sábado, 8 de outubro de 2016

OLHAR AS CAPAS


Um Homem do Povo na Revolução

Roger Vailland
Raymond Manévy
Tradução: Serafim Ferreira
Colecção «Revolução», nº 5
Editorial Fronteira, Amadora, Fevereiro de 1976


Morreu porque os seus dias acabaram. Mas há milhares de outros homens, milhões de outros homens, jovens e ainda cheios de vida. Calam-se por agora, como Drouet se calava há dez anos. Contam-se. Reúnem-se em silêncio. Pensam na lição dos grandes homens de 1793. Quando se erguerem, serão capazes de vos varrer a todos, prefeito, presidente da Câmara, gendarmes, rei, nobres, arrivistas! Talvez sejam vencidos, mas outros hão-de segui-los. Nenhum de nós será capaz de ver com certeza o fim da batalha. Mas virá o tempo em que, como Drouet, o quis, cada um poderá viver livremente, como um homem autêntico que seja realmente digno da sua condição de ser homem. 

Sem comentários: