De palavras não sei. Apenas tento
desvendar o seu lento
movimento
quando passam ao longo
do que invento
como pré-feitos blocos
de cimento.
De palavras não sei.
Apenas quero
retomar-lhes o
peso a consistência
e com elas erguer a
fogo e ferro
um palácio de força e
resistência.
De palavras não sei.
Por isso canto
em cada uma apenas
outro tanto
do que sinto por
dentro quando as digo.
Palavra que me lavra.
Alfaia escrava.
De mim próprio matéria
bruta e brava
- expressão da multidão
que está comigo.
José
Carlos Ary dos Santos
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