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segunda-feira, 5 de agosto de 2019
sábado, 18 de maio de 2019
SLB
«Que seja a
reconquista do bom futebol e das boas maneiras»
Tão bonito saber que à frente de um clube está um
treinador civilizado.
Que sabe, e quer que todos saibam, que um jogo de futebol
não é mais que um jogo de futebol, um divertimento e que há coisas bem mais
importantes na nossa sociedade, nas nossas vidas.
sexta-feira, 10 de maio de 2019
SARAMAGUEANDO
Voltamos às páginas
do Joaquim Vieira em José Saramago Rota da Vida.
Vieira conta que
José Saramago, vivendo na Parede com Ilda Reis e a filha Violante, inscreve-se «como
o sócio nº 488 do Clube Nacinal de Ginástica da Parede, dedicando-se ao ténis
como a sua actividade física favorita. E surpreendentemente publica no suplemento
«Cultura e Desporto», do jornal «O Benfica», em início de 1956, um longo
artigo intitulado «É tempo», onde não fala de desporto mas sim de «atitude do
homem cristalizado diante da arte moderna, para fazer uma apaixonada apologia
das vanguardas estéticas.
Joaquim Vieira
não conta, mas José Saramago foi sócio do Sport Lisboa e Benfica e tal como se
pode ler no catálogo da exposição José
Saramago: A Consistência dos Sonhos em 1999 tornou-se Sócio
Honorário Desportivo do Sport Lisboa e Benfica.
Há um curioso
recorte do Mário Castrim, numa crítica, publicado no semanário Tal &
Qual, a um programa, bem idiota, dos princípios da SIC, que dava pelo nome
de Os Donos da Bola:
«O momento mais alto do programa aconteceu na
Assembleia do Benfica transmitida em directo. Levantou-se para falar o sócio
Jorge Máximo. “O galardão máximo da literatura foi entregue a José Saramago.
Ainda por cima, José Saramago é do Benfica. Vamos daqui dar uma salva de palmas
a esse grande homem, a esse grande português. Somos campeões do mundo em
literatura! É isso que nós, benfiquistas, não podemos perder no nosso
humanismo».
Fico siderado. Uma vontade doida de rir e não ser
capaz. Porque aquilo é mesmo assim. Todos agora nos sentimos campeões do mundo
em literatura, todos e não apenas os benfiquistas. Está aí a grandeza so
Saramago: dar força ao nosso humanismo».
Algures, José
Saramago reflecte que o futebol tem o velho problema: ou é bem, ou mal
jogado.
Numa entrevista
que deu a Afonso de Melo, e publicada em A Bola Magazine de
Novembro 1998, José Saramago fala dos seus desencantos com o futebol.
Eu fui sócio do Benfica com os meus oito ou nove anos,
Por influência do meu pai, claro está!, ele era um benfiquista ferrenho, no tempo
do Estádio das Amoreiras, com aquelas bancadas e aquele peão de terceiro mundo.
Mas depois as mudanças de vida levaram-me por outros caminhos. Não me apetecia
estar a sair de casa para ver um jogo. Nunca fui suficientemente entusiasta para
andar de bandeira e cachecol e toda essa parafernália que fez com que o
espetáculo se tenha deslocado do campo para as bancadas. O que, aliás, está de
acordo com os atuais costumes do Mundo. Além do
mais desagradei-me.
Também não quero estar aqui com a conversa saudosista
do «antigamente é que era bom». Mas a verdade é que, nessa época, o
jogador tinha o seu clube, e clube e jogador estavam pegados um ao outro. A
camisola era uma coisa respeitável. Quase como uma outra bandeira. E o Benfica
viveu o orgulho de só ter jogadores portugueses...Num tempo não muito distante.
E agora o que é que acontece? Caiu-se num exagero. Onde estão hoje o Benfica, o
Sporting, o F.C.Porto? O futebol não passa de um negócio. Desapareceu uma certa
solidariedade de grupo. Isso fez-me desinteressar pelo futebol. O futebol
converteu-se num espetáculo e já nada tem praticamente de desporto. Apenas
isso.
Sobre o Benfica
e o futebol, já Saramago andara às voltas na longa conversa que manteve com João Céu e Silva. O jornalista pergunta se um desafio de
futebol lhe causa entusiasmo.
Não. O meu pai levava-me e eu gostava mas não me
entusiasma. Nunca fui de transferir para onze pessoas que estão ali no campo a
dar pontapés numa bola as emoções que eu deixaria sair por outras razões e por
outros motivos, Gostava de ver um bom jogo mas mesmo isso também é bastante
relativo, o que eu queria sobretudo era que o Benfica ganhasse mesmo que a
equipa jogasse mal. Eu deixei de ser sócio do Benfica há uma quantidade de
anos. Eu era o sócio 1322 e hoje estaria entre os primeiros e mais antigos,
talvez fosse o número três ou quatro. Enfim, as coisas mudam e nesse tempo era
um princípio absolutamente radical de que o Benfica só utilizaria jogadores portugueses.
E assim foi, durante uma quantidade de anos, depois – isto é um negócio como
outros – com a compra e venda de jogadores e as transferências tornou-se num
espectáculo um pouco lamentável, às vezes bastante lamentável. E não quer dizer
que uma pessoa na vida profissional, que não tenha a ver com o desporto, se
encontrar um trabalho melhor e mais bem remunerado não saia de onde estava e vá
para outro lado. Portanto, não se pode estranhar que um jogador de futebol o
faça, além de que essa coisa de amor à camisola é uma treta.
O meu avô meteu-me,
aos 6 anos, o vício do futebol, mais concretamente do Benfica. Anos mais tarde não
deixou de me dizer que as coisas mais importantes da vida não se escolhem.
António Mega
Ferreira, benfiquista assumido, gosta de ver os jogos sozinho para poder fazer
figuras tristes à vontade, porque em matéria de futebol não se pode ser
razoável, ou como disse o cineasta João Botelho, outro benfiquista: «a paixão
pelo futebol é um dos lados dos comportamentos irracionais das pessoas».
Albert Camus
dizia que o melhor que sabia sobre a moral e as obrigações dos homens, devia-o
ao futebol.
«Aprendi rapidamente que uma bola nunca nos chega de
onde a esperávamos. Isso serviu-me para toda a vida».
Mas fechamos os taipais com o escritor Mário de Carvalho:
«A maior alegria que me podiam dar era proibir a
porcaria do joga da bola e meter na cadeia essa pardalada.»
Legenda: fotografia
de José Saramago em 1933, tirada do catálogo exposição José
Saramago: A Consistência dos Sonhos
quinta-feira, 28 de março de 2019
OLHARES
Não sou fã de
Leitão Assado.
Os pés
deslocam-se rapidamente para uns tordos fritos, um cabritinho assado no forno,
mas pouco ou nada por leitão assado.
Como um ou dois
pedaços da parte das costelas e isso já é matéria suficiente para deitar abaixo
uma garrafa de espumante… ou duas…
O Leitão Assado
que se pratica na região da Bairrada já está generalizado por tudo o que é
sítio.
Aconteceu o mesmo com o pão.
Aconteceu o mesmo com o pão.
Qualquer baiúca,
apetrechada com um forno forno eléctrico, diz-nos que vende pão alentejano ou de Mafra, do que
calhar e der jeito.
Quando os jogos
de futebol eram às três da tarde, uma ida a Aveiro para ver o Benfica jogar com
o Beira-Mar, ou a Coimbra para ver a Académica, metia sempre almoçarada na
Bairrada.
Percorremos grande parte desses restaurantes, mas na memória ficou um leitão assado no Virgílio, comido às dez e meia da manhã, com o reco a sair triunfalmente do forno.
Percorremos grande parte desses restaurantes, mas na memória ficou um leitão assado no Virgílio, comido às dez e meia da manhã, com o reco a sair triunfalmente do forno.
Mas um dia o
Carlos Garrudo chegou-se ao grupo-jantarista-das-últimas-sextas-feiras-de-cada-mês,
e com aquela seriedade que o caracteriza, falou-nos, quase clandestino, da
urgência em ir comer um leitão assado a uma casa em Sangalhos recomendada pelo
seu amigo e vinicultor Luís Pato que, sempre que organiza reuniões para
lançamento dos vinhos e espumantes que produz, manda vir o leitão assado dessa
tal casa.
A casa chama-se Restaurante
Mugasa e fica no Largo da Feira na aldeia da Fogueira, junto a Sangalhos.
De facto nunca
comi leitão como o do Mugasa.
Guardei a excelência
do bicho.
Mas a opinião
minha não oferece grandes garantias porque, a abrir, declarei que não sou fã do
leitão assado. O que já não acontece com o Luís Miguel Mira, o Carlos Garrudo,
a Aida, a Cristina, a exigente Cristina, verdadeiros adeptos do Leitão assado, que ficaram extasiados.
No Mugassa
os recos não têm mais de quatro quilos e são assados em brasas de sarmentos de
vides.
A primeira ida
ao Mugasa terá ocorrido nos primeiros anos do corrente século.
Um dia, ao
folhear o suplemento Fugas do Público, 24 de Fevereiro de 2018,
deparei com um artigo assinado por Pedro Garcias titulado «O melhor leitão e os vinhos da Bairrada
que enfeitiçam.»
Ao longo do
texto, o autor identifica-se como um duriense enfeitiçado pela Bairrada e com
um toque de honestidade adianta que «Uma boa parte do que se produz na
Bairrada será sofrível. Mas o que é bom é mesmo bom.»
O melhor estava
guardado para o final do texto:
«Quer saber onde se come o melhor leitão? No Mugasa,
claro.»
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sábado, 2 de março de 2019
AOS DOMINGOS, O GOLO NO ESTÁDIO
Era no tempo em
que só havia domingos.
Tenho saudades
dos jogos aos domingos às 3 da tarde, à torreira do sol, o meu avô com um
chapéu feito com páginas de jornal, ao intervalo mudar de lugar para o lado em
que o Benfica atacava.
Depois o
eléctrico de Carnide até aos Restauradores.
Sandes de presunto,
uma gasosa na Tendinha do Rossio,
Mas apenas
quando o Benfica ganhava. O empate não dava direito a nada,
Não havia transístores
e ficar a aguardar que na parede da Livraria de O Século ao lado Café Nicola,
colocassem os resultados dos outros jogos.
Regressar a casa.
Se o Benfica
ganhava, ouvir o rescaldo da jornada, mas apenas quando o Benfica ganhava…
Não havia
televisão.
No tempo em que
só havia domingos.
Legenda: inauguração do Estádio na Luz no dia 1 de Dezembro de 1954.
Nota do Editor: o título é o verso de um poema de António Reis.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
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Naquela tarde de 14 Agosto de 1945, em Times Square, quando George Mendonza beijou Greta Zimmer,eu tinha nascido há 146 dias.
Naquela noite de
8 de Março de 1990, no Estádio da Luz, quando Vata meteu o golo com a mão ao
Marselha, e levou o Glorioso à final da Taça do Campeões Europeus, eu tinha 45
anos.
A bola entrou na
baliza norte onde eu, entalado na multidão, apenas vi a bola no fundo da rede. Valdo
marcou o pontapé de canto e Vata foi lá com a mão. Numa entrevista à Antena 1,
Março de 2010, insistiu que não foi com a mão mas com o ombro, mão de Deus,
tal como dissera Maradona naquele golo à
Inglaterra no Mundial do México.
Bernard Tapie,
presidente do Marselha, pessoa nada recomendável, disse antes do jogo da Luz,
que se o Marselha não passasse à final, mudaria o nome para Bernardette.
Trafulha que é, não cumpriu a promessa.
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domingo, 9 de setembro de 2018
ETECETERA
Na passada sexta-feira abriu, nos jardins do Palácio de
Cristal, a Feira do Livro de Porto que fechará stands no dia 23 de Setembro.
Nas muitas iniciativas dos organizadores da feira, consta
a atribuição da Tília que este ano
homenageia José Mário Branco, um dos maiores nomes da Música Portuguesa.
José Mário Branco junta-se, como recebedor da tília, a
Mário Cláudio, Vasco Graça-Moura, Agustina Bessa-Luís, Sophia de Mello Breyner
Andresen.
José Mário Branco editou recentemente um duplo álbum de
inéditos, datados de 1967 a 1999, quebrando um silêncio de vários anos.
ZECA
À boleia de José Mário Branco cabe trazer o registo de um
triste episódio em que se viu envolvido o nome de José Afonso.
A incontrolável vaidade pessoal de José Jorge Letria,
músico e cantor menor e hoje presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores,
levou-o a declarar o compromisso de que os restos mortais de José Afonso deveriam ser transladados para o Panteão
Nacional :
«É este o tributo e é esta homenagem que Portugal deve a quem como mais
ninguém o soube cantar em nome dos valores da liberdade, da democracia, da
cultura e da cidadania», lê-se no comunicado. Assumimdo a Sociedade Portuuesa
de Autores assume publicamente o compromisso de lutar por este legítimo e
inadiável ato de consagração que deverá coincidir com os 90 anos do nascimento
[de José Afonso] e com os 45 anos do 25 de Abril.»
José Jorge Letra gosta de dizer que andou de braço dado
com o Zeca mas, se verdade isso é, podemos dizer que não aprendeu NADA!
De imediato, os herdeiros de José Afonso, que ficaram
surpreendidos com a proposta, rejeitaram a transladação dos restos mortais de
José Afonso para o Panteão Nacional:
«José Afonso
rejeitou em vida as condecorações oficiais que lhe haviam sido propostas. Foi,
a seu pedido, enterrado em campa rasa e sem cerimónias oficiais, em total
coerência com a sua vida e pensamento. Por isso, apesar da meritória
intenção que inspira a proposta, é a sua vontade que deve ser respeitada.»
SLB
Sabe-se que o mundo do futebol é uma podridão generalizada.
Razão tinha o escritor Mário de Carvalho quando, há longo
tempo, disse numa entrevista que «a maior
alegria que me podiam dar era proibir a porcaria do joga da bola e meter na
cadeia essa pardalada.»
José Pacheco Pereira no Público:
«O interessante e
pouco surpreendente exercício de contenção de danos que sucessões de adeptos do
Benfica, célebres, consagrados, eminentes juristas, e homens que só eles sabem
quem são, fazem, com a cumplicidade activa da comunicação social reduzida a
esta miséria, tem como objectivo dizer que, se houve ilegalidades, elas foram
de um homem ou dois e não atingem o clube, nem essa coisa contraditória nos
seus termos, chamada a “verdade desportiva”. Isto porque uma das sanções
previstas, em absoluta teoria e em absoluta impossibilidade prática, inclui a
proibição do clube jogar por uns meses e anos, ou ser despromovido para uma
divisão inferior. A tese é que nenhum jogo foi ganho ou perdido, a célebre
“verdade desportiva”, por causa de uma malfeitoria de espionagem ilegal ao
sistema judicial e a várias bases de dados públicas, para obter informações
sobre processos judiciais e dados sobre árbitros.
A questão é muito
simples: na história da corrupção em Portugal há quatro componentes, três de
cima, e uma de baixo. Completam-se como peças de um jogo, neste caso o jogo do
nosso atávico atraso nacional. Nacional, português, nosso, que todos nós
pagamos para alguns receberem. As três de cima são as dos grandes: a corrupção
na política, nos negócios e no futebol, profundamente interligadas. A de baixo,
é a pequena corrupção do dia a dia, que os portugueses praticam como quem
respira e que, entre outras coisas, gera o pano de fundo para toda a corrupção,
nem que seja pela fragilíssima condenação de ilegalidades quando são parecidas
com as que os de baixo praticam. São tudo valentões contra a corrupção, no café
e nas caixas de comentários e Facebooks, mas depois, como se vê no futebol,
fecham os olhos tão forte que até dói.»
A FECHAR
«Lembrei-me de pedir a João Semedo que me contasse como tinha ido viver
para o porto. Ele sorriu com a pergunta, deve ter coçado a cabeça no seu gesto
típico e a resposta foi algo como: “o Partido precisava de gente no Porto” –m o
Partido era então, o PCP – “e eu fui para o Porto”. Não havia na sua voz
qualquer laivo de distanciamento em relação às razões dessa decisão, pelo
contrário. João Semedo tornou-se profundamente um portuense e um homem que
vivia a cidade do porto. Ter ido para o porto por militância partidária e
cívica – uma coisa que hoje não se faz e quase ninguém imaginaria fazer – era
provavelmente para ele a melhor razão para se ter tornado portuense».
Rui Tavares, artigo na
morte de João Semedo, publicado no Público.
sábado, 28 de abril de 2018
VELHAS MÚSICAS
Antes de arrancar para a Catedral, Canon de Pachelbel, um clássico que nunca me canso de ouvir.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
QUOTIDIANOS
Sou das que acredito
até ao fim.
Sigo o velho ditado
popular de que «até ao lavar dos cestos é vindima».
domingo, 18 de março de 2018
POSTAIS SEM SELO
Tirando a minha preferência pelo Benfica todas as minhas opções (políticas,
religiosas, etc.) são, em Portugal, minoritárias.
Legenda: o velho Estádio da Luz ainda em construção. Seria inaugurado a 1 de Dezembro de 1954
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Postais Sem Selo,
Ricardo Araújo Pereira
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
VER MAIS LONGE
No clube belga onde estava nem um minuto de jogo.
Necessidades prementes do Glorioso levaram-no para a baliza.
Depois de Oblak,de Emerson, Silvar.
Pode jogar pela selecção belga ou pela Sérvia.
As duas federações estão a disputá-lo.
Tal como o samba brasileiro: que é que a baliza do Benfica tem?
sábado, 21 de outubro de 2017
UNS PARTEM, OUTROS CHEGAM
Chama-se Svilar, é belga, um puto com cara de anjo,o mais novo guarda-redes a actuar na Liga dos Campeões, estreia na passada quarta-feira na Luz frente ao Manchester United.
Uns partem, outros chegam e Svilar é mais um motivo para ver os jogos do Benfica.
Não esquece aquele pedido de desculpas pelo frango que permitiu o golo do Manchester.
Fiquei pele de galinha, a lágrima a correr.
Temos homem!
terça-feira, 12 de setembro de 2017
OLHARES
O Benfica inicia hoje a sua participação na «Champions».
O começo da época não tem sido famosa, mas eu acredito sempre.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
sábado, 5 de agosto de 2017
sábado, 15 de julho de 2017
E PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS
Enquanto as grandes emoções vou-me entretendo com bolachas recheadas.
Cada caixa tem uma imagem de um jogador do Glorioso.
Escolhi o Jonas.
Com calma - há cuidados a ter... - irei adquirindo as restantes caixas.
sábado, 8 de julho de 2017
QUOTIDIANOS
O problema de envelhecer é que nos tornamos novos mas novos que os
novos rejeitam, As adolescentes de ainda agora não por nós, interessadíssimas
em rapazes muito menos bonitos do que fomos
do que continuamos a
ser
surgiram do nada
criaturas mais idosas do que nós julgamos que teimam em considerar-se nossas
filhas, o que é feito dos meus cromos de actrizes de cinema e de jogadores de
futebol, quem me tirou o Sandokan Soberano da Malásia da mesinha de cabeceira,
onde param os meus bichos da seda, as minhas pratas de chocolate, o anel com o
emblema do Benfica que a minha avó me comprou na feira de Nelas pesar da
indignação dos meus tios
António Lobo Antunes em Segundo Livro de Crónicas
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Emílio Salgari,
Quotidianos
sexta-feira, 16 de junho de 2017
OLHAR AS CAPAS
Livro das Insónias
sem Mestre
8º Volume de Dias Comuns
José Gomes Ferreira
Capa: Rui Garrido
Publicações Dom Quixote, Lisboa, Fevereiro
de 2017
A CEUD que o Mário
Soares opôs à CDE foi um fiasco – por falta de base popular e juventude. Os
filhos dos aderentes da CEUD pertenciam quase todos à CDE que, como uma Boa
Nova, se espalhou por colégios, liceus, universidades, lares de raparigas… Os
próprios alunos das escolas primárias não escaparam ao sortilégio.
Só o meu neto
Pedro José parecia indiferente.
- Ó Pedro: és da
CDE?
- Não. Sou do
Benfica…
- Porquê?
- Porque ganha
quase sempre.
Apreciei o rigor
deste quase.
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Benfica,
José Gomes Ferreira Livros,
Mário Soares,
Olhar as Capas
segunda-feira, 29 de maio de 2017
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