quarta-feira, 17 de maio de 2023

ASSIM COMO UMA NOVELA MEXICANA

«Estamos perante um grave problema de regime e de Estado de Direito. A audição de Frederico Pinheiro na Comissão de Inquérito à TAP mostra um Governo num frenesim selvagem, que manda o SIS telefonar a um cidadão à noite – que, até horas antes, era um “leal servidor” do Estado – e o SIS, invocando “ordens de cima”, pede-lhe o computador de trabalho, para isto ir “a bem”. Não há precedentes de um episódio destes nos anais da política nacional em democracia.

Quem assistiu esta quarta-feira à corajosa audição de Frederico Pinheiro, o ex-adjunto monstrificado nos últimos dias como “agressor de mulheres”, “doido”, “passado” e “ladrão” – pelas altas instâncias do Estado, incluindo o primeiro-ministro – fica com uma ideia de que podemos, de facto, estar entregues a um grupo de pessoas que tomou o poder e usa-o sem freio.»

Ana Sá Lopes no Público

2 comentários:

Seve disse...

Quando uma banda musical banalíssima consegue parar uma cidade durante 4 dias, com o histerismo a invadir todos os patetas e vedetas deste país (em que ninguém tem médico de família -agora só na CUF e a pagar-) que só falam na adrenalina e em viagens, acho que estamos identificados...

Sammy, o paquete disse...

No meio de tudo os «ColdPlay, que não fazem parte da minha praia musical, são um mal menor. Quanto ao resto, nos hospitais privados não é só o pagar, em casos de emergência, se não houver intervenção de um qualquer Sr. Cunha, também já não se consegue uma consulta de especialidade facilmente.