Noutro tempo, uma reunião que derrapou, perdemos o último Alfa e viemos num lentíssimo comboio que partiu de Campanhã cerca da meia-noite e chegou a Lisboa às seis da manhã.
A CP chegou a ser uma razoável companhia.
Ainda me lembro dos
jardins nas estações e apeadeiros que envolviam concursos e com placa do lugar
conquistado.
A CP nos dias que
correm, e não estou a falar das ferrovias nas beiras e nos alentejos, é um
perfeito desastre.
Pelas esquinas
fala-se que está em andamento a entrega das linhas mais rentáveis a privados…
fala-se… e, tantas vezes…, não há fumo que não dê em fogo…
A tentar deitar fora
papelada e mais papelada, encontrei este livreco com distribuição gratuita nos,
comboios nos «Alfa Pendular», com excertos de «grandes obras literárias» em que
os editores presentes na edição são: Babel, Civilização Editora, Editorial Presença,
Bertrand Editora, Porto Editora.
Claro que é
publicidade paga.
Hoje já ninguém lê,
seja o que for, num comboio, apenas dedilham tele-móveis e coisas quejandas.
Mas se com este livreco, pelo menos,
alguém foi à procura de um livro, diga-se que nem tudo se perdeu.
Fica também o anúncio
que as viagens nos alfas tinham um «toque gourmet».

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