Quem vive para o amor está lixado
não tarda, que o amor é um
amplo espaço
vazio sem cor nem forma e
um silêncio
tumular por perto. Mau,
muito mau
para se levar alguém. Mas
tu vieste
e de imediato tudo fôra já
decidido
como quando alguém nasce e
olha em torno
— pouco importa se estranha
ou não a paisagem.
Tínhamos o nosso espaço e
tínhamo-nos
a nós, um ao outro por
natural companhia
era o amor, tudo indicava.
Podia-se morrer
disso. E tínhamos o tempo
todo para ver.
Rui
Caeiro
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