eu ainda tenho esperança é a mulher.
José Saramago
Legenda: Rosa Parks
José Saramago em Alabardas, Alabardas
José Saramago marcando, em Lanzarote, o final do ano
de 1994.
«Escrevo entre as 12 da noite e as 12 da
noite. A Península já entrou em 1995, aqui ainda nos restam vinte minutos de
1994 para viver. A noite de Lanzarote é cálida, tranquila, Ninguém mais no
mundo quer esta paz?»
José Saramago, em Cadernos de Lanzarote, Vol. II
Eu não invento nada.
Limito-me a pôr à vista. Levanto as pedras e mostro o que está por baixo. Nós
somos o outro do outro.
José Saramago
Tomemos
então, nós, cidadãos comuns, a palavra e a iniciativa. Com a mesma veemência e
a mesma força com que reivindicarmos os nossos direitos, reivindiquemos também
o dever dos nossos deveres.
José Saramago
Legenda: imagem cedida por Aida Santos
José
Saramago em Cadernos de Lanzarote, 2º volume