terça-feira, 25 de março de 2025

EM BUSCA DE FLORES AZUIS NO DESERTO


 Um genocídio, é um genocídio, é um genocídio, e isso é o que a Israel, com o apoio incondicional dos Estados Unidos, está a cometer na Palestina!

«O número foi “actualizado” este domingo: 50 mil mortos em Gaza. Netanyahu prossegue o genocídio, quebrando o cessar-fogo em nome da sua sobrevivência política agora com um aval superior: Donald Trump já promete limpar a Faixa de Gaza e fazer dali “a Riviera” e dá a luz verde total ao criminoso israelita para a extinção dos palestinianos.

A “nova Europa” – França, Reino Unido e Alemanha – fez um comunicado onde se mostrou “chocada” com o ressurgimento dos ataques a Gaza. Mas não irá além disso, como o não foi o Conselho Europeu reunido na semana passada: todo e qualquer opositor da política do governo israelita será acusado de “anti-semitismo”. As palavras são sempre cuidadosamente medidas.

Afinal, Keir Starmer expurgou do Partido Trabalhista todos os que se opunham à política do Estado de Israel – como o antigo líder trabalhista Jeremy Corbyn, reeleito nas últimas eleições pela sua circunscrição londrina como independente.

A Palestina está no fim da cadeia alimentar da possibilidade de empatia internacional. Choramos pela Ucrânia, mas depois já não sobra nada para Gaza. É como se existisse uma desumanização dos palestinianos que, aos olhos do Ocidente, são olhados como há dois séculos se olhavam os escravos.

O que Trump defende é exactamente o mesmo que o ministro da Segurança de Israel, Ben Gvir, de extrema-direita – que saiu e agora, com o regresso dos ataques, reentrou no Governo. É uma Faixa de Gaza sem palestinianos, seja por migração ou por extermínio, como se está a ver.»

Ana Sá Lopes no Público de 24 de Março de 2025

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