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domingo, 2 de junho de 2019

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


«The Kid» chegou a Vila velha com o título de «O Garoto de Charlot»
Se o Cinematógrafo Ideal e o diligente Jerónimo Fonseca haviam registado êxitos históricos – desde a já citada «Viagem à Lua» e de «Os Crimes de Diogo Alves», aos burlescos de Mack Sennett e às primeiras cowboiadas de Tom Mix – a entrada em cena de Charlie Chaplin e Jackie Coogan conquistou para o cinema-espectáculo a Vila Velha de todas as classes e idades. Tendo rido facilmente com os primeiros gags daquele sujeito de bigodinho, coco, bengala e pé de lado, a Vila nunca imaginara que ele a fizesse chorara. E, sendo as lágrimas um dos sais da vida, vila Velha verteu-as com gosto e abundância, aplaudindo calorosamente a obstinação e bravura daquele pai a salvar o filhinho do asilo. Meninas e mulheres feitas fungaram e ensoparam os lenços e a muitos homens de barba dura se molharam os olhos e se oprimiu o peito.
Na noite seguinte, O Pedro Neves chamou a atenção, durante a aula de leitura da Philarmónica, para o facto de o filme demonstrar bem a miséria que ia pela América, as desigualdades que lá se viviam, e, de um modo geral, a crueldade da sociedade capitalista.

Álvaro Guerra em Café República

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

OS CROMOS DO BOTECO


Há capas irresistíveis.
Esta é uma delas, encontrada na Loja do Nuno Potes.
Para quem não saiba, ou tenha esquecido, a loja fica no 61 da Rua Carvalho Araújo, ao pé da Alameda D. Afonso Henriques.
Mas não só pela capa, acabei de trazer o single para casa.
Também pelo Charlot e o que ele representa.
Em miúda, com Charlot, aprendi a alegria.
Muitos anos mais tarde, tudo o resto: alegrias com o rosto cheio de lágrimas.

Bengalin coco e bigode
e uma história p’ra contar.
Casaca e passo palhaço
um talento de pasmar.

Eis as armas deste herói
que tantos apaixonou.
O seu nome é Charlie Chaplin
conhecido por Charlot.

Um vagabundo
sempre elegante
passou no mundo
sempre emigrante

E viveu quimeras d’oiro
sofreu “Luzes da Ribalta”
foi o “Rei em Nova Iorque”
foi ditador e peralta.

Foi vadio, foi janota,
foi polícia, foi ladrão
foi gargalhada, foi lágrima,
foi vingança e foi perdão.

Um vagabundo
de calças largas
encheu de amor
horas amargas

Charlie Chaplin, Charlie Chaplin
que corres na tela muda
que te bates, que enterneces
 e beijas sempre a miúda.

Charlie Chaplin, Charlie Chaplin
botas velhas, bengalin
coco, bigode e casaca,
passo palhaço, arlequim,
polícia, vadio, ladrão
homem da rua, brigão,
apaixonado da vida
ue a tantos apaixonou:
tu, Charlot!

Interpretação: Bric-à-Brac
Letra: Mário Contumélias
Música: Manuel José Soares

domingo, 25 de dezembro de 2016

O QUE RESTA DO MEU SONHO AMERICANO


Hoje, dia de Natal (que notícia mais estranha, ouvida a olhar para o pinheiro), morreu a alegria ela mesmo, a melancolia ela mesmo, a esperança ela mesmo, a geometria exacta do lirismo: morreu Charlie Chaplin. Realmente, só faltava esta: morrer o Chaplin. Não era possível, realmente, descobrir notícia mais interessante, realmente, para dar no dia de Natal, do que nos virem dizer que morreu o Chaplin. O que vale, menino, é que já nada nos surpreende.
Cá por mim, íntimo de Charlot até à última costela, que passei com ele as passas do Algarve, já nem ligo. O meu amigo Charlie, ninguém o mata. É o matas. Seria matar esta gargalhada que ainda hoje dou, esta fraternidade de estar de pé, para estar de pé. Nisso, sou intransigente. Ninguém mata o Charlot porque não quero. Ninguém mata as luzes da cidade, ninguém mata as quimeras de oiro.
Estou aqui para defender esta ideia, defendê-la contra a morte. Nem que tenha de pedir a pistola emprestada ao Bogart, nem que tenha de não sei quê.
Porque é isto que resta do meu sonho americano.

Dinis Machado em O Lugar das Fitas

domingo, 17 de janeiro de 2016

VELHOS DISCOS


Este EP da Petula Clark é de 1967.
Comprado, como a maior parte dos meus discos destes tempos, na Grande Feira do Disco, na Rua Forno do Tijolo.
Uma capa muito bonita, cheia de charme.
Tinha um outro EP em que ela cantava um dos seus grandes sucessos: Chariot, que eu comecei por conhecer como La Tierra, na interpretação  dos 5 Latinos.
Tive imensa pena de esse disco se ter perdido. 
Mais tarde comprei um LP de sucessos em que a Petula Clark canta Chariot.


Seleccionei duas canções: This is My Song, que Charlie Chaplin compôs para o seu filme A Condessa de Hong Kong, e Chariot. 


domingo, 1 de fevereiro de 2015

BUSTER KEATON


Miguel Torga no XI volume do seu Diário, registava a morte de Buster Keaton:

Morreu Buster Keaton.
E com a sua morte apagou-se dentro de mim mais uma luz exemplar. O cinema foi o grande educador da minha adolescência. Por um preço acessível, com gravata ou sem ela, a horas desocupadas, o pobre poeta que eu não sabia que viria a ser entrava na sala, sentava-se, e tinha o universo possível e impossível diante dos olhos ávidos e deslumbrados. Uma arte popular e generosa vinha democraticamente ao encontro dum tímido moço inculto e angustiado e revelava-lhe magicamente terras nunca visitadas, paisagens nunca pressentidas, horizontes nunca contemplados. Punha-lhe, sobretudo, ao alcance da compreensão e sensibilidade o amor, o ódio, a desgraça, o heroísmo, a santidade, a perfídia, a abnegação, a pertinácia e a esperança encarnados em gente quotidiana, real, que actuava, penava e morria integrada no movimento inexorável da Vida. Buster Keaton foi um desses heróis liberais, pungentes e abnegados. Aparecia na tela sério e solene, lutava árdua e desastradamente contra os moinhos do destino, e partia vencido, com o triunfo adiado na fundura dos olhos. Charlot revezava-se com ele nos programas e nas aventuras. Mas o boneco de coco e bengala tinha um literato por detrás da cortina a puxar-lhe os cordelinhos. Títere nas mãos de um génio oculto e ambíguo, muito embora comovesse ou divertisse mais, convencia menos. Pamplinas, esse, era um homem de carne e osso, que actuava de rosto descoberto e assumia a inteira responsabilidade da sua fisionomia. Que se recusava a ser mito de si próprio. Um homem que nunca se demitiu da condição de mortal, a tal ponto que morreu agora dum cancro, humanamente, velho, enrugado e transitório.
Enrugado e transitório como eu próprio me vejo e sinto, a meditar a sua última lição.

domingo, 18 de maio de 2014

OS IDOS DE MAIO DE 1974


De 6 a 12 de Maio de 1974

NO DIA 6 de Maio é fundado o Partido Popular Democrata (PPD).
Na comissão organizadora estão Francisco Pinto Balsemão, Joaquim Magalhães Mota e Francisco Sá Carneiro que será o secretário-geral.
O PPD é um partido voltado para o progresso social e aberto à esquerda não marxista. São justos e equilibrados os caminhos da Social-Democracia.

MIGUEL TORGA, no dia 6 de Maio escreve no seu Diário:
Continua a revolução, e todos se apressam a assinar o ponto.
- O senhor não diz nada? – Interpelou-me há pouco despudoradamente, um dos novos prosélitos.
E fiquei sem fala diante da irresponsabilidade de semelhante pergunta. Foi como se me tivessem feito engolir, cinquenta anos de protesto

VASCO Vieira de Almeida, delegado da Junta de Salvação Nacional, no Ministério das Finanças, esclareceu que as deliberações adoptadas pelo MFA apenas visaram impedir acções especulativas a todos os níveis, fugas da massa monetária e reprimir subidas abusivas de preços. Informou também que o mercado da bolsa continuará encerrado e da reabertura dará, quando tomar posse o Governo Provisório.

COMEÇOU a funcionar a sede provisória do Partido Comunista Português na Rua António Serpa, onde funcionava o comando 4 da extinta Legião Portuguesa.

CERCA de 50 000 pessoas participaram num comício organizado por um movimento político criado pela população branca de Moçambique FICO-Frente Independente de Solidariedade Ocidental. Os seus dirigentes manifestaram o seu inteiro apoio ao general António Spínola e tencionam conduzir uma campanha contra o abandono dos territórios africanos por parte de Portugal.

JORGE Paulo Teixeira, director de informação e Propaganda do MPLA declarou em Argel: «Rejeitamos a ideia apresentada pelo general Spínola para um Estado Federal, porque é necessário ter em conta que somos entidades diferentes. Angola não é Portugal, como é a Guiné-Bissau, nem Moçambique. Recusamo-nos a ser considerados portugueses de pele negra».

MÁRIO Soares afirmou que o Partido Socialista não é um partido burguês e se tentará organizar sobre a base da classe operária, onde os representantes de outras classes terão igualmente lugar.

AGOSTINHO Neto, declarou em Copenhaga que o «general Spínola não disse em momento algum que seja aceitável para nós» e por essa razão «continuamos a lutar até que os portugueses decretem publicamente que temos, plenamente, direito á independência». Acrescentou ainda que «não percebe como é que Portugal se pode transformar num estado democrático, sem que os povos das colónias obtenham a sua independência».




O GRANDE Ditador, escrito, produzido e realizado por Charles Chaplin é finalmente exibido em Portugal na sua versão integral.

NUNO Calvet de Magalhães anuncia para breve o texto do programa do Partido Cristão Social-Democrata do qual é um dos fundadores.

ASCENDE a 560 contos o dinheiro apreendido pela extinta PIDE/DGS aos presos políticos.

OS FUNCIONÁRIOS da CARRIS dizem não ao boné. Após o Sindicato dos Motoristas ter decidido a abolição do uso do boné, é a vez dos cobradores aprovarem idêntica decisão.

DADO a empresa proprietária de O Século e os seus trabalhadores não terem chegado a acordo, aquele jornal não se aplica há três dias.
ÓSCAR Lopes foi nomeado pela Junta de Salvação Nacional para director da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

EM CONSEQUÊNCIA de desinteligências no seio do Partido Cristão Social-Democrata verificou-se uma cisão de que resultou o Partido da Democracia Cristã.

CHAMPALIMAUD elogia Spínola: espero que nunca mais voltemos aos tempos passados.

DUAS únicas apresentações do grupo espanhol AGUAVIVA no Monumental.

RELAÇÕES diplomáticas cum a URSS são um caso a estudar.

SEGUNDO Miller Guerra o PPD virá a ser um partido dominante pois o programa poderá ser facilmente aceite pela fracção burguesa a que o Movimento dos Capitães deu força e significação.

SITUAÇÃO tensa na Timex. A administração recusa receber os trabalhadores. Dois mil trabalhadores estão em greve.

MIL moradores de bairros da lata ocupam 23 blocos de Chelas, vazios há dois anos.

A INTERSINDICAL estuda transformar o A Época num jornal diário de trabalhadores.

Divulgado programa político do MES, Movimento de Esquerda Socialista.

VERGÍLIO Ferreira, no dia 10 de Maio, escreve no seu Conta-Corrente:
Seria útil dar o balanço de quinze dias de revolução. Mas tudo se mantém ainda confuso. No entanto, alguma coisa se vai esclarecendo: de um lado a ideia de que a revolução é para o interesse de cada um de nós, singularizado no esquecimento dos outros; do outro lado, a visível manifestação a todos os níveis, de núcleos comunistas. Seria uma revolução PC? Greves. Já começaram. Que não se propaguem em epidemia e ferem o caos. Para onde vamos? Por sobre tudo, uma certeza: os militares continuam de armas aperradas.


Fontes: Recortes de acervo pessoal, Diário de Uma Revolução, Mil Dias Editora, Lisboa, Janeiro de 1978, Maio de 74 Dia a Dia, Edição de Teorema e Abril em Maio, Lisboa, Maio de 2001, Portugal Hoje edição da Secretaria de Estado da Informação e Turismo,  A Funda, Artur Portela Filho, Editora Arcádia, Lisboa

domingo, 19 de janeiro de 2014

PORQUE HOJE É DOMINGO


e porque os dias estão triste e e sombrios, trazer aqui uma canção que faça mudar o rumo: Smile.
Tanto quanto me contaram, fala da importância de sorrir, mesmo que por dentro a tristeza se passeie e se possa concluir que a vida vale sempre a pena.
Há muitas interpretações desta canção, mas escolhi a de que mais gosto, a de Nat King Cole.
Bom domingo.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


Coimbra, 26 de Dezembro de 1977

Chego e leio a notícia do falecimento de Charlie Chaplin. E, quase sem eu querer, a imagem do Charlot a que deu vida e universalidade sobrepõe-se instantaneamente no meu espírito à do seu criador, numa consoladora sensação de luto aliviado. Sim o mundo está mais pobre. Um génio que o habitava desapareceu para sempre. Só que esse génio de tal maneira se transmutou na sua criatura, que de há muito ela lhe ocupa o nicho no altar dos meus santos. É, de facto, o vagabundo do bigodinho, das calças largas e rotas, das botas cambadas, do coco e da bengalinha que vive entronizado na minha admiração, desde que na juventude o vi pela primeira vez na pele de um D. Quixote cordo e travesso a desafiar os gigantes da ordem estabelecida como se eles fossem moinhos de vento. O Zé-ninguém a arteiro de A Quimera do Ouro, do Circo e dos Tempos Modernos, que nunca vence nem é vencido, que não desiste mesmo quando parece abandonar a luta, que sabe encontrar sempre o largo caminho da liberdade em todos os becos sem saída, é que é meu semelhante, é que irradia calor humano, é que infunde coragem e dá esperança, é que me espevita a imaginação. E esse, graças a Deus, não morreu nem morrerá.

Miguel Torga em Diário Vol. XIII, Publicações Dom Quixote, Lisboa Novembro de 1999.

Legenda: final de Tempos Modernos.

quarta-feira, 6 de março de 2013

POR CAUSA DE UM FILME DO CHARLOT


Neste dia, em 1932, escrevia Miguel Torga no seu Diário:
Estoirei-me hoje dum carro eléctrico abaixo por causa de um filme de Charlot. Ia morrendo, ou pelo menos ficando sem um braço. Mas o filme mereceu o fato inutilizado e merecia também o braço a menos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?



Neste dia, há 122 anos, nascia em Londres,  Charles Spencer Chaplin, também conhecido por Charlie Chaplin, mas mais conhecido por Charlot.
Morreu, com 88 anos, no dia 25 de Dezembro de 1977, ele que odiava o Natal.

O CHARLOT É QUE SIM

“Creio que uma das muitas pessoas que têm razão no mundo é  o Charlot.
É certo que passa fome, tem o seu frio no Inverno e as botas todas gastas,
mas ri-se de muita coisa,
despreza admiràvelmente a ordem
e vai aguentando as cacetadas e prisões e outras violências.
No entanto,
o multimilionário Rockfeller é que passa por inteligente e empreendedor e grande,
e honesto e moralista,
e benfeitor também quando é preciso.
É evidente que o Rockfeller até trabalha aos Domingos,
e que isso vai ficar na história dos grandes feitos de hoje,
mas o que mais me alegre são as vagabundagens do Charlot,
e o orgulho dele contra as moedas acumuladas,
e aquele chuto na ponta do cigarro ao ir para a prisão,
e esse infinito voltar de costas às fardas,
e o comprar comovidamente flores à rapariga cega,
e dar-lhe a mão depois
e entristecer dos pobres serem tristes.
... É por isso que nunca sonho com o Rockfeller.”

Eduardo Valente da Fonseca em Tempo dos Manequins

Legenda: Desenho de António Bronze que faz parte das ilustrações de “Tempo dos Manequins”.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


Ainda José Saramago e o cinema.

Texto publicado  no 2º volume de “O Caderno”:  

Numa destas últimas noites vi na televisão alguns filmes antigos de Chaplin, a saber, dois ou três episódios nas trincheiras da primeira guerra mundial e um filme mais extenso, “The Pilgrim”, que, retoma, com menos felicidade que noutros casos, o tema recorrente de um Chaplin sem culpas procurado pela polícia. Não sorri nem uma única vez. Surpreendido comigo mesmo, como se tivesse faltado a uma jura solene, dei-me ao trabalho de tentar recordar, tanto quanto me seria possível oitenta anos depois, que risos, que gargalhadas me terá feito soltar Charlot nos dois cinemas populares de Lisboa que frequentava quando tinha seis ou sete anos. Não recordei grande coisa. Os meus ídolos nessa época eram dois cómicos suecos, Pat e Patachon, que esses, sim, eram, para mim, autênticos campeões da gargalhada. Continuando a reflectir com os meus botões, sempre bons conselheiros porque em princípio não mudam de casa nem de opinião, cheguei à inesperada conclusão de que Chaplin, afinal, não é um cómico, mas um trágico. Repare-se como tudo é triste, como tudo é melancólico nos seus filmes. A própria máscara chaplinesca, toda ela em branco e negro, pele de gesso, sobrancelhas, bigode, olhos como pingos de alcatrão, é uma máscara que em nada destoaria ao lado das representações plásticas clássicas do actor trágico. E há mais. O sorriso de Chaplin não é um sorriso feliz, pelo contrário, aventuro-me a dizer, sabendo ao que me arrisco, que é tão inquietante que ficaria bem na boca de qualquer drácula. Se eu fosse mulher, fugiria de um homem que me sorrisse assim. Aqueles incisivos, demasiado grandes, demasiado regulares, demasiado brancos, assustam. São um esgar no enquadramento rígido dos lábios. Sei de antemão que pouquíssimos vão estar de acordo comigo. O caso é que, uma vez que foi decidido que Chaplin é um actor cómico, ninguém lhe olha para a cara. Creiam no que lhes digo. Olhem-no de frente sem ideias feitas, observem aquelas feições uma por uma, esqueçam por um momento a dança dos pezinhos, e digam-me depois o que viram. Chaplin levaria todos os seus filmes a chorar se pudesse.