segunda-feira, 29 de março de 2021

DOS REBOTALHOS E COISAS ASSIM...



Na manhã de um dia 16 de abril dos anos de 1940, o dr. Bernard Rieux saiu do seu consultório e tropeça num rato morto, no meio do patamar. Nesse momento, afastou o bicho sem lhe prestar atenção e desceu a escada.

Assim começa  A Peste de Albert Camus.

 Um rato morto foi este o primeiro sinal de uma epidemia que invadiu a cidade provocando o caos e a morte. Camus termina o livro lembrando que o bacilo da peste não morre nem desaparece nunca.

Neste momento o mundo luta contra uma epidemia, a que deram o nome de Covid-19, fazendo todos os esforços (?) para que as populações sejam vacinadas o mais depressa possível, sabendo-se de antemão que assim não acontecerá.

Dizem os especialistas que a idade é o factor que mais peso tem na mortalidade por Covid-19. Os dados actuais mostram que as pessoas com 70 ou mais anos que morreram com Covid-19 são 88% do total de óbitos.

1.

O porta-contentores Ever Given  partiu da China com uma carga de 22 mil contentores com destino ao porto de Roterdão tendo, a meio caminho, encalhado na parte mais estreita do Canal do Suez que é ponto de passagem de 12% do comércio mundial e do transporte do petróleo consumido no mundo.

Diariamente calcula-se que mais de 50 navios atravessam o canal.

Naqueles contentores embarcados nono Ever Given, encontram-se matérias-primas que servirão as mais diversas fábricas espalhadas pelo mundo.

O navio já seguiu viagem com destino a Roterdão, e dentro de alguns dias, é possível fazer uma primeira estimativa dos prejuízos resultantes da paralisação, porque, além do Ever Given, mais de 237 navios, incluindo 24 petroleiros e 41 porta-contentores estiveram a aguardar a possibilidade de cruzar o Canal.

Esta paralisação, e tudo o que a envolve, faz lembrar um poema de Henrique Segurado intitulado a Apologia dos Pequenos Nadas:


«No gerador central

Bem lá no fundo

Entalada

Numa certa cavidade

 

A asa de uma mosca

 

                Pequenina…

 

E falta a energia na cidade!

 

(Saibamos antever a nossa meta

No cadáver duma mosca incompleta!)» 

2.

Janice Deul, activista holandesa negra, emitiu opinião escrita num jornal que a editora de Amanda Gorman que escreveu e declamou o poema "The Hill We Climb".   na tomada de posse de Joe Biden, nunca deveria ter escolhido Marieke Lucas Rijneveld uma tradutora holandesa que é branca demais, antes devia ter escolhido alguém assumidamente negra. "Uma escolha incompreensível, na minha opinião e na de muitos outros que expressaram a sua dor, frustração, raiva e decepção através das redes sociais", insistiu Deul. "É uma oportunidade perdida."

Amanda Gorman e a sua editora, acolheram a ideia da activista e procuram nova tradutora.

O mundo está repleto de gente cada vez mais cada vez mais estúpida e terrivelmente insuportável. 

3.

Segundo a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, Portugal está na cauda da Europa no que toca a hábitos de leitura.

4.

As quotas portuguesas na pesca do bacalhau sofreram um corte de 200 toneladas.

5. 

Acreditem que faço os mais sérios esforços para entender, minimamente, alguns acontecimentos que vão ocorrendo no país:

- a venda de barragens entre a EDP e a Engie. O que consegui ler aponta para o simples facto de que o governo teve conhecimento da negociata.

- os CTT praticam, miseravelmente, a sua obrigação de prestarem o serviço que, a preço de saldo, acordaram com o governo Passos/Portas e que, agora descobriram que não era sustentável, nem economicamente interessante, exigindo serem compensada pelos prejuízos que a pandemia lhes trouxe.

- Isaltino de Morais admira Rui Rio e acredita mesmo que um dia ele vai ser primeiro-ministro.

- O novo Banco, com prejuízos de 1329 milhões de euros em 2020, vai pedir 598,3 milhões ao fundo de Resolução.                                                 

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