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terça-feira, 14 de outubro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Por aqui, a quase esmagadora das gentes que vivem e trabalham, acabam por se revelar uma gente muito estranha.

Muitos não têm casa onde dormir, não têm de comer, são regularmente pontapeados pela direita e pelo seu extremo.

Mas é neles em que depositam o voto.

Existem imensos casos de estudo destes procedimentos.

Há diversos avisos para os perigos que correm.

Em vão!

«Era expectável que os candidatos do PS alimentassem a possibilidade de vencerem no Porto e em Lisboa, o que condicionaria a leitura dos resultados eleitorais. Manuel Pizarro tinha no Porto uma notoriedade que Pedro Duarte reconhecia ser o seu principal inconveniente. Alexandra Leitão suspeitava que a candidatura de João Ferreira fosse determinante para a sua derrota, como se veio a confirmar, mas travava uma campanha contra alguém enfraquecido por quatro anos de gestão petulante e pela incongruência do discurso em que se enredou após o acidente do Elevador da Glória. Todavia, os últimos meses desastrosos não o impediram de receber mais 30 mil votos do que há quatro anos.»

Amílcar Correia no Público

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

NOTÌCIAS DO CIRCO

Ainda não se sabia o resultado das eleições de ontem.

O do costume, largamente pimpão, aos jornalistas garantiu que quanto a leituras nacionais, sejam elas quais forem:

«Não me vou demitir, de certeza. Podem já tirar esse cavalinho da chuva».

A afirmação desse do costume, só poderia vir daquele sorriso cínico que empresta a tudo o que, charmosamente diz e é o primeiro-ministro do reino.

CONVERSANDO

Sempre a mesma cantiga…

Quando o povo e os trabalhadores, completamente perseguidos e hostilizados pelos diversos agentes capitalistas, ao longo dos tempos, pouco ou nada aprendem:

Que fazer?

Que dizer?

Sim, o Sol nasce todos os dias.

Iremos ter tempo para que a esperança não seja um nome como qualquer outro…?

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

LISBOA, CIDADE DA NOSSA VIDA


A longa experiência como autarca da cidade da sua vida, permite, entre os candidatos que concorrem à Câmara, uma experiência quase única.

Nos diversos debates nas televisões e nas rádios, João Ferreira mostrou um discurso entusiasmante, culto e inteligente.

Só poderia ser ele o meu candidato à Câmara de Lisboa.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Pedro Passos Coelho começou a sair das sombras de Massamá e apareceu a apoiar, na campanha autárquica, quem ele muito bem quer, deixando avisos que os representantes dos partidos não devem afastar acordos pré-eleitorais e lembra, firmemente, que as linhas vermelhas, porque vivemos numa democracia, não têm qualquer razão de ser.

O «trabalhador» Luís anda por aí à deriva e já sente que o seu lugar de ilustre primeiro do reino, está em perigo...

O diabo acaba sempre por aparecer…

domingo, 5 de outubro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

«Uma investigação do programa ‘Prova dos Factos’, da RTP, mostra, com toda a clareza, um velho vício do Estado e dos atores políticos, neste caso da Câmara Municipal de Lisboa e de Carlos Moedas. Depois de terem garantido “todo o apoio” às vítimas da tragédia do Elevador da Glória e aos seus familiares, passado um mês, o esquecimento, a incúria, a invisibilidade daqueles vai-se impondo. Moedas encheu as televisões a dizer que tinha falado com todas as famílias mas, em dois casos documentados pela RTP, não só não falou como foi apanhado numa grave incorreção. Afinal, falou com quem lhe pediu para ser recebido, coisa muito diferente do alarido mediático inicial. O episódio é grave e mostra um cinismo antigo na forma como alguns atores políticos tratam estes casos. Passada a pressão mediática e política, instala-se o torpor, o laxismo, o jogo de palavras, como o da dita correção. Instala-se o abandono das pessoas, as dificuldades burocráticas, a gestão fria da lei, dos regulamentos, das interpretações jurídicas, relegando tudo para comissões, como a que neste caso acompanha a questão das indemnizações devidas, que ainda nem tomou posse. O baixo nível de exigência cívica que domina entre nós é uma das maiores armas dos políticos incumpridores. Criou um padrão amoral, de alguma indiferença ao sofrimento, que não pode triunfar. Assim saibamos todos cumprir o nosso papel. Neste caso, os media têm-no cumprido inteiramente.»

Eduardo Dâmaso no Correio da Manhã

sábado, 4 de outubro de 2025

DISTO,DAQUILO E DAQUELOUTRO


As eleições autárquicas são a 12 de Outubro.

Os partidos, em campanha eleitoral, têm invadido as ruas das cidades, vilas, aldeias.

Tirando os que vão a todas, são eles que são o número das arruadas, das bandeiras, das palavras de ordem.

O resto do país está cansado de eleições, desmotivado, não acredita nas promessas apregoadas e nunca concretizadas.

Chegámos a isto!

O circo não presta e o pão já vai faltando!...

1.

Passado um mês sobre o trágico acidente, o governo ainda está a averiguar quem é a entidade responsável pela fiscalização do elevador da Glória.

2.

«Governar com a expectativa de que o Chega pode ser, ou vir a ser, um parceiro fiável é desconhecer a fábula da rã e do escorpião. Com tantos malabarismos, tanta estalada sem resposta, tanta ambiguidade no confronto com um inimigo agressivo e perigoso, Montenegro pode ganhar uma lei para acalmar as percepções e mais meia dúzia de meses de equilibrismo. Mas sendo assim, jamais será o que hoje faz mais falta: um homem de Estado, capaz de ler o país e o mundo para lá do pequeno cálculo eleitoral. As pessoas que prezam coisas simples como a coragem, que em tempos expressou no “não é não”, ou a honra do bom nome, dificilmente olharão para ele com apreço.»

Manuel Carvalho no Público de 2 de Outubro.

3.

«Até Agosto deste ano, o SNS gastou mais de 17 milhões que em todo o ano de 2024 com médicos tarefeiros. Desde 2009, uma única empresa faturou perto de 56 milhões de euros. 

Em notícia avançada pela revista Sábado foi revelado o negócio de milhões das empresas que fazem da doença lucro. Empresas como a Randstad, a Talenter, ou Select Clinical viram na falta de médicos no SNS e na dificuldade de recrutamento, a oportunidade de negócio ideal e os vários governos foram facilitando e alinhando cada vez mais na contratação de médicos a essas empresas.

Na prática, os médicos tarefeiros trabalham à tarefa, ou seja, recebem por horas de serviço prestado, consultas feitas ou turnos realizados, e normalmente não têm vínculo laboral direto com o hospital público onde trabalham. Desta feita, o hospital ou centro de saúde celebra um contrato com uma empresa de prestação de serviços médicos e paga-lhe a quantia acordada por hora ou turno.» 

Lido em Abril, Abril

4.

«A medicina é uma arte do comércio.»

Nuno Júdice

5.

«Que podemos nós fazer pelo mundo, enquanto vivemos? Muitos homens e muitas mulheres desejariam servir a Humanidade, mas encontram-se perplexos, e a sua força parece infinitesimal. O desespero apodera-se deles, e mais sofrem com o sentimento de impotência, e os que mais estão expostos à ruína espiritual através da perda da esperança.»

Bertrand Russell 

sábado, 27 de setembro de 2025

DISTO, DAQULO E DAQUELOUTRO

Esta secção nasceu com o propósito de ser semanal, mas nunca conseguimos seguir esse propósito. Resta apresentar os necessários pedidos de desculpa.


De Donald Trump há que esperar tudo, mais alguma coisa  e ainda a procissão vai no adro.

Como um país, como a América, consegue colocar um louco a governá-lo, é algo que ultrapassa todos os limites da incompreensão, dizer ainda dos milhões de admiradores que ele tem pelo vasto mundo, do qual Portugal não escapa.

O discurso que Trump proferiu esta semana nas ONU, está repleto de ameaças e lá vieram os imigrantes -  «é tempo de acabar de com a experiência falhada das fronteiras abertas. Têm de acabar com isso agora. Posso dizer-vos que sou muito bom nestas coisas. Os vossos países vão para o inferno».

Mas o mais surpreendente foi  ouvi-lo lamentar-se de que em tempos, foi preterido como empreiteiro num concurso para a renovação do edifício das Nações Unidas.

1.

Os preços das casas em Portugal Continental subiram 21,6% em Agosto face a igual período do ano passado. Há quase 40 anos que não se verificava uma subida tão acentuada em Portugal.

 

2.

João Ferreira da CDU, apresenta-se como o mais bem preparado candidato à Câmara Municipal de Lisboa.

«Carlos Moedas e Alexandra Leitão, candidatos à Câmara Municipal de Lisboa estavam mesmo convencidos de que iam ser favas contadas. Quando já estava decretada a corrida a dois, um desastre: os confortáveis debates frente a frente, apenas um contra o outro (tão ao gosto dos nossos comentadores do espectáculo político), foram travados pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social , que repôs a justiça (e a lei) e forçou a comunicação social a incluir todas a forças políticas com vereadores eleitos na autarquia – sendo a CDU a única candidatura excluída.

Nem mesmo a opção absurda de incluir o Chega (sem que nenhum critério o justificasse) alterou o resultado dos dois primeiros debates (na SIC e no Observador): «Ferreira venceu. Moedas pouco melhor que Leitão», declarou o Observador («João Ferreira ganha de novo e Leitão perde para Moedas», repetiram dias mais tarde); «Com Moedas à defesa, João Ferreira impôs-se no debate de Lisboa e levou Alexandra Leitão ao prolongamento», concluiu o Expresso; o podcast da equipa de política do Público é peremptório no título escolhido – «A vitória de João Ferreira».

Lido em Abril, Abril

3. 

«Um genocídio na Palestina, guerra na Ucrânia, tensão nos EUA e entre os EUA e Venezuela, autárquicas à porta... mas a televisão pública dedica os primeiros 22 minutos do Jornal da Tarde à mudança de treinador no Benfica. E está a repetir a desgraça no Telejornal. Isto não é apenas doentio, é indecoroso. É a miséria em que estamos metidos».

Lido no blogue Antologia do Esquecimento

4.

Os dirigentes das principais universidades do país e dois dos mais prestigiados investigadores nacionais arrasam a extinção da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a medida do governo é radical, não tem fundamento e compromete a ciência.

5.

«De acordo com dados da empresa, há quatro concelhos sem pontos de venda de imprensa; cerca de duas dezenas só com um; 61% das freguesias, onde residem 19% do portuguesas não têm pontos de venda de jornais. Com exceção para a Grande Lisboa e Grande Porto, Setúbal, Coimbra e Braga, o resto do país tem rentabilidade negativa.

Sem leitura, aumenta a dependência das redes sociais como fonte primária de informação. Ora, sabemos bem como essas plataformas são terreno fértil para teorias da conspiração e manipulações. A ausência de informação profissional e verificada deixa o espaço público vulnerável.

Ler continua a ser um ato político, no sentido mais nobre do termo. Ler amplia horizontes, combate preconceitos e fortalece a cidadania. Mas para que isso seja possível é necessário que o Governo assuma a sua responsabilidade: garantir que a imprensa chega a todo o território, apoiar uma rede de distribuição que não pode ser deixada ao abandono, e reforçar políticas públicas que promovam a leitura desde cedo e ao longo da vida.»

Do editorial de Valentina Marcelino no Diário de Notícias de 23 de Setembro

6.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, cada português desperdiça por ano 182,7 quilos de alimentos, e os dados de 2023 indicam que nesse ano desperdiçaram-se no país 1,9 milhões de toneladas de alimentos, sendo 66,8% desse desperdício atribuídos às famílias.

7.

Também uma frase do poeta e editor Paulo da Costa Domingos:

«É cada vez mais nos livros velhos que devemos buscar as verdades novas.»