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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O CHEIRO DO VINIL


Lembro-me do cheiro do vinil, do Valentim de Carvalho, das capas dos EP e LP, do Salut les Copains, e do desespero que vivi quando o meu primeiro78 rotações do Bill Halley, que ainda cheguei a ouvir numa reles grafonola, se partiu em cacos. E das festas e reuniões, dos namoros, da animação e do divertimento espontâneo e saudável, tudo isso com a "nossa" música como pano de fundo e elemento aglutinador.

Luís de Freitas Branco no Prefácio à Biografia do Ié-Ié de Luís Pinheiro de Almeida

domingo, 8 de junho de 2014

EM ÓRBITA


Texto de Luís Pinheiro de Almeida, publicado no Público de 1 de Abril de 2000, assinalando a data da primeira emissão do Em Órbita.
Memórias dos anos 60. Quem não viveu esses anos não sabe o que foi e explicações nada adiantam...

terça-feira, 27 de maio de 2014

OLHAR AS CAPAS


Biografia do Ié-Ié

Luís Pinheiro de Almeida
Prefácio: Luís de Freitas Branco
Introdução: Afonso Cortez
Sistema Solar, CRL (Documenta), Lisboa, Abril de 2014-05-27

Na sua grande maioria eram constituídos por estudantes («conjuntos académicos», «conjunto universitários»), motivo por que as carreiras tinham curta duração, seja pela conclusão dos respectivos cursos, seja pelo cumprimento do serviço militar obrigatório com tês frentes de guerra em África.
Era mais frequente ver uma espingarda G3 nas mãos de um jovem porttugês do que uma guitarra Eko.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

FOI BONITA A FESTA, PÁ!






Esta malta é como o vinho do Porto: quanto mais velho melhor.
É algo de comovente ver rapazes que encheram as nossas tardes e noites de bailes cantarem, mesmo com o toquezinho da idade, com tanta alegria e emoção.
Surpresa das surpresas foi ver o nosso Paulinho a tocar nos Discovers.
E, mais uma vez, o Daniel Bacelar não cantou a Marcianita.
A festa de lançamento da Biografia do Ié-Ié, na tarde de sábado, foi bonita, o Luís bem a mereceu.
O livro é um trabalho competente e quem quiser saber quem foram os personagens daqueles tempos loucos, têm lá tudo.
Pena que por causa da final dos Campeões Europeus o tempo fosse tão curto.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


Começo por dizer que o Luís Pinheiro de Almeida é um amigão.
Mas este anúncio não tem. apenas a ver com amizade.
Tem o intuito de vos chamar a atenção para um notável trabalho sobre um tema pouco abordado.
Se querem saber o que foram os tempos maravilhosos da maltosa dos anos 60 portugueses, não podem deixar de comprar a Biografia do Ié-Ié.
Eu que sou daquele tempo que andem por bailaricos e por aí fora, encontrei no livro  gente de que nunca ouvi falar e que me deu muito gozo passar a conhecer.
Um livro de que o professor Marcelo Rebelo de Sousa falou no domingo na TVI e parece mesmo que lhe dedicou alguma atenção porque deu pormenores que raramente dá aos livros que mostra.
De como com processos primitivos, sem dinheiro para comprar instrumentos ou mesmos fatos, muitos apareciam com a roupa do dia-a-dia, se fizeram coisas fabulosas e... únicas.
Prestem também a atenção que a apresentação do livro tem como oferta um espectáculo que reúne os Claves, Ekos, Palyboys, João Charuua dos Guitarras de Fogo, Discovers e Daniel Bacelar que, de modo algum, deixará de cantar Marcianita, na minha modesta opinião, a melhor versão que conheço e que ele sempre diz que estou a gozar.
Apareçam para ver como é, e não se arrependerão!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

OLHAR AS CAPAS


25 de Abril: Memórias

Luís Pinheiro de Almeida e Rui Cabral
Agência Lusa, Lisboa, 1994

Ainda hoje a minha mulher não me perdoa não a ter avisado que estava a fazer o 25 de Abril. Ela tinha um dinheiro empatado na Bolsa e perdemos tudo. Fiz o 25 de Abril como militar, como reivindicação laboral. Depois afastei-me. Nunca tive ambições políticas

(Do depoimento do Major Bicho Beatriz)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

SARAMAGUEANDO



Quando pensamos que pouco mais há para nos surpreender, um pequeno gesto desenha toda a diferença.
Amizade e José Saramago: uma mistura que é uma grande festa, uma agenda que ajudará a fazer com que as palavras dos dias respirem melhor.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

POSTAIS SEM SELO



Tão nobre a sepultura que ele escolheu para si mesmo. Jaz debaixo de magníficos pinheiros verdes cobertos de neve. Não vou avisar ninguém. A natureza vela pelos seus mortos, as estrelas cantam em voz baixa em torno da sua cabeça e os pássaros nocturnos grasnam, e é esta a música ideal para quem já não ouve nem sente.

Robert Walser, "Os Irmãos Tanner"

Legenda: Nevão em Pinheiro de Lafões.
Fotografia de Luís Pinheiro de Almeida.