Donald
Trump ordenou a invasão da Venezuela e a prisão do presidente Nicolas Maduro.
Uma
coisa é sabermos quem é Nicolas Maduro e a sua presidência, outra, é sabermos
que os Estados Unidos querem tornar-se, de novo, os donos da América Latina… e
não só…
O
que se segue é uma montagem do que é, hoje, publicado pelo Público:
1.
«Num post na sua conta na rede social Truth Social, Donald Trump admitiu o ataque dos Estados Unidos da América à Venezuela, garantindo que Maduro e a sua mulher foram capturados pelas forças norte-americanas e enviados para fora do país.
“Os
Estados Unidos da América levaram a cabo com sucesso um ataque de grande escala
contra a Venezuela e o seu líder, o Presidente Nicolás Maduro, que foi
capturado juntamente com a sua esposa e retirado do país por via aérea”, lê-se
na publicação.
O Presidente dos EUA adiantou ainda que está prevista uma conferência de imprensa em Mar-a-Lago, “pelas 11h deste sábado” (16h em Portugal continental), onde serão divulgados mais detalhes sobre a “operação realizada em coordenação com as forças de segurança norte-americanas”
A alta representante para a Política Externa e Segurança da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou, este sábado, que a União Europeia está a monitorizar de perto a situação e apela à “moderação” para garantir a segurança dos cidadãos europeus na Venezuela.
Kallas, que terá falado com Marco Rubio sobre a situação na Venezuela, apela ainda a que se respeitem os princípios da lei internacional e da Carta das Nações Unidas. De acordo com a Reuters, a alta representante europeia lembrou ainda que o bloco não reconhece legitimidade a Nicolas Maduro enquanto líder da Venezuela, mas que defendeu sempre uma transição pacífica.
O senador republicano Mike Lee disse, este sábado, que o Secretário de Estado, Marco Rubio, lhe disse que Nicolas Maduro, detido por forças norte-americanas, poderia vir a ser julgado nos EUA.»
3.
A OPINIÃO DE PEDRO PONTE E SOUSA
«Trata-se
de uma agressão, ao arrepio do Direito Internacional. O crime de agressão
internacional, pelo uso da força, pela sua gravidade e dimensão, é uma violação
manifesta da soberania da Venezuela e à da Carta das Nações Unidas.
Não há qualquer justificação plausível para esta gravíssima acção ilegítima. O
uso da força está proibido nas relações internacionais, excepto em casos muito
bem definidos, que este não constitui.
A Venezuela não é um actor significativo no narcotráfico, nem na produção nem
na distribuição pelo continente americano, ou na sua facilitação para chegada
aos EUA, pelo que a justificação americana é falsa. Assim como a Venezuela não
é uma ameaça à paz e segurança internacional, nem a qualidade da democracia da Venezuela
é uma causa relevante para o ataque em causa - até porque muitos dos aliados,
tradicionais dos EUA, e dos mais próximos da Administração Trump, não têm uma
maior qualidade da democracia do que a Venezuela.
O
principal motivo é a mudança de regime, a instalação de um governo fantoche
próximo aos interesses dos EUA, nomeadamente procurando uma maior presença das
empresas americanas nos sectores do petróleo, gás, e outros minerais. A motivo
ideológico também está presente na Administração Trump, com o propósito de
eliminar um governo socialista, desalinhado da estratégia dos EUA para a
região, de um quintal que alinhe automaticamente com os interesses
americanos.
Trump apenas aprofunda algo que tem sido política externa dos EUA por séculos: o direito internacional deve ser promovido apenas quando corresponda aos nossos interesses e objectivos. Quando outros o desrespeitam, são alvos legítimos da nossa acção; quando nós o fazemos, o direito internacional é irrelevante, e pode e deve ser evitado para salvaguardar outros objectivos, do interesse nacional, frequentemente mascarados com propósitos humanitários, democráticos, ou da liberdade.»








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