O mundo entregue a loucos, a assassinos, a aldrabões.
Na
noite de ontem o louco presidente norte-americano avisou que uma civilização inteira iria morrer, para nunca mais voltar.
«Não
quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer.»
Antes,
utilizando linguagem imprópria para um chefe de Estado, Donald Trump prometeu
ao Irão, numa mensagem publicada na Truth Social, que a próxima terça-feira, 7
de Abril, será “Dia das Centrais Nucleares” e “Dia das Pontes”, sugerindo uma
forte ofensiva militar norte-americana caso o Irão não cumpra a sua principal
exigência: "Abram o raio do estreito, seus sacanas loucos, ou viverão no
inferno" (“Open the Fuckin’ Strait, you crazy bastards, or
you’ll be living in Hell - JUST WATCH! Praise be to Allah”.
Mas
a hora e meia do fim do ultimato que
aniquilaria uma civilização para sempre, sabia-se que Washington e Teerão
aceitam uma proposta paquistanesa de cessar-fogo de duas semanas.
E
agora, o que irá acontecer?
Trump mostra-se desesperado perante uma guerra para a qual foi conduzido por Netanyahu.
O assassino israelita, como se diz na esplanada do Café do Bairro, comeu Donald de
cebolada.
O
primeiro-ministro israelita afirmou que está pronto para retomar a guerra
contra o Irão a qualquer momento, defendendo que o cessar-fogo temporário
acordado entre Washington e Teerão "não é o fim" e que Israel ainda
tem objectivos a cumprir.
"Ainda
temos objectivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo,
seja através da força", afirmou Benjamin Netanyahu num discurso ao país. Netanyahu
disse ainda que a trégua foi decidida "em plena coordenação" com
Washington, garantindo que Israel não foi "apanhado de surpresa".
Também
o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa'ar, considerou que
"nada está acabado": "Não vejo como é possível aproximar as
posições dos Estados Unidos e do Irão."
O
mundo permitiu-se respirar de alívio.
Que
alívio?

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