sábado, 11 de abril de 2026

MÚSICA PELA MANHÃ


Guerras.

Sempre as guerras espalhadas por todos os cantos do mundo.

Apenas mortes e destruição.

 As guerras sempre foram um enorme maná para empresas gigantes, e não só, da produção de materiais de guerra.

A invasão da Ucrânia pela Rússia, em Fevereiro de 2023, fez com que passasse a ser premente, tanto para o Ocidente, como para a Rússia, o aumento da capacidade de produção de equipamento militar.

E assim aconteceu.

As maiores cinco empresas do sector da defesa do mundo (todas norte-americanas), anunciaram uma chuva de receitas no ano de 2023.

E ainda não tínhamos chegados às decisões assassinas de destruição e morte do duo de loucos Donald/Netanyahu, que estão patentes aos olhos incrédulos do mundo, sem que acha alguém, uma organização que ponha fim a esta monstruosidade.  

 

Tempo para ouvir, em Música pela Manhã, Bob Dylan no seu segundo álbum The  Freewheelin’Bob Dylan (1963), a faixa Masters of War que poderão encontrar no 1º Volume das Canções de Bob Dylan, publicadas pela Relógio d’Água:

Vinde, senhores da guerra

Vós que construís todas as armas

Vós que construís os aviões da morte

Vós que construís as grandes bombas

Vós que vos escondeis atrás de muros

Vós que vos escondeis atrás de secretárias

Eu só quero que vocês saibam

Que consigo ver através das vossas máscaras

 

Vós que nunca fizestes nada

Senão construir para destruir

Vós brincais com o meu mundo

Como se fosse o vosso brinquedinho

Vós colocais-me uma arma na mão

E escondei-vos dos meus olhos

E virais as costas e fugis para bem longe

Quando voam as balas velozes

 

Como o Judas de outrora

Vós mentis e enganais

Uma guerra mundial pode ser ganha

Vós quereis que acredite

Mas vejo através dos vossos olhos

E vejo atrvés da vossa mente

Como vejo através da água

Que se escoa pelo cano abaixo

 

Vós firmais os gatilhos

Para os outros dispararem

Depois recuais e ficais a ver

Quando a contagem de mortes se eleva

Vós escondei-vos na vossa mansão

Enquanto o sangue dos jovens

Lhes escorre dos corpos

E se enterra na lama

 

Vós lançastes o pior dos medos

Que alguma vez se pode proferir

Medo de trazer filhos

Ao mundo

Por ameaçardes o meu filho

Por nascer e sem nome

Não valeis o sangue

Que vos corre nas veias

 

Quando é que eu sei

Para falar o que não devo

Vós podeis dizer que sou ignorante

Mas uma coisa há que eu sei

Ainda que seja mais novo que vós

Nem mesmo Jesus jamais

Perdoaria o que fazeis

 

Deixai-me fazer-vos uma pergunta

O vosso dinheiro é assim tão bom

Comprar-vos-á o perdão

Achais que poderia

Penso que descobrireis

Quando a vossa morte vier cobrar o seu direito

Que todo o dinheiro que ganhastes

Jamais vos resgatará a alma

 

E espero que vocês morram

E a vossa morte chegue depressa

Seguirei o vosso caixão

Na pálida tarde

E ficarei a ver até vos baixarem

Ao vosso leito de morte

E vou vigiar a vossa campa

Até ter a certeza que estai mortos

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