Tempos.
O
Tejo visto de uma janela virada para o mar.
O lembrar de um poema para crianças contado pelo Mário Castrim.
Tenho uma janela
que dá para o mar
barcos a sair
barcos a entrar
tenho uma janela
que dá para o mar
sonhos a partir
sonhos a chegar
tenho uma janela
que dá para o mar
um fio de fumo
uma sombra além
uma história antiga
um cantar de vela
um azul de mar
tenho uma janela
que dá para o mar
tenho uma janela
que seria bela
seria mais bela
que qualquer janela
janela fosse ela
de Lua ou de estrelas
ou qualquer janela
de qualquer escola
se não fosse aquele
pescador já velho
que anda pela praia
a pedir esmola
barcos a sair
barcos a entrar
chego-me à janela
e não vejo o mar.
Também uma frase solta do Patxi Andion encontrada pelo tempo em que se (des)arrumam caixas com papéis, em busca de espaço para os livros que se amontoam por aqui, por ali:
«Uma cidade sem mar é como uma casa sem janelas».
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