A Biblioteca da Casa possui, devidamente encadernados, os números da Seara Nova desde o nº 1400 (Junho de 1962 até ao nº 1597 (Novembro 1979), um total de 8 volumes.
Os
primeiros dois volumes foram encadernados com o amadorismo do meu avô, os
restantes foram encadernados por um grupo de reformados da Companhia Nacional
de Navegação, que assim ocupavam os seus tempos livres, e completavam, com uns
escudos, as baixas reformas.
«A Seara Nova é uma revista
fundada em Lisboa, no ano de 1921, (15 de Outubro de 1921) por
iniciativa de Raul Proença e de um grupo de intelectuais portugueses
da época.
Na
sua origem era uma publicação essencialmente doutrinária e crítica,
assumidamente com fins pedagógicos e políticos.
O
grupo de intelectuais reunidos em torno do projeto editorial definiram-na como
"de doutrina e crítica", tendo como objetivo, como se lê no
editorial do N.º 1, datado de 15 de outubro de 1921, ser
de poetas militantes, críticos militantes, economistas e pedagogos
militantes.
Com
a publicação pretendiam contribuir para quebrar o isolamento da elite
intelectual portuguesa, aproximando-a da realidade social.
Depois
da implantação da Ditadura Nacional surgida da Revolução
Nacional de 28 de Maio de 1926, o grupo da Seara
Nova, a que atualmente se usa atribuir a designação de seareiros,
não obstante a censura e as dificuldades financeiras, assumiu-se como
um dos grupos mais ativos no combate ideológico contra o salazarismo.
Nos
seus anos iniciais o projeto reuniu alguns dos principais nomes da
intelectualidade do tempo, com destaque para Jaime Cortesão, Raul
Proença e António Sérgio, mas também, entre outros, Raul
Brandão, Aquilino Ribeiro, Câmara Reis, António Ferreira de
Macedo, Cabral do Nascimento e Augusto Casimiro. Após estas
vicissitudes e múltiplas entradas e saídas de colaboradores, a revista perdeu o
prestígio de outrora e já pouco significa enquanto movimento social atuante.
Desde
2015, o seu nome está consagrado na toponímia de Lisboa através da Rua Seara
Nova, que foi inaugurada em maio de 2017 na Urbanização Nova Amoreiras (antiga
Quinta do Mineiro), na freguesia de Santo António.
A
revista prosseguiu com a sua publicação, embora nem sempre regularmente, até ao
ano de 1979, atingindo então o número 1598/1599. A partir daquele ano,
passou a publicar apenas um exemplar anual para assegurar que, face à lei
portuguesa, o título não caducasse, assim se mantendo até ao ano de 1985,
quando reapareceu com uma nova série. Agora como revista trimestral, a partir
da edição do Verão de 2004 a publicação retomou a anterior numeração,
incorporando posteriormente todas as edições entretanto feitas.»
Nem
sempre a encontro, mas quando isso acontece, compro.
Três
revistas completaram o curso cultural e político da casa: a Seara Nova, a Vértice e O Tempo e o Modo
(esta apenas esporadicamente).
.jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário