Guerras.
Sempre as guerras espalhadas por todos os cantos do
mundo.
Apenas mortes e destruição.
A invasão da Ucrânia pela Rússia, em Fevereiro de
2023, fez com que passasse a ser premente, tanto para o Ocidente, como para a
Rússia, o aumento da capacidade de produção de equipamento militar.
E assim aconteceu.
As maiores cinco empresas do sector da defesa do mundo
(todas norte-americanas), anunciaram uma chuva de receitas no ano de 2023.
E ainda não tínhamos chegados às decisões assassinas
de destruição e morte do duo de loucos Donald/Netanyahu, que estão patentes aos olhos
incrédulos do mundo, sem que acha alguém, uma organização que ponha fim a esta
monstruosidade.
Tempo
para ouvir, em Música pela Manhã, Bob Dylan no seu segundo álbum The Freewheelin’Bob
Dylan (1963), a faixa Masters of War que poderão encontrar
no 1º Volume das Canções de Bob Dylan, publicadas pela Relógio d’Água:
Vinde, senhores da
guerra
Vós que construís todas
as armas
Vós que construís os
aviões da morte
Vós que construís as
grandes bombas
Vós que vos escondeis
atrás de muros
Vós que vos escondeis
atrás de secretárias
Eu só quero que vocês
saibam
Que consigo ver através
das vossas máscaras
Vós que nunca fizestes
nada
Senão construir para
destruir
Vós brincais com o meu
mundo
Como se fosse o vosso
brinquedinho
Vós colocais-me uma
arma na mão
E escondei-vos dos meus
olhos
E virais as costas e
fugis para bem longe
Quando voam as balas
velozes
Como o Judas de outrora
Vós mentis e enganais
Uma guerra mundial pode
ser ganha
Vós quereis que
acredite
Mas vejo através dos
vossos olhos
E vejo atrvés da vossa
mente
Como vejo através da
água
Que se escoa pelo cano
abaixo
Vós firmais os gatilhos
Para os outros
dispararem
Depois recuais e ficais
a ver
Quando a contagem de
mortes se eleva
Vós escondei-vos na
vossa mansão
Enquanto o sangue dos
jovens
Lhes escorre dos corpos
E se enterra na lama
Vós lançastes o pior
dos medos
Que alguma vez se pode
proferir
Medo de trazer filhos
Ao mundo
Por ameaçardes o meu
filho
Por nascer e sem nome
Não valeis o sangue
Que vos corre nas veias
Quando é que eu sei
Para falar o que não
devo
Vós podeis dizer que
sou ignorante
Mas uma coisa há que eu
sei
Ainda que seja mais
novo que vós
Nem mesmo Jesus jamais
Perdoaria o que fazeis
Deixai-me fazer-vos uma
pergunta
O vosso dinheiro é
assim tão bom
Comprar-vos-á o perdão
Achais que poderia
Penso que descobrireis
Quando a vossa morte
vier cobrar o seu direito
Que todo o dinheiro que
ganhastes
Jamais vos resgatará a
alma
E espero que vocês
morram
E a vossa morte chegue
depressa
Seguirei o vosso caixão
Na pálida tarde
E ficarei a ver até vos
baixarem
Ao vosso leito de morte
E vou vigiar a vossa
campa
Até ter a certeza que
estai mortos

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