quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

FRANÇA DEBAIXO DE ÁGUA - A CRISE QUE QUASE NÃO VEMOS EM PORTUGAL


 Enquanto o debate público se centra nas cheias em Portugal, a França atravessa uma situação excecional que devia preocupar toda a Europa.

As imagens publicadas pelos  média são fortes.

Os números são ainda mais claros:

 900.000 casas sem eletricidade na semana passada

 Cheias generalizadas em várias regiões

 Mais instabilidade prevista, aumentando a pressão sobre a rede elétrica

 Porque é que isto nos deve preocupar?

Porque isto não é um “acidente isolado”.

É a demonstração de que crise climática e vulnerabilidade da nossa sociedade andam de mãos dadas.

Quando centenas de milhares de pessoas ficam sem casa e sem luz, o impacto é económico, social e sistémico.

 Três pontos para reflexão

 Resiliência das redes

Estamos a investir o suficiente para proteger linhas, postes e subestações contra eventos extremos?

 A invisibilidade do risco

Como é possível uma catástrofe desta dimensão num país vizinho ter tão pouco eco no debate público em Portugal?

 Conclusão:

A transição energética já não é só sobre produzir energia limpa.

É, cada vez mais, sobre manter a luz acesa quando o clima testa os limites da engenharia.

Vale a pena ler o artigo do Le Figaro.

A segurança energética europeia é muito mais frágil do que gostamos de admitir.

Pergunta para debate

Estamos a preparar a nosso País para o “novo normal” climático — ou continuamos apenas a reagir depois do choque?

Nota: este texto é de um colega meu.

Pareceu-me interessante.

Colaboração de Rui Ornelas

1 comentário:

Rui Ornelas disse...

O texto é do Eng,º António Vidigal.
António Vidigal é um gestor e engenheiro português com uma carreira marcada pela inovação, tecnologia e energia.

Ao longo do seu percurso no Grupo EDP, desempenhou vários cargos de grande responsabilidade, incluindo a direção da área de inovação e da gestão de risco. Liderou também iniciativas dedicadas à procura e desenvolvimento de novas tecnologias, sobretudo na área da energia limpa.

Teve um papel importante na modernização tecnológica da EDP, promovendo a integração de sistemas informáticos, a reorganização de centros de dados e a introdução de novos sistemas de gestão interna. Antes disso, esteve envolvido na criação do primeiro sistema informático nacional de controlo da rede elétrica em Portugal.

Fora da EDP, participou ativamente na criação e desenvolvimento de várias empresas tecnológicas e de telecomunicações em Portugal, assumindo funções de liderança.

Iniciou a sua carreira como professor no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. É membro da Academia de Engenharia de Portugal e autor de mais de uma centena de artigos sobre tecnologia e inovação.